São Miguel é a maior ilha e mais populosa dos Açores, e também a mais turística. É uma ilha muito heterogénea, onde as atividades não faltam para passar uma semana, se quiser explorá-la com calma. Por aqui, os dias passam entre algumas das lagoas mais belas do arquipélago, trilhos em florestas biodiversas salpicadas de cascatas, termas fumegantes onde descansar, miradouros impressionantes para explorar e uma chávena de chá das plantações mais antigas da Europa (e uma das poucas que ainda existem atualmente). É a ilha com maior variedade gastronómica e de alojamento, pelo que há opções para todos os bolsos e todos os gostos.

Pela sua heterogeneidade e oferta, é uma excelente porta de entrada para o arquipélago dos Açores. Embora seja a ilha onde o turismo tem tido maior impacto das nove e onde a quantidade de pessoas se faz sentir, sobretudo nos pontos de visita obrigatória, continua a oferecer a autenticidade açoriana se nos afastarmos um pouco do percurso marcado.

Depois de termos visitado a ilha em várias ocasiões, neste guia tentamos refletir tudo o que São Miguel tem para oferecer com dicas práticas, roteiros de 2 a 7 dias, onde ficar, e até a que restaurantes ir para que possa aproveitar ao máximo a sua viagem à ilha verde.

Atualização de junho de 2026: a estrada de acesso à Ponta da Ferraria está novamente aberta (mais informações aqui), e os mergulhos no Ilhéu de Vila Franca do Campo voltaram a ser permitidos em 2026 (mais informações aqui)

Consulte o nosso guia completo dos Açores se estiver a planear uma viagem ao arquipélago.

Conteúdos

Informação prática para visitar São Miguel

Língua: Português

Moeda: Euro

População: 133.000 (em 2021)

Quando ir: A melhor altura para visitar São Miguel é na Primavera e no Verão, devido às melhores temperaturas e à menor probabilidade de chuva, embora o Inverno não seja muito frio e o Outono seja também uma boa opção (mas tende a chover mais). Saiba mais sobre quando visitar aqui.

Quantos dias: Mínimo 3 dias, recomendável 7 dias. Mais informações aqui.

Como chegar: O mais económico é geralmente voar de Lisboa ou do Porto, onde há muitos voos com a Ryanair, Tap ou Sata. Recomendamos a utilização de comparadores de voo como Skyscanner e Kiwi e ser flexível com datas. Mais informações sobre como chegar a São Miguel aqui.

Onde ficar: Se for ficar poucos dias (4 ou menos), o ideal é a parte central da ilha (por proximidade à maioria dos pontos turísticos e oferta gastronómica), como em Ponta Delgada (na Randomtrip ficámos no apartamento Ladeira Loft, no centro, com vista para o mar, mas há muitas outras opções aqui) ou em Ribeira Grande (na Randomtrip ficámos na Quinta do Paraízo em Rabo de Peixe, dá também uma vista de olhos na Mitós Vila ou noutros alojamentos aqui). Se a sua viagem for de pelo menos 5 ou 6 dias, pode dividir a estadia para reduzir o tempo em deslocações e conhecer diferentes zonas. Na Randomtrip, fizemos isso na nossa última visita em 2025 e ficámos em várias zonas: Quinta da Mó nas Furnas, Moinho das Feteiras nas Feteiras, Casa da Cisaltina na Povoação, Tradicampo no Nordeste e Quinta de Nossa Senhora de Lourdes em Capelas. Mais informações sobre onde dormir aqui.

O que levar: Um bom seguro de viagem (neste link damos-lhe um desconto de 5% no que levamos sempre) e aqui está a lista do que não pode faltar na sua mochila para esta viagem.

Como se deslocar: A melhor opção é alugar um carro. Fizemo-lo com a Autatlantis e adorámos a experiência: carros novos e a melhor política de franquia. Mais informações aqui

Quanto custa: A partir de 70€/dia por pessoa (aprox.) para uma viagem de uma semana, incluindo carro alugado e as opções mais baratas de alojamento privado para 2 pessoas. Mais informações sobre o orçamento aqui

Como ter internet: Os Açores pertencem a Portugal, como tal, se tiver um operador europeu, pode provavelmente utilizar o seu pacote de Internet sem custos adicionais (confirme as condições com o seu operador). Se não for esse o caso, se o seu telemóvel suportar o eSIM e não quiser complicar as coisas, recomendamos o eSIM da Holafly (dados ilimitados, 5% de desconto com o código RANDOMTRIP) ou o eSIM da Airalo (dados limitados, mas mais barato, 15% de desconto com o código RANDOMTRIP15). Também pode comprar um SIM local (os três principais operadores são Meo, Vodafone e Nos). Mais informações aqui

Fuso horário: UTC +0. O horário no arquipélago dos Açores (Portugal) é de menos uma hora em relação ao continente

Lagoa do Fogo: a nossa lagoa favorita

Quando visitar São Miguel

Os melhores meses para visitar São Miguel são Maio, Junho e Setembro. Considerando que é a ilha mais turística dos Açores, o ideal é evitar os meses de Julho e Agosto, que são os mais turísticos. Junho e Setembro são normalmente os melhores meses, com bom tempo, água do mar mais quente e menos turismo.

Em termos de clima, o Verão é sem dúvida a melhor época com temperaturas mais elevadas, menos hipóteses de chuva e a possibilidade de desfrutar mais das praias e piscinas naturais micaelenses. Em qualquer caso, o clima em São Miguel (e nos Açores em geral) é muito instável, pelo que não há garantias em qualquer altura do ano (diz-se frequentemente que se pode ter as 4 estações do ano no mesmo dia).

As águas frescas da cascata Salto do Prego. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Tabela do clima de São Miguel, com temperaturas e dias chuvosos por mês:

MêsTemperatura mínimaTemperatura máximaTemperatura da água (média)Dias de chuva
Janeiro13º17º17º8
Fevereiro13º17º17º6
Março13º17º17º6
Abril13º18º16º5
Maio15º19º19º4
Junho17º21º20º3
Julho19º24º23º1
Agosto20º25º25º2
Setembro19º24º24º5
Outubro17º22º23º7
Novembro15º19º19º8
Dezembro14º18º19º9
MêsTemperatura mínimaTemperatura máximaTemperatura da água (média)Dias de chuva
Lagoa do Congro, uma maravilha para todos os sentidos. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Além disso, se gosta de festivais de música e de outras formas de arte, pode tentar coincidir a sua visita à ilha com os festivais Tremor, Azores Burning Summer, Meo Monte Verde, Festival das Marés ou Walk and Talk. No nosso caso, já assistimos durante vários anos ao festival Tremor e adorámos: vendem muito poucos bilhetes (cerca de 1500) e há concertos em diferentes zonas da ilha, alguns até são secretos e é preciso inscrever-se (no nosso caso, foi um no Parque Terra Nostra e outro nas Termas da Ferraria, onde também pudemos desfrutar das águas termais). Aqui ficam algumas fotos de alguns dos concertos do festival Tremor em diferentes pontos da ilha:

Como chegar a São Miguel

A forma mais económica e conveniente de chegar a São Miguel é geralmente voar de Lisboa/Porto com a Ryanair embora por vezes também se possa encontrar bons preços com a TAP (a companhia aérea portuguesa) ou com a SATA (a companhia aérea açoriana responsável por todos os voos inter-ilhas) a partir de Lisboa ou do Porto. O ideal é ser flexível com as datas e utilizar comparadores de preços como o Skyscanner e o Kiwi.com.

Uma vez em São Miguel, poderá voar com a Sata para qualquer ilha dos Açores.

Sobrevoando a ilha do Pico a caminho de São Miguel. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Quantos dias dedicar a São Miguel

Recomendamos um mínimo de 3 dias, embora o ideal para visitar São Miguel sejam cerca de 7 dias, tendo em conta o clima imprevisível das ilhas e para viajar de forma mais descontraída. Se gosta de fazer caminhadas e/ou se for no verão, quando poderá desfrutar das praias e piscinas naturais, pode aumentar ainda mais o número de dias e não ficará sem planos. Por este motivo, propomos-lhe diferentes tipos de itinerários, com duração entre 2 e 7 dias.

Sabia que em São Miguel se encontram algumas das poucas plantações de chá da Europa? (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Seguro de viagem para os Açores

Sabe o que nunca pode faltar na sua mochila? Um bom seguro de viagem! E na sua viagem aos Açores recomendamos o seguro Iati Escapadinhas, ideal para aventuras em Portugal e em toda a Europa. Além da assistência médica por lá, o seguro também cobre imprevistos que possam acontecer na viagem aos Açores quando fizer desportos de aventura como trekking, caiaque, rafting, snorkeling, surf ou windsurf e até num passeio de bicicleta e/ou roubo da mesma. Além disso, se acontecer algo com a sua bagagem (danos, roubo, atraso na entrega ou extravio), o seguro também pode ajudar. Trabalhamos com várias seguradoras e, por ler o nosso blogue, pode usufruir dos seguintes descontos:

Leia atentamente as condições de cada apólice e contrate o seguro que melhor se adapta às suas necessidades.

O que fazer e visitar em São Miguel

Este é um resumo dos locais de interesse a visitar em São Miguel, e abaixo tem o mapa e informações específicas de cada local.

O que fazer e visitar em São Miguel

  • As mais belas lagoas do arquipélago açoriano
  • Furnas vulcânicas fumegantes onde são feitos cozidos à portuguesa (também vegetarianos)
  • Termas quentes no meio da natureza onde tomar um banho relaxante
  • Miradouros de cortar a respiração
  • Estradas serpenteantes, verdes e (no Verão) floridas

Mapa de São Miguel

Aqui deixamos-lhe todos os locais de interesse em São Miguel de que falamos neste guia, no mapa do Google Maps que pode levar no seu smartphone para consultar em qualquer altura.

E aqui está também um mapa turístico com as estradas de São Miguel( clique na imagem para o descarregar em maior tamanho e resolução).

Oeste da ilha: Sete Cidades, Mosteiros e arredores

Sete Cidades

A caldeira das Sete Cidades situa-se num dos complexos vulcânicos que deu origem à ilha de São Miguel há mais de 800 000 anos. Na verdade, São Moiguel formou-se em 6 fases, sendo o complexo vulcânico de Sete Cidades a 4.ª fase, durante a qual existiam duas ilhas, uma vez que a zona oriental, com os complexos vulcânicos de Nordeste, Povoação e Furnas, não estava unida a esta nova zona de Sete Cidades. Essa união ocorreu nas fases 5 e 6, zonas onde se encontram atualmente a famosa Lagoa do Fogo e Ponta Delgada.

Randomtrip a contornar a Lagoa das Sete Cidades a pé! Mais abaixo explicamos como (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

É nesta zona que se encontram várias das panorâmicas mais famosas de São Miguel, como a Lagoa das Sete Cidades (com as suas duas cores) e o Miradouro da Grota do Inferno, e a zona está repleta de miradouros e trilhos para desfrutar com tranquilidade. A seguir, detalhamos tudo o que há para ver em Sete Cidades.

Miradouro Vista do Rei e Lagoa das Sete Cidades

Há vários miradouros a partir dos quais se pode contemplar a bela lagoa das Sete Cidades, mas o Miradouro Vista do Rei é o mais famoso. Embora a Lagoa das Sete Cidades parecer, aparentemente, duas lagoas – uma verde e outra azul – é, na realidade uma só lagoa cujas águas verdes e azuis não se misturam. Há uma lenda sobre esta lagoa (com muito amor romântico à mistura) que diz que a lagoa bicolor foi formada pelas lágrimas do amor impossível entre uma princesa de olhos azuis e um pastor de olhos verdes que choraram tanto mas tanto no seu último encontro, antes de a princesa casar com outro noivo, que as suas lágrimas formaram a Lagoa das Sete Cidades.

A impressionante Lagoa das Sete Cidades vista do miradouro Vista do Rei. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Lendas à parte, parece que a razão para as diferentes cores da lagoa são a profundidade e a concentração de algas de cada lado. A separação entre os dois lados que se pode ver do miradouro é uma ponte que se pode atravessar no caminho para baixo.

Não se surpreenda quando chegar ao Miradouro da Vista do Rei, se, se encontrar rodeado de autocarros turísticos e partilhá-lo com muito mais gente, é o preço a pagar por estar em frente a uma das mais belas lagoas do arquipélago e um dos melhores locais para o contemplar. No miradouro há casas de banho e uma zona de estacionamento que tende a encher-se rapidamente, especialmente em Julho e Agosto, pelo que as pessoas estacionam ao longo da estrada. Precisamente ali, na estrada, quando fomos em Julho, um símbolo dos Açores, as hortênsias floresciam (embora não sejam parte da flora endémica mas sim uma praga) e o ambiente da lagoa com hortênsias era bastante fotogénico.

Hortênsias, um dos símbolos dos Açores (embora não sejam realmente endémicas, mas sim uma praga), ao longo da bela Lagoa das Sete Cidades. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Estacionámos na parte de trás do Hotel Monte Palace, sobre o qual lhe falaremos de seguida.

Ruínas do Hotel Monte Palace

Há algo nos edifícios abandonados que nos atrai, que aguça a nossa curiosidade, e que nos faz imaginar que histórias ocorreram ali. O Hotel Monte Palace, o edifício em frente ao Miradouro da Vista do Rei, foi um hotel de luxo que abriu em 1989 (aparentemente 6 anos mais tarde do que o previsto) e fechou menos de 2 anos depois devido a problemas financeiros. Com o tempo, tornou-se uma atração turística principalmente devido às incríveis vistas que oferece da lagoa das Sete Cidades a partir do seu terraço no último andar.

Vistas da Lagoa das Sete Cidades a partir do último andar do Hotel Monte Palace. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para entrar (e sair) do hotel é necessário subir (e descer) um muro de 2 metros, embora recentemente uma seguidora nos tenha dito que no lado esquerdo do hotel (mais perto da lagoa do que do parque de estacionamento) existe uma área onde a entrada é mais fácil (aparentemente existe um muro de terra não tão alto).

Além disso, tenha cuidado, dentro do hotel há muitos destroços que podem fazer com que um acidente tolo estrague uma viagem incrível. Recentemente, um grupo imobiliário adquiriu o hotel para, esperemos, convertê-lo em algo bonito (e, esperemos, o mais sustentável que puder ser um hotel) como tal, atualmente, embora não tenha segurança ou sinalização, deve saber que é propriedade privada e a sua entrada é proibida.

Lagoa do Canário e Miradouro da Grota do Inferno (ou Boca do Inferno)

As vistas de cortar a respiração não acabam nas Sete Cidades, de facto, acabaram de começar. Recomendamos que estacione aqui o seu carro para visitar outra bela lagoa, a Lagoa do Canário. Quando chegar ao ponto que mencionamos e estacionar o seu carro verá que existem dois trilhos, um que leva ao Miradouro Boca do Inferno (do outro lado da estrada) e outro (do mesmo lado do parque de estacionamento), de 1:30 horas pela Serra da Devassa, sobre o qual falaremos mais tarde.

A Lagoa do Canário tem a particularidade de que a sua silhueta desenhada pelas árvores, se assemelhe à vista de um pássaro (ou de um drone) para uns, de se parecer a um fantasma ou, para as pessoas mais tecnológicas, com o logotipo da app Snapchat.

Lagoa do Canário: vista de baixo, um paraíso florido; vista de cima, um fantasma muito verde. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A lagoa está localizada logo no início do trilho que irá percorrer para chegar ao conhecido Miradouro da Grota do Inferno (há uma caminhada de 15 minutos da Lagoa do Canário até ao famoso miradouro), no Parque Florestal da Mata do Canário. Antes de chegar ao miradouro compreenderá que esta é uma vista especial devido à multidão de pessoas que provavelmente lá estarão. Foi isto que nos aconteceu quando lá fomos, em meados de Julho, onde até assistimos a alguns acotovelamentos para obter uma fotografia em frente a um dos mais belos miradouros da ilha onde, do qual se pode ver o maior número de lagoas.

O impressionante miradouro Grota do Inferno ou Boca do Inferno (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A uma altitude de 1000 metros, deste imponente miradouro pode ver-se a Lagoa de Santiago (em primeiro plano), Lagoa de Sete Cidades, Lagoa Rasa, Grota do Inferno e Serra da Devassa

Trilho da Serra Devassa e Lagoa das Empadadas

O trilho pela Serra da Devassa (PRC05 SMI (folheto informativo em português e inglês) é um trilho circular que começa no parque de estacionamento da Lagoa do Canário, e passa por várias lagoas e miradouros, levando cerca de 1h30 a percorrer. Há também um par de desvios durante o percurso, um para chegar à bela Lagoa das Empadadas e outro para chegar ao miradouro do Pico do Paúl. Fizemos os dois desvios que nos levaram 30 minutos, pelo que fizemos o trilho em cerca de 2 horas.

Nível de dificuldade Randomtripper: Fácil. É um trilho com pouca elevação (um par de subidas suaves), bem marcada e não muito escorregadia (pelo menos quando fomos, em Julho). As botas/sapatilhas de trekking são essenciais para fazer o trilho.

A melhor maneira de conhecer São Miguel é fazer o maior número possível de trilhos! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para além da beleza do trilho pela Serra da Devassa, outro aspecto que adorámos é que embora o trilho esteja perto de dois pontos muito visitados da ilha – a Grota do Inferno e a Lagoa do Canário – quase não encontramos pessoas por aqui, o que nos fez sentir numa bolha de paz em São Miguel, em meados de Julho.

Decidimos comer as sandes que trouxemos connosco no ponto mais alto do trilho, o Pico das Águas, a 873 metros. A propósito, o ponto mais alto da Ilha de São Miguel é a 1103 metros, no Pico da Vara, onde também existe um miradouro.

Quando chegamos ao primeiro desvio para Lagoa das Empadadas ficámos gratos pela sombra proporcionada pela incrível floresta que atravessámos para chegar à lagoa. Depois, o esplendor de duas lagoas vulcânicas separadas por um pedaço de terra fez-nos ficar a contemplá-las em solidão durante alguns bons minutos. Claramente, estas duas lagoas ainda estão fora da rota turística da zona.

Também pode chegar à Lagoa das Empadadas estacionando aqui e iniciando o trilho aqui. Ao lado do parque também pode ver um troço do aqueduto.

Uma das Lagoas das Empadadas.. incrível! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Desfizémos o pequeno desvio, andámos mais alguns minutos e encontrámos outro desvio para o miradouro do Pico do Paúl. Este desvio saudou-nos com um caminho digno de qualquer casamento real: flores brancas de ambos lados como se estivéssemos numa autêntica celebração da natureza. Bem, poderíamos realmente dizer que viajar pelos Açores é celebrar a Natureza constantemente.

Até parece uma rua decorada para um casamento… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Depois de caminharmos cerca de 500 metros chegamos ao Miradouro do Pico do Paúl, onde se pode ver uma grande parte da ilha, as costas norte e sul.

As vistas do Miradouro do Pico do Paúl merecem o quilómetro extra. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Trilho que contorna a cratera das Sete Cidades

O trilho com as melhores vistas da caldeira das Sete Cidades é, na nossa opinião, o PR4SMI (folheto em português e inglês). É um trilho linear, que parte do parque de estacionamento da Mata do Canário e termina na vila de Sete Cidades, junto à igreja. Demora cerca de 3h / 3h30 e tem uma extensão de 11,8 km.

Um dos trilhos mais bonitos da ilha (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Nível de dificuldade Randomtripper: Médio. É longo (quase 12 quilómetros) e tem uma subida inicial de quase 2 quilómetros. É imprescindível usar botas de trekking/ténis para percorrer o trilho.

É imprescindível estar bem equipado para percorrer o trilho (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Embora o início seja uma subida constante durante cerca de 2 km, a partir desse ponto estaremos sempre a contornar o cratera e com vistas a cada poucos metros da Lagoa das Sete Cidades, cada uma mais impressionante que a outra. Além disso, há muito menos gente do que no Miradouro Vista do Rei. Infelizmente, organizam-se algumas excursões de quad por estas bandas que quebram a magia e que, na nossa opinião, deveriam ser proibidas, embora durante a nossa caminhada quase não tenhamos cruzado com ninguém.

Vacas açorianas a pastar com vistas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Alguns dos pontos interessantes por onde passará se percorrer o trilho:

Miradouro das Cumeeiras ou Miradouro Vista da Rainha – com a rainha do Randomtrip, Inês (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Como dizemos, durante a maior parte do percurso terá vistas para a Lagoa das Sete Cidades a partir de ângulos diferentes, sendo impossível não parar a cada poucos metros para as apreciar.

Ao longo do trilho, poderá ver a lagoa de diferentes perspetivas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se quiser fazer o percurso circular, pode ligar este (PR4SMI) ao PR3SMI (no sentido inverso, da vila de Sete Cidades até ao Miradouro Vista do Rei) e depois ligar o troço que falta entre o miradouro e o parque de estacionamento. Seriam cerca de 24 km e cerca de 9 a 10 horas.

A lagoa e Sete Cidades ao fundo, à direita (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A opção mais simples, que foi a que fizemos na Randomtrip, é estacionar o carro no final do trilho (onde fica a igreja de Sete Cidades) e pagar um táxi até ao início do trilho (em 2025 cobraram-nos 15 € pela viagem). Os táxis não são muitos e partem mesmo junto à igreja; no nosso caso, não havia nenhum, mas perguntámos no restaurante e avisaram-nos que estava prestes a chegar um, pelo que, passados poucos minutos, já estávamos a subir (tem isto em conta para ir com antecedência)

A ponto de terminar o trilho, descendo para a vila de Sete Cidades, onde tínhamos o nosso carro estacionado (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Aqueduto e “Muro das 9 Janelas”

Mesmo ao lado do ponto de partida do trilho anterior, e fazendo parte do percurso, encontram-se o Aqueduto e o “Muro das 9 Janelas“: o maior e mais emblemático troço dos aquedutos da ilha.

Provavelmente o aqueduto mais verde que já vimos. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Desde os primeiros momentos em que a ilha foi povoada, foram construídos diferentes sistemas para transportar e armazenar água potável. Este aqueduto destinava-se a transportar água da Lagoa do Canário e da Lagoa das Empadadas para a cidade de Ponta Delgada, com uma extensão de mais de 10 quilómetros. Vale a pena visitar este pequeno mas belo testemunho feito de nove janelas para aprender sobre a história e o esforço de ter acesso à água potável em redor da ilha.

Estrada para Sete Cidades, Miradouro Cerrado das Freiras e Miradouro Lagoa de Santiago

Quando se olha para a Lagoa das Sete Cidades do alto dos miradouros anteriores, pode-se ver claramente como uma linha atravessa a lagoa, marcando a diferença entre o lado azul e o lado verde. Essa “linha” é na verdade uma ponte, por isso queríamos atravessá-la e ver a lagoa de perto, claro! No caminho para essa ponte passámos por dois miradouros que merecem uma paragem para apreciar as vistas. O primeiro é Miradouro do Cerrado das Freiras que nos permite apreciar a magnitude da Lagoa das Sete Cidades de outro lado (para algumas pessoas, a vista de aqui é ainda mais bonita do que a Vista do Rei).

Sete Cidades a partir do Miradouro Cerrado das Freiras. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A segunda paragem é no Miradouro Lagoa de Santiago e a sua explosão de verde. Ao ver esta lagoa do miradouro da Grota do Inferno sabíamos que seria algo especial e não nos defraudou.

Lagoa de Santiago ou uma explosão de verdes (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Finalmente chegamos à estrada que atravessa a Lagoa de Sete Cidades, abrandamos a velocidade e ficamos com o lado verde à nossa esquerda e o lado azul à nossa direita. Apetece-lhe explorar uma das mais belas lagoas do arquipélago? Continue a ler.

Sete Cidades

Pode-se contornar a Lagoa das Sete Cidades de carro, lentamente, embora o terreno seja um pouco lamacento. Se preferir fazê-lo de bicicleta, fale com os Azores for all: pode alugar bicicletas por hora para explorar os arredores da lagoa. Se quiser explorar a própria lagoa, alugue um paddleboard na mesma empresa ou na Garoupa, especialista em kayak e paddleboarding e dos melhores preços da zona, disse-nos a nossa amiga local Iolanda.

A lagoa esconde uma lenda… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Também visível dos miradouros é a aldeia de Sete Cidades. Aparentemente, a aldeia deve o seu nome à lenda das “Sete Cidades do Atlântico“, uma lenda que inspirou a exploração marítima durante séculos.

Lenda das “Sete Cidades do Atlântico

Esta lenda conta que havia uma ilha perdida no mar, no meio do Oceano Atlântico chamada “Ilha Encantada das Sete Cidades”, procurada por vários navegadores ao longo dos tempos.

Um dia, uma caravela do reino medieval de Portugal zarpou com três frades e vários marinheiros a bordo, atravessando ondas e tempestades, com o objectivo de encontrar a tal ilha encantada. Depois de uma dessas tempestades, como sempre, o tempo acalmou, as brumas desapareceram e os marinheiros avistaram uma ilha no horizonte. Aproximaram-se da ilha, ancoraram a caravela, e passaram três dias a explorar um paraíso verde e azul, as suas florestas e rios, aprendendo os costumes e idioma locais (muito semelhante ao falado em Portugal na altura), visitando palácios e tentando estabelecer relações com o monarca da ilha.

No final dos três dias em terra, regressaram à caravela e partiram para o continente para contar ao rei a sua nova descoberta. Contudo, logo que começaram a afastar-se da costa, a ilha ficou subitamente rodeada de nevoeiro e, como por magia, desapareceu no mar. Depois de contar ao rei português o que tinha acontecido, ele rapidamente enviou uma embaixada em busca da ilha para estabelecer relações, mas eles não a encontraram. Segundo a lenda da ilha encantada das Sete Cidades, várias buscas foram feitas durante séculos até que, finalmente, as caravelas portuguesas voltaram a encontrar a ilha, mas desta vez, a ilha estava desabitada. Ocupada mais tarde pelos portugueses, deram o nome de “Sete Cidades” à gigantesca caldeira central do vulcão, em homenagem a esta lenda.

Fonte: Lenda da Ilha das Sete Cidades

Perspetiva da Lagoa das Sete Cidades (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A realidade é que é muito provável que quando se aproxime do vale das Sete Cidades o encontre envolto num manto de nuvens, proporcionando-lhe mistério e suspense…

Se for à aldeia de Sete Cidades deve saber que tem uma igreja fotogénica e um restaurante recomendado por pessoal local (o que é sempre bom sinal): São Nicolau, com um buffet de pratos regionais. Se desejar algo mais leve, também nos recomendaram O Poejo para um petisco.

A igreja de Sete Cidades (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se explorar a Lagoa das Sete Cidades a partir daqui, pode ir por um lado até este jardim e pelo outro até este túnel que atravessa até Mosteiros.

E aqui despedimo-nos de uma das lagoas mais bonitas de São Miguel para seguirmos em direção ao oeste da ilha.

Pode acordar com vista para a própria Lagoa das Sete Cidades, ficando hospedado bem perto daqui, na Sete Cidades Lake Cabin (Casa da Lagoa). Trata-se de um chalé inaugurado há pouco tempo dois quartos e vistas de tirar o fôlego. Neste caso, uma imagem vale realmente mais do que mil palavras, por isso aqui vão duas:

Reserve a(s) sua(s) noite(s) no Sete Cidades Lake Cabin (Casa da Lagoa) aqui. Mais alojamentos em Sete Cidades neste link.

Ponta da Ferraria (piscina natural com água quente do mar) e Termas da Ferraria

Esta agitada piscina natural tem duas nascentes de águas termais vulcânicas (únicas no mundo pelo elevado nível de enxofre que contêm), conhecidas pelos seus poderes curativos e que lhe permitem estar no mar com água quente! Costumava ser apreciada apenas pelas pessoas locais que viviam nas proximidades, mas desde que o complexo termal privado “Termas da Ferraria” foi construído, tornou-se mais famoso. O complexo tem piscinas interiores e exteriores (6 euros), massagens, restaurante e um bar. Aparentemente, no Verão, às sextas-feiras, a piscina só fecha às 23:00h e pode-se ver o pôr-do-sol e a chegada da lua a partir da água quente.

Ferraria permite desfrutar de uma experiência térmica gratuita no meio do Oceano Atlântico (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A área tem muitos lugares de estacionamento, por isso, embora a estrada de acesso seja um pouco estreita em alguns troços, não há problema em chegar de carro.

Pode ir diretamente para o mar para desfrutar destas águas termais marítimas. Se for, saiba que a altura ideal para ir é com a maré intermédia, quando está a meio caminho entre a maré alta e a maré baixa: na maré baixa a água está demasiado quente (pode atingir temperaturas acima dos 30º) e com a maré alta, demasiado fria (pode consultar as marés aqui)

A piscina térmica no meio do mar estava muito concurrida quando fomos… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na Randomtrip, numa das nossas visitas a São Miguel, tentámos ir à piscina natural em pleno mar, mas havia tanta gente que demos meia-volta e fomos embora sem desfrutar das suas águas. A piscina natural tem várias cordas para se segurar (para evitar bater nas rochas devido às ondas do mar) e não há muito espaço à sua volta para estender a toalha e secar-se (mais acima, subindo as escadas, há balneários gratuitos).

Antes, era apenas apreciada pela população local que vivia nas proximidades, mas desde que foi construído o complexo termal privado Termas da Ferraria, tornou-se mais famosa. O complexo dispõe de piscinas exteriores (5 €) e interiores (a partir de 15 €), massagens e bar/restaurante. Estão abertas das 10h30 às 17h30. No verão, por vezes organizam dias em que abrem das 19h00 às 22h00 com música ao vivo, para desfrutar do pôr-do-sol a partir da água quentinha (informe-se sobre quando na sua página do Facebook)

No nosso caso, desfrutámos da piscina exterior das Termas da Ferraria durante o festival Tremor, em 2025. O Festival organiza alguns concertos secretos para os quais é necessário inscrever-se previamente e, no nosso caso, um deles foi precisamente nesta zona da Ponta da Ferraria, onde o artista tocava e caminhava pela paisagem vulcânica, terminando na zona da piscina exterior, enquanto o público podia entrar para desfrutar da música na água quentinha.

Termas da Ferraria (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na estrada de acesso à Ponta da Ferraria, não se esqueça de parar (no caminho para lá ou no regresso) no Miradouro da Ilha Sabrina, para desfrutar de belas vistas da zona (que é uma “fajã lávica”, uma área protegida e tem o nome oficial de “Monumento Natural do Pico das Camarinhas – Ponta da Ferraria“) a partir do topo. Como curiosidade, o nome deve-se ao facto de que existia, de facto, uma pequena ilha visível daqui, com o nome de “Sabrina”, que surgiu no século XIX com uma erupção vulcânica mas desapareceu meses mais tarde.

Miradouro da Ponta do Escalvado

O Miradouro da Ponta do Escalvado, construído sobre uma falésia, oferece vistas incríveis da costa ocidental da ilha, tanto da Ponta da Ferraria (da qual acabámos de vos falar) como da zona dos Mosteiros.

Miradouro da Ponta do Escalvado (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

É também um local incrível para observar o pôr-do-sol, e foi um importante local de observação de baleias.

Miradouro da Ponta do Escalvado, do outro lado (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Mosteiros

Um dos melhores locais para dar um mergulho na ilha (e apreciar o pôr-do-sol) é na praia ou na piscina natural de Mosteiros. Sim, nesta aldeia de pescadores há tanto praia de areia como piscina natural, por isso basta escolher.

Praia dos Mosteiros

Esta bela praia de areia preta é, juntamente com Santa Bárbara, uma das melhores praias de surf de São Miguel. O seu nome provém das duas enormes rochas vulcânicas de basalto que se encontram no mar e que foram chamadas Mosteiros.

A Praia de Mosteiros ao pôr-do-sol (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na mesma praia há um bar de praia (Snack Bar «O Tubarão», com cerveja local barata, já agora) onde se pode ver, ao fim do dia, o sol a mergulhar no mar entre os «monasterios». Esta é uma das imagens mais fotogénicas da ilha ao pôr-do-sol.

Vale a pena, pelo menos um dos dias da sua viagem a São Miguel, dedicar um dia a visitar os Mosteiros para ver o pôr-do-sol (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se, como nós, preferir aproximar-se das rochas durante a “hora dourada”, no bar da praia deixam-nos levar os copos de cristal connosco com a promessa de que os traríamos de volta. E trouxemo-los.

Piscinas naturais dos Mosteiros

Se, por outro lado, preferir um mergulho no mar, sem areia, existem piscinas naturais nas proximidades. Na maré baixa, é possível ver claramente os labirintos de lava que solidificaram no mar, onde se formam pequenas piscinas para mergulhar. Quando a maré sobe, é ideal para algumas pinceladas no mar.

A desfrutar das piscinas naturais dos Mosteiros (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para desfrutar da piscina natural, o ideal é estacionar o carro por aqui; mesmo em frente, tem também dois bares para tomar uma bebida enquanto aprecia o pôr-do-sol após o mergulho: Sunset Poço da Pedra e Seaside Vibez (ambos servem também petiscos, se quiser jantar). A propósito, mesmo ao lado tem um fotogénico moinho.

A água das piscinas era tão transparente que, quando lá fomos, conseguimos ver vários peixes enquanto fazíamos snorkeling. Tenha cuidado ao entrar e ao sair, para não escorregar nas pedras cobertas de musgo. Existem zonas mais fáceis para entrar no mar, mas o ideal é levar calçado aquático (vai ver que serão úteis durante toda a viagem pelos Açores). Nas piscinas naturais há chuveiros de água doce para tirar o sal ao sair, antes da cerveja no bar de praia.

Piscina natural de Mosteiros. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se a fome apertar, recomendamos duas opções por aqui, ambas especializadas em polvo assado, uma iguaria local: Américo do Barbosa e Gazcidla. Em ambos, sobretudo no verão, é imprescindível reservar com antecedência, porque ficam cheios rapidamente.

Os «Mosteiros» vistos da piscina natural. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro da Ponta do Castelo

A partir do miradouro da Ponta dos Mosteiros terá outra bela perspetiva das rochas fotogénicas, além de poder sentar-se num dos bancos e simplesmente desfrutar das vistas para o mar. Além disso, tem um pequeno posto ao lado, gerido por um senhor muito simpático e amável, onde pode pedir um café ou uma cerveja a preços acessíveis.

Ponta dos Mosteiros (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro Pico da Mafra

Para ter uma bela panorâmica da fajã dos Mosteiros, pode dirigir-se ao Miradouro Pico da Mafra (também é uma alternativa para apreciar o pôr-do-sol a partir de um ponto mais elevado). Não há estacionamento nas proximidades, pelo que terá de parar o carro onde puder ou subir a pé.

Para um capricho nesta zona da ilha, o Sensi Nature and Spa é um projeto de turismo rural com 20 quartos, piscina infinita exterior, piscina interior e um terraço incrível de onde se pode ver o pôr-do-sol no mar.

A piscina infinita do Sensi, onde pode desfrutar de um dos melhores pores-do-sol da ilha. Foto de Booking.

Mais alojamentos especiais em Mosteiros na nossa secção Onde Dormir.

Furnas: entre águas vulcânicas

Furnas é uma das zonas mais antigas de São Miguel, formada há aproximadamente 750 000 anos, e a mais visitada da ilha. É também uma zona única no mundo. Ao chegar, compreenderá porquê. O «Vale das Furnas» (vale de Furnas) situa-se na cratera do vulcão das Furnas, um dos três ainda ativos e o maior da ilha verde, onde a atividade vulcânica está presente em tudo o que está prestes a vivenciar, tanto com a vista como com o olfato e até mesmo com o paladar.

Água a ferver devido à atividade vulcânica da vila das Furnas (habitada!): nesta caldeira cozinham-se deliciosas espigas de milho «vulcânico» — apenas no verão. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A seguir, detalhamos tudo o que há para visitar e fazer nas Furnas. Para facilitar, organizámos os pontos em 4 zonas: a lagoa (que, por sua vez, tem duas zonas, a sul e a norte), a vila, os miradouros e a zona de Ribeira Quente, a apenas 10 minutos de carro.

Lagoa das Furnas

E se as lagoas vulcânicas são uma das maiores atrações de São Miguel, a Lagoa das Furnas é um claro exemplo do seu magnetismo.

A impressionante Lagoa das Furnas. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Esta imponente lagoa esconde uma lenda:

Era uma vez um rapaz que vivia numa aldeia onde reinava a calma, a paz e a tranquilidade. Como todas as manhãs, o rapaz dirigiu-se à fonte para ir buscar água, mas nessa manhã algo tinha mudado: a água da fonte estava salgada e impossível de beber. Voltou a correr para a aldeia para contar a todos, mas ninguém acreditou nele. Ninguém, exceto o seu avô.

Avô e neto voltaram à fonte e verificaram que a situação tinha piorado: os peixes que antes nadavam na pequena nascente estavam a flutuar, sem vida. Correram para contar ao povo, dizendo que era imperativo subir à montanha em busca de novas terras, mas ninguém acreditou neles. Ambos subiram ao cume da montanha e avistaram uma nova ilha que tinha surgido do mar; era a ilha encantada das Sete Cidades (sim, a mesma ilha da lenda que te contámos antes, na secção Sete Cidades), e isso era um sinal que prenunciava mudanças terríveis. Voltaram a contar ao povo, mas ninguém acreditou neles. Alguns dias depois, avô e neto, juntamente com todo o seu gado, mudaram-se para uma povoação vizinha.

As semanas passaram e, um dia, os dois regressaram à aldeia, mas… a aldeia já não existia. No lugar da aldeia havia água, apenas água, uma lagoa gigante e enorme, a Lagoa das Furnas. Conta-se desde então que a aldeia continua a viver debaixo e à volta da lagoa, invisível, e que quando vemos as bolhas de gás vulcânico e, por vezes, clarões, é a aldeia a cozinhar…

Caldeiras das Furnas ou a aldeia a cozinhar lá em baixo? (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A lagoa pode ser visitada principalmente em duas zonas, a sul e a norte. A seguir, detalhamos todos os locais que pode visitar. Para aceder à zona sul, pode estacionar gratuitamente aqui, enquanto que para a zona norte tem de estacionar aqui pagando 3 € por pessoa (ou aceder gratuitamente a pé)

Capela de Nossa Senhora das Vitórias

Ao aproximarmo-nos da lagoa pela zona sul para ver se encontrávamos algum vestígio da lenda, deparámo-nos com uma igreja impressionante: a Capela de Nossa Senhora das Vitórias.

Junto à Lagoa das Furnas, esta catedral neogótica foi construída em 1886 como prova de fé de José do Canto, um micaelense, quando a sua esposa adoeceu com uma doença grave. Esta promessa de amor foi inteiramente construída em basalto vulcânico e pode ser visitada: todos os dias das 10h00 às 17h00 (no verão até às 18h00) e a entrada custa 3 € por pessoa.

A capela situa-se nas imediações da casa de verão de José do Canto, e tanto ele como a sua esposa estão lá sepultados.

Mata Jardim José do Canto

José do Canto também investiu parte do seu dinheiro na criação do Mata Jardim José do Canto, um jardim botânico com árvores e plantas de todo o mundo, projetado pelo famoso arquiteto paisagista francês Barillet-Deschamps. A capela de que falámos no ponto anterior está situada dentro do jardim, e ao lado podemos ver também duas casas, que atualmente são alugadas como alojamento rural (Casa da Lagoa e Casa dos Barcos).

Casa dos Barcos à esquerda e o Jardim José do Canto (com capela incluída) à direita (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Lagoa das Furnas e a Casa dos Barcos, onde pode ficar hospedado. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O jardim tem bastante para ver (aqui pode consultar o folheto oficial com algumas informações), onde se destacam o Salto do Rosal (uma imponente cascata a cerca de 1 hora de ida e volta desde a entrada), uma sequóia da época de José do Canto, o Vale dos Fetos (vale das samambaias), reconstruído, bem como uma enorme variedade de camélias.

Lagoa das Furnas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A entrada custa 5 € e está aberto das 10h00 às 18h00 (última entrada às 16h20)

Centro de Interpretação Ambiental das Furnas

Também na zona sul, a uma curta caminhada da Mata José do Canto, consideramos o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas uma visita obrigatória, onde se pode aprender mais sobre a história do vulcão e a proteção e recuperação dos ecossistemas, além de ser arquitetonicamente muito bonito.

O Centro de Interpretação Ambiental das Furnas, além de interessante no interior, também o é no exterior do ponto de vista arquitetónico (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

No interior, pode assistir a um documentário completo que explica a história da zona: por que razão as pessoas se mudaram para esta zona vulcânica (foi pela disponibilidade de água), a descoberta da diversidade de águas (quentes, frias, ferrosas, ácidas…), que tornam esta zona única no mundo. As pessoas que vivem nas Furnas vivem em contacto permanente com o vulcão, sempre em risco: ouvem os tremores, bebem as suas águas, cheiram as fumarolas, observam a vegetação (ou a falta dela). O perigo é real, uma vez que existe atividade vulcânica que é vigiada constantemente, embora quem lá vive diga que as vantagens são maiores do que os perigos.

Para além do documentário, existem várias salas onde se pode aprender sobre a formação das ilhas dos Açores, vulcanologia e a história da zona das Furnas.

A entrada custa 3 € e está aberto das 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30)

Figuras em madeira: Gandalf e vários animais

Também na zona sul e como curiosidade, ao atravessar o parque de estacionamento em direção a outros pontos desta zona, encontrará um jardim onde há algumas figuras feitas em madeira, como este Gandalf, este castor, esta baleia ou este cachorrinho.

Gandalf nas Furnas a usar a sua magia com um feitiço para a Inês. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Fumarolas da Lagoa das Furnas e o Cozido das Furnas

Já na zona norte da Lagoa das Furnas, podemos apreciar as fumarolas e o seu característico cheiro a enxofre. Também podemos ver alguns buracos no chão que são autênticas cozinhas naturais onde se confeciona o famoso prato: o Cozido das Furnas!

As cavidades onde foram cozinhados os pratos, com o calor do vulcão! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Depois de introduzir todos os ingredientes que costumam fazer parte de um «cozido à portuguesa» (carne, enchidos, legumes), a panela é envolvida num pano de linho e uma pessoa desce a panela para um buraco na caldeira, onde o calor vulcânico se encarregará de cozinhá-la. São necessárias várias horas até estar pronto; normalmente, o que é servido nos restaurantes das Furnas à hora do almoço (a partir das 12h da manhã) está na caldeira desde as 4h da manhã. É possível ver este processo de retirar os cozidos das caldeiras: basta estar nesta zona norte da lagoa por volta das 11h30.

As caldeiras de onde saíram os cozidos nas margens da Lagoa das Furnas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Atenção! Para aceder à zona das fumarolas e das «caldeiras» onde se cozinham os pratos, é necessário pagar 3 € por pessoa, caso não seja residente nos Açores. O parque de estacionamento fica aqui.

Também alugam caiaques para percorrer a lagoa, que custam 10 € por hora por pessoa:

Se quiser, pode alugar um caiaque para desfrutar da lagoa (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Pode provar o Cozido em vários locais nas Furnas; mais abaixo deixamos-lhe uma lista dos restaurantes mais conhecidos/recomendados para o provar.

Existe também a possibilidade de fazer um «cocido DIY» nas Furnas e levá-lo para casa (caso tenha cozinha no seu alojamento), ou seja, prepará-lo na sua panela e simplesmente pedir à pessoa responsável que o desça até ao buraco para que fique lá a cozinhar.

Parque Grená

Ao lado das Fumarolas encontra-se o Parque Grená. Antigamente uma casa de verão, passou por várias mãos até ficar abandonada, até que reabriu em 2019 como «parque natural» (continua a ser privado).

Randomtrip prestes a iniciar a exploração do Parque Grená (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na nossa opinião, a zona da entrada é uma atração turística (com animais em cativeiro, infelizmente) e o preço do bilhete parece-nos excessivo para o que oferece, mas os trilhos e miradouros que existem dentro do parque são realmente bonitos. Se decidir pagar a entrada, recomendamos que dedique pelo menos uma hora a percorrer os trilhos (embora tenhamos de dizer que não estão muito bem sinalizados), parando nos miradouros e nas cascatas.

A Lagoa das Furnas vista de um dos miradouros do Parque Grená (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Aqui fica um aperitivo em imagens dos recantos que poderá encontrar no Parque Grená para lhe abrir o apetite:

A Inês até deu um mergulhinho numa das cascatas, e na zona da entrada há umas termas artificiais muito procuradas para tirar fotos. Não se esqueça de visitar as ruínas da antiga casa e a cascata (poço da inglesa).

A entrada custa 10 € por pessoa (primeiro é preciso pagar os 3 € para aceder às Fumarolas) e o horário é das 9h30 às 18h30

Trilho PRC06 SMI

Se quiser desfrutar ainda mais da natureza das Furnas e visitar todos os locais acima referidos sem utilizar o carro, pode fazer o percurso pedestre PRC06 SMI (informação oficial aqui, folheto em PDF em português e inglês aqui). É um percurso circular que contorna a Lagoa das Furnas, passando por todos os locais que mencionámos anteriormente. Começa e termina na vila, mas se quiser pode fazer apenas a parte que contorna a Lagoa.

Escala de dificuldade Randomtripper: fácil, é um percurso bastante plano e simples. O percurso completo tem 9,5 quilómetros e demora cerca de 3 horas a percorrer (sem contar com as paragens que possa fazer no Centro de Interpretação ou nos parques).

Chegando ao Centro de Interpretação nas margens da Lagoa das Furnas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A vila das Furnas e as suas experiências gastronómicas e relaxantes com aroma a enxofre

É impressionante chegar à vila das Furnas, situada na caldeira de um vulcão, e ver como os seus habitantes vivem ali tão tranquilamente, entre caldeiras e fumarolas de um vulcão adormecido, mas ativo. Poderíamos dizer que a vila das Furnas é um dos exemplos claros da resiliência do povo açoriano, neste caso de São Miguel (cada ilha tem as suas particularidades e, se falarmos da resiliência do povo da remota ilha do Corvo, vale a pena ir para perceber).

Furnas, uma vila que vive num vulcão ativo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A seguir, apresentamos os principais pontos a visitar e conhecer em Furnas:

Caldeiras das Furnas e as maçarocas de milho cozidas

É possível ver a água a ferver, aquecida pela atividade vulcânica, num simples passeio pelo centro da vila, e os pontos fumegantes das caldeiras das Furnas são visíveis a partir de qualquer um dos miradouros de que falaremos mais adiante. Estes grupos de caldeiras são conhecidos como «campos fumarólicos» (existem 4 no total na zona do Vulcão das Furnas)

Caldeiras na vila das Furnas. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Devido à maior proximidade do magma à superfície, este aquece a água e a terra, gerando águas minerais e termais, e estas fumarolas hidrotermais (com temperaturas de saída perto dos 100 °C) que libertam sobretudo vapor de água e dióxido de carbono (e, em menor medida, ácido sulfídrico, que é o que dá o cheiro característico a enxofre ou «ovo podre»)

Explicação sobre como se formam as fumarolas (Fonte: National Geographic)
Pode provar o cozido e as maçarocas de milho com cheiro (e sabor) a enxofre . (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Pode passear pela zona com toda a tranquilidade (com cuidado para não se aproximar demasiado e prestando atenção à sinalização, uma vez que há águas que jorram a temperaturas excessivamente elevadas) e admirar a paisagem.

Se é fã de milho como eu, não perca as maçarocas cozidas saídas diretamente da caldeira, deliciosas! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
OMIC (Observatório Microbiano dos Açores)

O OMIC (Observatório Microbiano dos Açores) é um pequeno museu (um centro de divulgação científica e tecnológica) dedicado à microbiologia. É um excelente local para aprender mais sobre os microrganismos do nosso planeta e, em especial, sobre os que se encontram nesta zona vulcânica dos Açores.

OMIC, uma visita muito interessante (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O OMIC é realmente um local curioso e onde se pode aprender bastante: tem uma sala com microscópios onde se podem observar amostras dos campos de fumarolas, ver os diferentes tipos de vida que habitam diferentes zonas do vulcão (lagoas, águas termais, etc.) e até aprender a lavar as mãos e verificar (graças a um gel e a uma luz) se o fazemos corretamente:

E eu a pensar que tinha as mãos limpas… ups (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A entrada no OMIC custa 2,5 €, e o horário de funcionamento é:

  • Inverno (setembro a junho): de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h (encerrado aos sábados, domingos e feriados)
  • Verão (julho e agosto): de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados, das 14h30 às 18h (encerrado aos domingos e feriados)
Jardim da Alameda e Jardim das Quenturas

O Jardim da Alameda é uma zona das Furnas onde poderá dar um passeio tranquilo e apreciar o curso do rio, bem como alguns pontos junto a ele, como o quiosque (coreto), a cascata artificial (e, infelizmente, também um aquário) e a Poça da Tia Silvina (sobre a qual falamos mais abaixo, um local onde pode experimentar as águas termais nos pés gratuitamente).

Se continuar a caminhar alguns metros, chegará ao Jardim das Quenturas, um bonito parque com um lago e rodeado por diferentes nascentes de águas termais.

Casa Invertida

Outra curiosidade das Furnas é que houve um dia de muito vento e uma casa ficou de cabeça para baixo… Não! É brincadeira. A Casa Invertida é um edifício curioso (muito perto da Quinta dos Cocktails) que pertence à empresa de eletricidade local. Aproxima-te, mas não faças muitas palhaçadas, pois fica mesmo ao lado da Polícia Municipal.

A única casa invertida das Furnas, pensamos nós… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Experimente o cozido vulcânico das Furnas num dos seus restaurantes

Como comentámos anteriormente, nas fumarolas da zona norte da Lagoa das Furnas cozinha-se durante horas o famoso «Cozido das Furnas», pelo que uma das experiências mais típicas quando visitar as Furnas é prová-lo num dos restaurantes. Aqui deixamos-lhe a lista dos restaurantes mais conhecidos e recomendados onde o fazer (recomendamos que reserve com antecedência!):

  • O Tonys: dos mais famosos, costuma estar bastante cheio
  • O Vale das Furnas: junto ao parque de campismo das Furnas, recomendado pela nossa amiga açoriana Iolanda, que nos diz que tem uma boa relação qualidade-preço
  • O Caldeiras e Vulcões, onde também oferecem a opção de cozidos veganos
  • O Baños Férreos, que experimentámos durante a nossa última visita à ilha e adorámos
  • O Miroma, de que também nos falaram bem pessoal local
  • O restaurante do Terra Nostra, que, embora seja mais caro, é excelente, segundo nos disseram alguns amigos que ficaram hospedados no hotel e provaram o cozido no restaurante.

Em geral, as porções de cozido costumam ser muito generosas, pelo que uma porção para 1 pessoa dá perfeitamente para 2 pessoas, e custa normalmente entre 15 € e 30 €, dependendo do restaurante.

Se segue uma dieta vegana ou vegetariana, além do cozido vegano, existem outras opções. Na Randomtrip provámos a maçaroca de milho cozida nas caldeiras (1 € a maçaroca), no centro da vila das Furnas. Deliciosa! (apenas no verão)

A saborear uma deliciosa maçaroca de milho cozida em águas vulcânicas, uma opção ideal se não comer cozido. É uma pena que só haja no verão! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Chalet da Tia Mercês

E se quiser algo mais substancial do que a maçaroca de milho, mas menos do que um cozido (e com várias opções não carnívoras e vegetarianas), tem o Brunch Geotérmico ou o All Azores Tea Brunch com vista para as fumarolas, no Chalet da Tia Mercês (apenas mediante reserva com 48 horas de antecedência).

Altamente recomendável o Brunch Geotérmico no Chalet Tia Mercês: delicioso, original, apenas com produtos locais (das 9 ilhas) e um atendimento inigualável. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na nossa primeira visita, provámos o «All Azores Tea Brunch», que é composto apenas por ingredientes locais e oferece propostas com produtos das 9 ilhas, como se fosse uma viagem gastronómica pelo arquipélago. Além disso, aqui poderá provar café produzido em São Miguel. Pensava que o único café produzido nos Açores era o de São Jorge? Aqui descobrimos que não: por exemplo, na Quinta Aguiar (Ginetes) produzem-se cerca de 10 kg a 15 kg de café por ano, pelo que pode ter uma ideia do privilégio que é prová-lo.

Numa outra das nossas visitas a São Miguel, em 2025, voltámos para experimentar o Geothermal Brunch, onde a Paula nos explicou imensas curiosidades sobre as diferentes águas potáveis das Furnas, como as águas e as temperaturas influenciam a preparação do chá, fez-nos um «chá mágico» que muda de cor e provámos vários alimentos cozinhados utilizando o calor das Furnas de diferentes formas (ovos, queijos, mandioca, etc.). Parece-nos um plano perfeito para aprender mais sobre a região.

Provar o Bolo Lêvedo, originário das Furnas

O Bolo Lêvedo é um pão doce (e avisamos, viciante) da ilha, típico desta zona: Furnas. É semelhante (embora não igual) ao Bolo do Caco da Madeira e, com o turismo, ganhou muita popularidade, sendo hoje utilizado para tudo (para comer simples, em sandes, em hambúrgueres, etc.)

Bolo Lêvedo, tão viciante que vai comer, no mínimo, um por dia. Este, com queijo fresco da ilha, na Rosa Quental (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Os melhores e mais tradicionais são os da Gloria Moniz e da Rosa Quental. Se não engordar uns quilos por causa deste pão (a sério, vai ser difícil não comer pelo menos um em cada pequeno-almoço e lanche), é porque não esteve nos Açores. Na Rosa Quental provámos o bolo lêvedo com queijo fresco e estava… espetacular! Além disso, os preços são (ainda) razoáveis.

Experimentar o Queijo das Furnas

Para provar e comprar o queijo típico feito com salmoura da água amarga das Furnas (uma das 70 águas minerais da zona), com gás e rica em ferro, tem de ir à Queijaria Furnense, muito perto da entrada do parque Terra Nostra. Aqui são produzidos cerca de 340 queijos por dia, de 5 variedades diferentes, sendo o queijo amanteigado o mais vendido.

O best-seller na Queijaria Furnense: Queijo do Vale amanteigado de Furnas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na ilha, é conhecido como queijo do vale (do Vale das Furnas), e a ideia de criar o queijo e a queijaria partiu da proprietária, aos 16 anos, que queria criar um queijo diferente.

Recomendamos que peça a tábua de queijos para provar uma variedade de queijos.

Tábua de queijos na Queijaria Furnense (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Experimentar as diferentes águas de Furnas

Se há algo que caracteriza as Furnas são as suas águas. Além das famosas águas termais, onde poderá relaxar, e das quais falamos a seguir, nas Furnas existe também uma grande variedade de águas minerais naturais. Pode encontrar diferentes fontes ou nascentes em vários locais da vila (por exemplo, Fontanário Gloria Patri ou Azeda do Rebentão) e também pode aprender mais sobre as águas, as suas propriedades e provar algumas no Chalet da Tia Mercês (sobre o qual falamos um pouco mais acima neste mesmo guia)

Inês a provar a água da fonte Gloria Patri, nas Furnas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Igreja de Nossa Senhora da Alegria e Igreja de Santa Ana

Já que está a passear pelas Furnas, pode fazer uma paragem na sua igreja principal, a Igreja de Nossa Senhora da Alegria. A última erupção do vulcão das Furnas (ainda ativo) ocorreu em 1630, o que provocou o despovoamento da zona; no entanto, após a erupção, a terra ficou mais fértil do que nunca, pelo que voltou a ser povoada e os jesuítas construíram uma pequena ermida (de Nossa Senhora da Alegria). Ao lado da igreja atual (moderna, de 1901), é possível ver uma pedra do local onde se situava essa antiga capela.

Igreja de Nossa Senhora da Alegria, nas Furnas (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Por outro lado, há também a pequena Igreja de Santa Ana, que, curiosamente, tem ao lado um império (muito típicos da ilha da Terceira, embora também haja alguns aqui em São Miguel)

Igreja de Santa Ana, nas Furnas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Acueduto das Furnas

Como curiosidade, existe também um antigo aqueduto nas Furnas, embora só se possa ver de longe (por se encontrar numa propriedade privada) e esteja em estado de abandono.

Acueduto das Furnas (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

No final do dia, recomendamos que tomes uma bebida no A Quinta (outra recomendação local da nossa amiga Iolanda): além do espaço ser lindíssimo, entre árvores e boa música, os cocktails são deliciosos. Não, não são feitos com água vulcânica, é a única coisa que não envolve atividade vulcânica por aqui. Experimenta a caipirinha de ananás ou de maracujá e não te vais arrepender.

O bonito espaço de A Quinta é ideal para tomar uma bebida e relaxar (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Não te preocupes, os cocktails não são feitos com água vulcânica, ainda bem… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Também recomendamos que passe, se estiver aberta, por esta loja de doces tradicionais para provar alguma das suas deliciosas criações.

Uma das melhores opções de alojamento na pitoresca vila das Furnas é o hotel de 5 estrelas Octant Furnas (a partir de 200 € por noite), que dispõe, naturalmente, de um centro de spa e bem-estar e de águas termais naturais. Há também a fantástica Quinta da Mó (a partir de 205 € por noite), uma propriedade a 1 km da Lagoa das Furnas, com casinhas de 1 e 3 quartos entre árvores de fruto, bambus e plantas exóticas, onde ficámos alojados na nossa última visita às Furnas.

Se for a São Miguel com toda a família ou um grupo grande de pessoas, saiba que é possível acordar praticamente em cima da Lagoa das Furnas, ficando hospedado na Casa da Lagoa ou na Casa dos Barcos. Tanto numa como na outra, aluga-se a casa inteira e estão incluídas bicicletas e caiaques para explorar a lagoa por conta própria.

Águas termais nas Furnas: Terra Nostra, Poça Dona Beija, Poça da Tia Silvina…

Se há algo que caracteriza e atrai visitantes a Furnas são, sem dúvida, as suas águas termais naturais. Existem várias opções para as desfrutar, aqui detalhamos todas elas.

Importante: se for desfrutar das águas termais em São Miguel, leve um fato de banho escuro e/ou velho, pois provavelmente ficará manchado devido aos minerais da água.

Parque Terra Nostra

Um dos jardins mais bonitos da ilha e uma manhã ou tarde relaxante garantida. O Parque Terra Nostra possui um enorme jardim botânico com uma flora biodiversa ( na verdade, possui a maior coleção de camélias do mundo, com mais de 600 espécies), pelo qual pode passear por quatro percursos distintos, mas a sua maior atração são… as suas águas termais!

Não, a água não está suja, está cheia de ferro… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Assim que se entra no parque por uma avenida rodeada de belos ginkgo bilobas, verá um enorme lago de águas termais repletas de ferro. No início, vai pensar que a água está suja, mas não! É a quantidade de ferro que lhe dá essa cor «lamacenta». A temperatura da água situa-se entre os 35º e os 40º graus, pelo que é adequada para todas as épocas do ano (na Randomtrip experimentámo-la no inverno e no verão e, na verdade, no inverno é ainda mais apreciada).

A sensação ao entrar na piscina a quase 40 °C é indescritível… Que relaxamento! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Além da grande piscina principal, para a qual nunca há fila, por mais procurada que seja devido ao seu enorme tamanho (podes, no entanto, ter alguma dificuldade em encontrar um banco onde deixar as tuas coisas; nós deixámos as nossas junto a uma árvore), o parque Terra Nostra também dispõe dejacuzzis!

Para estas, costuma formar-se alguma fila, mas, pelo menos quando lá fomos em julho, não tivemos de esperar muito. As banheiras de hidromassagem são muito bonitas e são a forma de desfrutar destas águas termais curativas com um pouco mais de privacidade.

Ao sair, tanto da piscina principal como das banheiras de hidromassagem, saiba que o parque dispõe de chuveiros e casas de banho, que se encontram muito perto das banheiras de hidromassagem.

O parque Terra Nostra possui um enorme jardim botânico com uma flora biodiversa. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A entrada no Terra Nostra custa 17 € por pessoa e está aberto das 10h30 às 16h30 todos os dias (saída até às 17h00). Não há limite de tempo uma vez dentro. Pode comprar os bilhetes antecipadamente online aqui

Com a entrada, oferecem-lhe um desconto nos cocktails do bar do Terra Nostra Garden Hotel (com flores comestíveis do parque), por isso fomos lá provar dois. O bar é chique, mas sem exageros; na esplanada estava de luxo, com música ao vivo.

Cocktails com flores comestíveis do parque após uma tarde de relaxamento? Sim, obrigado. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se quiser ficar a dormir no próprio parque Terra Nostra e ter acesso à piscina termal e ao parque a qualquer hora do dia e da noite ( lembra-te que fecha ao público às 16h30, por isso irás partilhá-lo apenas com alguns outros hóspedes do hotel…) podes fazê-lo hospedando-te no Terra Nostra Garden Hotel. Uma ma-ra-vi-la.

Quarto do Terra Nostra Garden Hotel. Foto de Booking.
Poça Dona Beija

Outra opção para desfrutar das águas termais das Furnas é a Poça Dona Beija. Bastante mais pequena do que o parque Terra Nostra, mas nada a invejar em termos de beleza. A Poça Dona Beija conta com três piscinas de água quente a 39 °C e um rio que as atravessa a 28 °C.

É necessário comprar os bilhetes para a Poça Dona Beija online aqui

Está aberta das 10h00 às 23h00 e, sim, leu-nos o pensamento, desfrutar dela à noite é algo muito especial. O preço da Poça Dona Beija é de 12 € até às 17h30 e de 16 € a partir das 18h00; há um limite de 1h30 no interior e também está limitada a quantidade de pessoas em simultâneo, pelo que os bilhetes podem esgotar. A última entrada possível é às 21h30 e, às 22h30, as piscinas fecham.

Na Randomtrip, desfrutamos da Dona Beija tanto de dia como de noite, uma vez que visitámos o local em várias das nossas viagens. Recomendamos vivamente que adquira os bilhetes com antecedência.

Poça Dona Beija. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Aqui, tal como recomendamos no Terra Nostra, é imprescindível levar um fato de banho velho ou um que não tenhas muito carinho.

Poça da Tia Silvina

Também há uma opção gratuita para sentir os benefícios das águas termais… nas pernas. A Poça da Tia Silvina é uma pequena piscina com água quente natural junto ao rio (água fria), onde pode mergulhar as pernas e sentir o contraste entre a água termal muito quente e a água muito fria do rio, mesmo ao lado.

A Poça da Silvina fica junto ao rio, pelo que pode desfrutar do contraste frio-quente gratuitamente. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Além disso, o ambiente da Poça da Tia Silvina é espetacular, sobretudo na primavera e no verão , com as hortênsias no seu máximo esplendor (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Outras opções: Octant Furnas e Casa La Lola

Outras duas opções menos conhecidas para desfrutar das águas termais das Furnas são dois alojamentos muito especiais.

O hotel Octant Furnas (a partir de 200 €/noite) dispõe de piscinas termais tanto exteriores como interiores, disponíveis 24 horas por dia, além de diferentes salas com tratamentos de SPA, se o que procura é relaxamento total. A água provém da nascente «das Quenturas», mesmo em frente ao hotel, a uma temperatura entre 58 e 60 ºC, passando por um sistema de arrefecimento até chegar às diferentes piscinas e jacuzzis, onde é possível desfrutar dela a temperaturas entre 35 e 42 ºC.

Inês no Jardim das Quenturas e no hotel Octant Furnas ao fundo. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Por outro lado, se for em grupo ou se o seu orçamento o permitir, pode alugar a Casa La Lola, uma casa privada com 3 quartos para até 6 pessoas, que dispõe de piscinas de água termal obtida diretamente de uma nascente que passa pela casa.

Miradouros nas Furnas

Não pode sair das Furnas sem desfrutar de algum dos seus incríveis miradouros. A seguir, apresentamos-lhe uma lista.

Miradouro do Pico do Ferro

O Miradouro do Pico do Ferro é provavelmente o miradouro mais conhecido e de onde se tem a vista mais bonita da magnífica Lagoa das Furnas ou, melhor dizendo, do gigantesco cratera vulcânica cheia de água. Fica a cerca de 5 km da vila das Furnas, a cerca de 570 metros de altitude, e poderá contemplar a imensidão da lagoa, as colinas verdes que a rodeiam e os pontinhos fumegantes das caldeiras. Dispõe de estacionamento gratuito, pelo que é perfeitamente possível chegar de carro.

A vista deslumbrante da Lagoa das Furnas a partir do Miradouro Pico do Ferro. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A partir daqui, é também possível chegar ao topo da cascata Poço da Inglesa (que se pode ver de baixo no Parque Grená, de que falámos um pouco mais acima)

Miradouro Lombo dos Milhos

O miradouro Lombo dos Milhos situa-se a cerca de 330 metros de altitude, no sudoeste do vale das Furnas, oferecendo uma panorâmica totalmente diferente da anterior, com vistas privilegiadas sobre a vila das Furnas. É possível chegar de carro, embora o acesso seja por uma estrada estreita e íngreme.

As vistas a partir do Miradouro Lombo dos Milhos. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro Vista do Vale

A partir do Miradouro Vista do Vale pode apreciar vistas diferentes do Vale das Furnas, tal como o próprio nome indica. Pode estacionar a poucos metros do miradouro, aqui, embora o espaço seja reduzido.

Miradouro do Castelo Branco

Ao chegar ao pequeno castelo que dá nome ao miradouro, temos a sensação de que ele está zangado (repare nas duas pequenas janelas que parecem olhos e na grande que parece boca), mas na verdade não se percebe porquê: as vistas de 360º que temos a partir do terraço do Miradouro do Castelo Branco são lindíssimas. De um lado, o vale e a lagoa das Furnas e, do outro, Vila Franca do Campo e o seu ilhéu fotogénico.

Divertimo-nos tanto a brincar com as silhuetas das janelas no interior e com as vistas do exterior do castelo que, ao sairmos, esperávamos que o castelo tivesse mudado de expressão, mas não tivemos sorte.

Para chegar lá, estacione o carro aqui e caminhe até ao castelo.

Miradouro do Salto do Cavalo

O nosso miradouro favorito nesta zona da ilha, o incrível Miradouro do Salto do Cavalo, foi o único que pudemos desfrutar em solidão de todos os mencionados, mesmo em pleno julho, o que nos leva a suspeitar que seja o miradouro menos conhecido desta zona.

Desfrutámos em solidão do nosso miradouro favorito da zona, o Salto do Cavalo. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Perdemos a conta dos tons de verde que contámos na panorâmica que este miradouro oferece. Situa-se a uma altitude de mais de 700 m acima do nível do mar, na borda norte da caldeira das Furnas, oferecendo uma vista sobre o vale da Povoação e as sete lombas, o vale das Furnas com a caldeira e a sua lagoa, estendendo-se a vista até ao mar.

Ao que parece, este miradouro é muito procurado pelos amantes do parapente, mas quando lá fomos não vimos ninguém. Além disso, daqui parte um trilho com muito bom aspeto que queremos fazer na próxima vez: um percurso linear de 18 km que parte deste miradouro, passando pelo Pico da Vara (o ponto mais alto de São Miguel) e chegando ao mar. Mais informações sobre o percurso aqui.

Ribeira Quente e Praia do Fogo

Perto do vale das Furnas, vale a pena visitar a Ribeira Quente, um recanto de pescadores entre as colinas e o mar. Mas o mais interessante é a sua praia…

A bela baía da Praia do Fogo. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Praia do Fogo é uma bonita praia de areia preta em forma de baía, banhada por um mar tranquilo e com um bar convidativo onde se pode tomar uma bebida. A particularidade desta praia é que possui fumarolas (fontes hidrotermais) submarinas que tornam a água do mar mais quente, algo que se nota sobretudo na maré baixa. Na Randomtrip, a verdade é que não notámos nada e a água estava bastante fresca… Se tiveres mais sorte e verificares que é verdade, conta-nos nos comentários!

Na Randomtrip, não sentimos a água mais quente, mas sim um pouco fresca… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na bela e sinuosa estrada a caminho desta praia peculiar (a estrada parte de Furnas, por isso vale a pena aproveitar a visita a Furnas para vir até aqui) há uma cascata. Encontra-se entre os dois túneis por onde se passa e, para lá chegar, é preciso estacionar «onde for possível» fora dos túneis e caminhar pela estrada (cuidado!, pode ser perigoso).

Norte e centro da ilha

Lagoa do Fogo

A Lagoa do Fogo é uma das maiores lagoas de São Miguel e, na nossa opinião, a mais bela de todo o arquipélago. Bem, não só na nossa opinião. Foi escolhida como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Uma daquelas vistas que nos deixa sem fôlego, mesmo que depois se respire profundamente ar fresco. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Classificada desde 1974 como Reserva Natural, tem uma altitude de 575 metros e uma profundidade máxima de 30 metros. Está rodeada de densa vegetação endémica e situa-se na enorme caldeira do vulcão do Fogo – também conhecido como Vulcão Água de Pau – que entrou em erupção há 15.000 anos.

Impressionante! A foto não lhe faz justiça (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Pode-se admirar a magnificência da lagoa a partir de dois miradouros, o Miradouro Pico da Barrosa e o Miradouro da Lagoa do Fogo (850 metros acima do nível do mar). Ambos têm estacionamento gratuito (embora possam ficar lotados, especialmente o primeiro, que é pequeno) mas o parque de estacionamento da Lagoa do Fogo (48 lugares de estacionamento) é gratuito apenas nos primeiros 20 minutos e sujeita a pagamento nos períodos seguintes. Precisamente devido à concentração de automóveis junto ao miradouro, uma situação que se verificou especialmente durante os verões dos últimos anos pela elevada afluência de turismo que São Miguel está a receber, a partir de agora o acesso à Lagoa do Fogo é feito num shuttle, só durante o verão.

Com o nosso carro alugado diante de uma das paisagens mais impressionantes da ilha (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na estrada que desce para sul, existe este outro miradouro de onde terá vistas para a costa sul, se as nuvens o permitirem, podendo observar as cidades de Ponta Delgada e Lagoa.

Vistas de Ponta Delgada descendo da Lagoa do Fogo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Acesso à Lagoa do Fogo em shuttle durante o verão

Em 2025, tal como em 2024 e 2023, de 15 de Junho a 30 de Setembro, o acesso à Lagoa do Fogo entre as 9:00h e as 19:00h é feito por um autocarro, de ida e volta. Este shuttle custa 5€/pessoa (gratuito para residentes nos Açores e para crianças menores de 6 anos) e pode comprar o bilhete aqui, neste link ou no proprio autocarro.

Se viajar para São Miguel no verão, esta secção do guia interessa-lhe (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O serviço de shuttle da Lagoa do Fogo funciona todos os dias das 9:00h às 19:00 horas, feriados incluídos, durante o verão.

Dado que o shuttle so funciona entre as 9:00h e as 19:00h, é possível circular com carro alugado fora de ese horario (das 19:00h ás 9:00h). Se quisser poupar os 5€ e a logística de ter de esperar pelo autocarro, poder ser uma boa ideia ir para ver o amanhecer ou mesmo antes do pôr-do-sol.

Em 2025, existem duas linhas:

Pode ver aqui um mapa oficial do Visit Azores com as duas linhas do autocarro e as paragens:

Mapa com a rota do autocarro da Lagoa do Fogo, com as paragens

E aqui está a informação sobre as duas linhas de autocarro e as paragens que fazem, bem como a duração de cada paragem:

Compre o seu bilhete de shuttle para a Lagoa do Fogo neste link (5€/pessoa, gratuito para residentes nos Açores e crianças menores de 6 anos)

A Lagoa do Fogo é a nossa lagoa favorita do arquipélago. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Trilhos para a Lagoa do Fogo

Existe um trilho que desce até à lagoa, que verá que muitas pessoas percorrem, embora seja importante salientar que é proibido percorrer esse trilho e que pode ser multado por isso.

Em vez disso, se quiser fazer um trilho, pode seguir o trilho oficial (PRC02 SMI), um percurso circular de 11 km que demora aproximadamente 4 horas (2 horas de ida e outras 2 horas de volta) e é ideal para apreciar a flora endémica enquanto recupera energia para continuar a caminhada até chegar à bela Praia da Lagoa. Aqui podem ver o folheto informativo oficial em português e inglês

Caldeira Velha

Passear por um jardim rico em plantas endémicas, respirar fundo e terminar debaixo de uma cascata de água quente, poças e fumarolas: damos-lhe as boas-vindas à Caldeira Velha.

Caldeira Velha, um dos recantos mais bonitos (e mais visitados) de São Miguel. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Bem, talvez não seja tão paradisíaco como parece porque estamos a esquecer o quão conhecida a Caldeira Velha se tornou, pelo que a probabilidade de a apreciar com muito poucas pessoas é escassa (ou inexistente). É tão bem conhecida e procurada que corremos o risco de dizer que é provavelmente um dos locais mais fotografados da ilha. A temperatura na piscina principal é de cerca de 25º e, nas outras três piscinas termais, a água está entre os 37º e 39º. O ambiente é incrivelmente belo.

O ambiente é mágico, como se entrasse numa floresta encantada onde se pode relaxar (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na nossa opinião, de todas as zonas termais de São Miguel, esta é sem dúvida a mais natural e menos urbanizada ( com menos intervenção humana).

Felizmente, agora é possível e recomendável reservar online e evitar filas de espera. Pode reservar o seu bilhete na Caldeira Velha aqui até o dia anterior (se puder, faça-o com alguns dias de antecedência). Existem dois tipos de bilhete:

  • Bilhete Visita: custa 3€ por pessoa e permite entrar no recinto e ver a paisagem, bem como o centro de interpretação, mas não é permitido banhar-se nas poças termais
  • Bilhete Completo: custa 10€ por pessoa e, além do acima mencionado, permite banhar-se nas poças termais

O horário é das 9h00h às 19h30h. Em ambos os tipos de entrada é obrigatório escolher um horário (9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30, 18h) e a visita tem a duração de 1h30, com um máximo de 250 pessoas (100 pessoas com acesso às piscinas, 150 sem acesso às piscinas). Os horários dos turnos são fixos, por isso recomendamos que esteja lá um pouco antes da sua hora de entrada. Se for residente, não paga entrada.

É possível alugar cacifos por 2 € também online (ou no local à chegada, se houver disponibilidade), e existem chuveiros e vestiários no recinto (embora a nossa recomendação, se for desfrutar das piscinas naturais, seja ir já com o fato de banho e as sandálias desde o carro, para aproveitar melhor o tempo)

Não é possível comprar bilhetes online para o próprio dia; pode dirigir-se ao recinto e, se tiver sorte e houver disponibilidade, poderá comprar o bilhete no local, embora seja pouco provável, pelo que é necessário planear a sua visita com pelo menos um dia de antecedência.

Para estacionar, existe um parque de estacionamento gratuito e amplo ao lado, sinalizado na estrada. A partir daí, basta subir algumas escadas para chegar à entrada da Caldeira Velha.

Como recomendamos em todos os banhos térmicos de Furnas, o ideal a fazer aqui é usar um fato de banho que não se importe de danificar porque este tipo de água normalmente causa danos irreparáveis nas peças de vestuário.

Inês a relaxar numa das piscinas mais quentes da Caldeira Velha (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Salto do Cabrito (Cascata do Cabrito)

A cascata do Salto do Cabrito faz-se merecer. Para lá chegar, é preciso percorrer uma estrada curta mas íngreme e depois, é claro, subir de volta. Pode-se descer de carro, embora a estrada seja tão íngreme que não a arriscamos com o carro alugado (é viável descer de carro, como vimos vários a fazê-lo e há uma área de estacionamento livre ao longo da estrada). Além disso, se o dia for chuvoso (ou ameaçador de chuva), pode ser mais complicado. Em alternativa, pode estacionar no topo e descer aquele trecho curto mas íngreme, que foi o que fizemos.

A cascata do Salto do Cabrito merece o passeio íngreme (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

À chegada, há uma bela cascata onde (se se atrever), se pode tomar um banho frio. É mesmo ao lado de uma central hidroelétrica, o que tira um pouco da magia.

Termas das Caldeiras de Ribeira Grande

Muito menos conhecidas do que a Caldeira Velha ou as diferentes zonas termais das Furnas, as Termas das Caldeiras de Ribeira Grande merecem uma visita, sobretudo, na nossa opinião, se as visitar à noite. São apenas duas pequenas piscinas de águas termais, uma a 39 °C e outra a 42 °C, pelo que o espaço é reduzido.

A desfrutar das Termas das Caldeiras da Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na Randomtrip fomos à estas termas na chamada «Hora Executiva» que significa, para que o nome não engane, simplesmente que abriam uma hora extra após o horário habitual (neste caso, das 22h00 às 23h00). Além de termos um espaço mais privado e com limitação de pessoas (máximo de 10), ofereceram-nos uma massagem com lama vulcânica e uma bebida (chá ou cava). Custou-nos 19 € por pessoa.

O Modo Executivo de que gostamos… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O horário normal é das 10h00 às 22h00 (última entrada às 21h00), e o preço do bilhete normal para desfrutar das piscinas durante uma hora é de 6 € por pessoa. A melhor altura para desfrutar das piscinas com menos gente costuma ser logo de manhã (das 10h00 às 12h00), ou aproveitando a «Hora Executiva» ou outros horários especiais em que abrem com lotação mais limitada.

Entrada nas Termas das Caldeiras da Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Mesmo em frente às termas há um restaurante, o Bar Restaurante Caldeiras, onde também é possível provar pratos cozinhados com o calor geotérmico, tal como nas Furnas, como o cocido. Pode também aproximar-se para ver as Caldeiras desde o exterior, no miradouro e no baloiço. Ao lado do baloiço há um food truck com hambúrgueres muito saborosos, na roulotte Já Marchava.

Vale das Lombadas

O Vale das Lombadas é uma zona muito pouco turística e pouco visitada de São Miguel. Pelo vale corre a «Ribeira Grande», que dá nome à cidade onde desagua, e apesar de o seu acesso não estar em muito boas condições, é uma zona repleta de cascatas e até de uma nascente de água gaseificada natural.

Uma zona menos conhecida, mas não menos impressionante, de São Miguel (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na verdade, essa água com gás chegou a ser engarrafada e comercializada sob o nome de«Água das Lombadas», e é possível ver os restos da antiga fábrica, destruída em 1998 devido a inundações.

Vê a cascata? (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O acesso a esta zona faz-se por este desvio, através da Estrada das Lombadas, um caminho empedrado de sentido duplo, mas onde só cabe um veículo, pelo que é adequado apenas para pessoas aventureiras. Além disso, o caminho tem-se degradado com o tempo e o abandono, pelo que há zonas que estão bastante danificadas e com grandes buracos, pelo que não recomendamos que se aventure de carro (apenas a pé).

No entanto, pode aceder facilmente de carro a este miradouro, de onde poderá avistar a cascata ao longe e apreciar as vistas do vale.

Randomtrip no Vale das Lombadas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Lagoa do Congro

A Lagoa do Congro é, na nossa opinião, uma das lagoas mais especiais da ilha por uma razão muito simples: só é acessível através de um caminho de cerca de 10-15 minutos de descida (e depois de subida) e o facto de não poder vê-la assim que estaciona o seu carro torna-a muito menos povoada do que as outras.

Uma das lagoas mais especiais da ilha e uma das únicas que desfrutámos em solidão. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Foi uma das poucas lagoas, juntamente com as do trilho da Serra Devassa, que desfrutámos sozinhos na ilha, em meados de Julho.

Nivel de Dificuldade Randomtripper: Fácil. É um trilho com algum ganho de elevação (algumas subidas suaves), bem marcado e não escorregadio (pelo menos quando fomos, em Julho). Quando descemos havia uma família com crianças a subir, por isso é adequado para pessoas de todas as idades. O ideal seria usar sneakers/boot antes de descer, como em todos os trilhos

À chegada, a recompensa não é apenas visual mas também audível. A cratera de 3900 anos rodeada por uma floresta verde tão densa, acompanhada pela banda sonora de sapos e aves, faz desaparecer todos os problemas que possa ter tido antes de descer, pelo que pode simplesmente concentrar-se e desfrutar da paz deste lugar.

O trilho é fácil e vale a pena. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para lá chegar, é preciso conduzir até este ponto no mapa onde se tem de virar para uma estrada não pavimentada. Estacionámos aqui (onde havia mais espaço para manobrar o carro) e percorremos uma curta distância para chegar ao início do trilho até à lagoa.

Vale a pena estacionar o carro um pouco mais longe do início do trilho para a Lagoa do Congro e desfrutar um pouco mais da natureza incrível de São Miguel. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Junto à Lagoa do Congro há outra lagoa aparentemente coberta de lírios de água (Lagoa dos Nenúfares). Não chegámos a ir para lá porque deixámos a Lagoa do Congro ao pôr-do-sol, mas se tivermos tempo e tivermos vontade de a investigar, devemos saber que está ao seu lado (em teoria há um trilho que liga ambos, mas de acordo com o que lemos, a outra lagoa é um pouco negligenciada e é possível que os trilhos não estejam em boas condições).

Lírio de água (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Janela do Inferno

Através de um trilho circular (o PRC 37 – SMIfolheto oficial) de 2h30, podemos chegar a este buraco de onde jorra água chamado «Janela do Inferno». O seu nome deve-se ao facto de, antigamente, sair tanta água que, por vezes, parecia que explodia ao sair com força, de forma infernal.

A Janela do Inferno, que dá nome ao trilho, embora agora a água já não saia de forma tão infernal (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A água foi canalizada para uma fábrica de álcool em Lagoa (daí os tubos e aquedutos que irá vendo pelo caminho) e hoje em dia já sai pouca água pela Janela do Inferno.

Acueduto por onde passamos durante o percurso (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O trilho tem duas partes (o início e o fim) um pouco monótonas/aborrecidas, mas a parte central é lindíssima. Aqui ficam algumas das imagens que contemplámos ao percorrê-lo:

Pode estacionar aqui, mesmo ao lado do início do trilho.

Escala Randomtripper de «Nível de Dificuldade Fofisana (NDF)»: fácil, embora haja algumas subidas (não exigentes, mas longas) e alguns túneis onde é preciso baixar-se e levar alguma luz (a lanterna do telemóvel dá conta do recado)

Ribeira Grande, Rabo de Peixe e Praia de Santa Bárbara

Praia de Santa Bárbara

Bem-vindo à capital do surf de São Miguel par excellence (caso a estátua de um surfista na Ribeira Grande não o tenha deixado claro).

A capital do surf da ilha (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Muito perto da cidade de Ribeira Grande, a praia de Santa Bárbara é bela, com uma enorme área arenosa, com cerca de 1 km de comprimento, sendo uma das mais longas da região. Para além de ser uma praia muito popular para o surf e bodyboard devido às suas ondas, é ideal para apreciar um gin tónico açoriano ao pôr-do-sol – Rocha Negra ou Baleia Gin – no bar com vista para o mar: Tuká Tulá.

Pode dar-se um capricho e ficar hospedado em grande estilo na capital do surf, com a vantagem de não ter de conduzir depois de viver um dos melhores pores-do-sol da ilha, reservando o Santa Bárbara Eco-Beach Resort. Se ainda está na dúvida, as 30 villas, a piscina de água salgada com vista para a praia de Santa Bárbara (e acesso direto à mesma praia, claro), as massagens, as aulas de surf (claro!) e de ioga ou os cocktails e pratos do chef acabarão por convencê-lo.

A piscina no Santa Barbara Eco-Beach Resort. Foto de Booking
Ribeira Grande

Embora Ponta Delgada seja a escolha mais óbvia para servir de base na ilha, devido à enorme oferta gastronómica e de alojamento e à sua localização — para quem quer fugir do óbvio e da aglomeração turística que implica —, parece-nos que ficar em Ribeira Grande é uma excelente opção. Ainda longe das multidões atraídas pela fama da capital, em Ribeira Grande é fácil respirar a autenticidade açoriana entre belas ruelas e poucas, mas boas, opções para almoçar e/ou jantar à beira mar. Nas proximidades encontra-se a mítica Associação Agrícola, onde se pode provar o famoso «Bife à Regional», ou, por exemplo, o incrível atum do Botequim Azoriano ou da Quinta dos Sabores, ambos na vizinha localidade de Rabo de Peixe (aliás, uma das localidades mais pobres de todo o Portugal no início dos anos 2000 que ganhou fama internacional graças à série da Netflix), da qual falamos a seguir.

Ribeira Grande é a segunda maior cidade de São Miguel (depois de Ponta Delgada), também uma cidade costeira e capital do surf (como te contamos na secção sobre a Praia de Santa Bárbara). Vale a pena dedicar algumas horas a passear pelo seu centro e descobrir algumas das suas atrações, que te detalhamos aqui:

Praça do Emigrante em Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Praia de Monte Verde: uma grande praia mesmo em frente ao hotel de 5 estrelas Hotel Verde Mar & SPA. Embora seja uma praia ampla e próxima da cidade, as correntes podem ser fortes e perigosas, e o banho é frequentemente proibido devido à poluição das águas, pelo que não a escolheríamos para dar um mergulho.
  • Museu da Emigração Açoriana: um pequeno museu sobre o fenómeno da emigração nos Açores. A entrada custa 2 € e está aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
  • Mercado Municipal da Ribeira Grande: no mercado há uma infinidade de barracas e restaurantes onde se pode comer ou tomar algo, como o North Sushi (que nos recomendaram, mas não chegámos a experimentar)
  • Ponte dos Oito Arcos: um dos símbolos da Ribeira Grande (aparece no seu brasão), foi construída no final do século XIX. Vê-se melhor a partir do jardim de que falamos a seguir.
Ponte dos Oito Arcos em Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Jardim Municipal de Ribeira Grande: jardim com uma pequena cascata, vistas para a ponte e para o mar nos seus vários miradouros.
  • Câmara Municipal da Ribeira Grande: a outra imagem emblemática de Ribeira Grande, juntamente com a ponte. É um edifício de interesse público, construído entre os séculos XVI e XVII, com uma bonita praça em frente
Câmara Municipal de Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
O Teatro de Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Estrela: também de interesse público, a igreja original foi construída no século XVI, embora tenha sido destruída devido a vários terramotos. A atual foi construída no século XVIII, tendo também sofrido danos devido a terramotos. No seu interior, possui um pequeno museu de arte sacra
A Igreja de Nossa Senhora da Estrela de Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Piscinas Municipais de Ribeira Grande e Praia das Poças: complexo municipal pago (a entrada custa 2 € por pessoa, 1 € se entrar depois das 18h), com várias piscinas artificiais com água do mar (uma de 25 metros, uma com zona para saltos e uma para crianças), uma piscina para bebés com água doce e uma pequena praia. É bastante concorrido por famílias no verão.
  • Miradouro do Castelo e Miradouro do Palheiro: destes dois miradouros tem-se uma bela vista sobre o mar, as piscinas, a Praia do Monte Verde e a cidade de Ribeira Grande em geral.
As piscinas e a praia vistas do miradouro do Castelo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Cervejarias artesanais: Azores Brewing Company e Vulcana: se é fã de cerveja artesanal, nos arredores de Ribeira Grande tem dois sítios onde pode provar algumas cervejas locais. A área exterior da Azores Brewing Company é super fotogénica, com um mural e uma espécie de «casa-bolha» transparente com mesas para desfrutar da cerveja; no entanto, em termos de cerveja, gostámos ainda mais da Vulcana, e ao que parece organizam frequentemente eventos com música ao vivo (pode consultar a agenda aqui)

Encontre alojamentos na Ribeira Grande aqui

Rabo de Peixe

Devido ao sucesso internacional da série portuguesa Rabo de Peixe (2023) na Netflix, ambientada na ilha de São Miguel, informamos que a série de ficção teve como ponto de partida um evento real insólito que ocorreu na pacata localidade de Rabo de Peixe. Em 2001, naufragou uma embarcação carregada com meia tonelada de cocaína com 80% de pureza e a maré arrastou-a até à costa norte da ilha, mais especificamente para Rabo de Peixe, um acontecimento que mudou esta pequena localidade para sempre. Na ficção, são 7 episódios de aventura, suspense, atores e atrizes incríveis e uma fotografia da ilha de São Miguel tão impressionante que transforma a ilha na protagonista. Se já viste a série e és fã, criámos este post com os locais onde foram filmadas as principais cenas:

Algumas das coisas que pode ver e fazer em Rabo de Peixe:

  • A sua igreja e a praça adjacente
A igreja de Rabo de Peixe (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
No nosso último passeio de observação em São Miguel, não só vimos os dois maiores animais do mundo (a baleia azul e o rorqual-comum), como também um cachalote, golfinhos e… orcas! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • O Observatório Astronómico de Santana (OASA) é o principal centro de divulgação científica e astronómica do arquipélago. Foi concebido para ser interativo e educativo e conta não só com um planetário digital (onde são oferecidas projeções imersivas sobre o cosmos), mas também com observações noturnas: Horário: De segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h00. Preço: A entrada geral custa aproximadamente 2 €, e o acesso ao planetário tem um suplemento de 3 €. As crianças com menos de 6 anos entram gratuitamente.
Observatório Astronómico de Santana. Foto da Wikipedia

Farol do Cintrão e Miradouro do Cintrão

A partir do Miradouro do Cintrão, terá vistas incríveis sobre a costa norte de São Miguel, moldada pela força do mar. Ao lado do miradouro encontra-se um antigo posto de vigia de baleias, de onde avistavam as baleias para avisar os barcos, e o Farol do Cintrão.

Miradouro de Santa Iria

O Miradouro de Santa Iria, perto do Porto Formoso, oferece vistas incríveis da costa norte de São Miguel, onde o verde contrasta com o azul do mar do Atlântico. Tem alguns lugares de estacionamento gratuitos para que se possa chegar perfeitamente de carro, no caminho para a zona nordeste da ilha.

A costa norte da ilha a partir de Miradouro de Santa Iria

Plantações de Chá de Chá Gorreana e Porto Formoso

Sabia que os Açores escondem as plantações de chá mais antigas da Europa?

Devido à localização de São Miguel no meio do Atlântico, com o seu clima húmido e solo argiloso, abençoadas são as pessoas que tentaram cultivar chá (ou melhor, camélia sinensis, a planta) aqui pela primeira vez, porque com sucesso. Anos atrás a ilha tinha mais de uma dúzia de fábricas de chá em funcionamento, mas hoje restam apenas duas: a mais famosa, Fábrica Gorreana, e a do Porto Formoso, as duas poucas fábricas de chá na Europa.

Passear entre as plantações de chá mais antigas da Europa

A fábrica de chá Gorreana é a mais antiga da Europa (em funcionamento desde 1883), a mais conhecida da ilha, a que atrai mais turistas e cuja marca de chá é a mais distinta dos Açores. É gerida exclusivamente por mulheres e é a que possui maior diversidade de chás e a única em São Miguel onde se produz chá verde (não é produzido na outra fábrica, Porto Formoso, da qual também falamos a seguir).

A fábrica de chá Gorreana é a mais antiga da Europa (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

É interessante visitar a fábrica, tanto para aprender sobre todo o processo do chá (desde a colheita, murcha da folha, enrolamento, secagem, classificação e embalagem), como para observar as máquinas originais utilizadas no processo, em pleno funcionamento. Algumas delas datam de 1883! Existem quatro variedades de chá para experimentar e, se desejar, para comprar. A visita é gratuita, todos os dias das 08:00h às 20:00h (nos fins de semana a partir das 09:00h). Se visitar a ilha entre Abril e Setembro terá sorte: é a época da colheita do chá e significa mais atividade na fábrica.

As plantações de chá são altamente fotogénicas. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O que realmente nos impressionou foi a beleza das plantações de chá Gorreana, onde os padrões ondulantes de verde contrastam com o azul do mar. As plantações estendem-se ao longo de 35 hectares (cerca de 30 toneladas de chá por ano) e o caminhar por elas é livre.

Gatinho de São Miguel descansando na plantação de chá com vista para o Oceano Atlântico

Parece-nos imprescindível passear por estas que são, juntamente com as de Porto Formoso, algumas das poucas plantações de chá da Europa. Pode parar aqui diretamente com o carro e caminhar entre as plantações

Inês a passear pelas plantações de chá de Gorreana (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A fábrica de Porto Formoso é mais recente e algo curioso na visita a esta fábrica (também gratuita, que inclui tanto o passeio pelas plantações com vista para o mar como a sua visita interior) são os trajes típicos das colhedoras de chá que são usados na recriação anual, na primavera, da colheita à moda antiga.

Inês a passear pelas plantações de chá de Porto Formoso (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se estiver frio, o chá é tomado lá dentro, quentinho, e se estiver calor, lá fora, um chá gelado, com vista para as plantações e para a bonita vila de Porto Formoso. A visita é mais simples do que a de Chá Gorreana, uma vez que apenas nos mostram um vídeo explicativo sobre o processo e nos oferecem para provar uma chávena de chá de uma das 4 variedades (no nosso caso, provámos o «broken leave»). As vistas com as plantações de chá e o mar são incríveis.

Gostámos muito do Porto Formoso e da sua Praia dos Moinhos. Quando chegámos, tivemos aquela sensação de sair da pista batida que tanto gostamos. Talvez porque éramos os únicos não locais a caminhar pelas ruas ou talvez devido aos olhares e sorrisos curiosos que recebemos, mas é verdade que nos deixou a vontade de explorar isto ainda mais.

Lagoa de São Brás

A Lagoa de São Brás é outra bela lagoa, menos conhecida e que provavelmente desfrutará em solidão, que poderá visitar no seu caminho pela zona nordeste de São Miguel. Uma curiosidade sobre esta lagoa é que ela é um dos pontos por onde passa o Sata Rallye Açores.

Maia

Maia é uma pequena localidade que conhecemos graças a um dos concertos organizados no festival Tremor, precisamente num dos seus pontos mais interessantes: o Museu do Tabaco da Maia.

Entrada do Museu do Tabaco da Maia (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O Museu do Tabaco da Maia situa-se na antiga Fábrica de Tabaco da Maia, onde, de 1871 a 1988, se cultivou e comercializou tabaco. O museu continua a produzir uma pequena quantidade de tabaco com o objetivo de dar a conhecer o processo, pelo que, ao percorrê-lo, poderá aprender sobre todo o processo de cultivo e produção do tabaco (secagem, corte, embalagem, etc.), bem como sobre outros aspetos, como o design das caixas e a embalagem do mesmo. É interessante aprender sobre esta indústria que foi importante para a ilha; a entrada custa 4 € por pessoa e o horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 9h00 às 17h00 (encerrado aos domingos), e inclui uma visita guiada com duração entre 1h e 1h30.

Além do museu, pode visitar os vários miradouros que existem ao longo da costa, como o Miradouro da Maia, o Miradouro do Frade (uma bela surpresa, adorámos) e o Miradouro Melo Nunes, e, se o tempo estiver a favor, dar um mergulho nas piscinas naturais (se tiveres equipamento de mergulho, é um ótimo local para o usar!) ou na Praia do Calhau da Maia

Miradouro do Frade, uma surpresa que anotámos para voltar quando o tempo estiver mais quente (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Nordeste e Povoação

Há muito tempo atrás, como lemos, o Nordeste da ilha de São Miguel foi chamado a décima ilha dos Açores devido à dificuldade (e ao tempo necessário) para lá chegar. Hoje em dia, as estradas não só tornam o Nordeste facilmente alcançável, como também está cada vez mais na rota turística de quem visita a ilha. De facto, se há alguns anos atrás levava tempo devido às estradas, hoje em dia é devido ao número de paragens que se fazem de poucos em poucos minutos nas belas e sinuosas estradas, pontilhadas de miradouros com vistas de cortar a respiração.

Vistas do miradouro da Ponta do Sossego, Nordeste (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Embora seja verdade que em alguns dos pontos desta área já vemos muito mais carros com o autocolante de aluguer, ainda está longe das multidões de Furnas ou Sete Cidades.

Poço Azul e Salto da Farinha (PR21-SMI)

Na paróquia de “Achadinha” existe uma piscina azul no meio de muito verde. Chama-se Poço Azul e o caminho curto mas (bastante) íngreme e bonito para lá chegar vale a pena.

O caminho curto, íngreme e incrível para o Poço Azul (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Infelizmente, quando fomos, em Julho, a cascata não tinha água mas a cor ainda era impressionante.

Não se deixem enganar pela fotografia, a água estava gelada! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O trilho liga ao Salto da Farinha, uma cascata que quando fomos (Julho) também não tinha água, por isso se tiver tempo pode visitar ambos na mesma caminhada no trilho mais longo: um trilho linear de 5 km (2h aprox.), o PR21SMI (aqui está a brochura de informação oficial em português e inglês).

Salto da Farinha

Não tivemos tempo de fazer tudo (e voltar depois como é linear) por isso só fizemos a parte que começa em Achadinha (exactamente neste ponto) que liga ao Poço Azul e volta, e visitámos o Salto da Farinha de carro depois disso.

Rota dos moinhos e cascatas Moinho do Félix (TM06)

Perto do anterior, outro trilho muito interessante é o TM06 (Trilho Municipal, mais informações e folheto em PDF), que o levará a passar por vários moinhos e cascatas lindíssimas. É um trilho circular, com cerca de 5,5 km, e demora aproximadamente 2 horas a percorrer.

Cascata do Teófilo, um dos pontos mais bonitos do trilho (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O trilho começa mesmo junto à Igreja de São Pedro, e recomendamos que comece pela esquerda (a subida é mais gradual e o troço final mais bonito, para o motivar).

Se o fizer desta forma, durante a primeira parte (cerca de 2 km) caminhará em direção ao mar, quase sempre em descida, podendo parar para apreciar as vistas a partir do Miradouro da Rocha.

A partir daí, começa o regresso em subida, um pouco mais difícil, mas passando por várias cascatas e moinhos: Cascata do Homem, Moinho do Félix, Cascata do Teófilo, Cascata da Gruta e Poço da Truta; depois, regressará ao asfalto e por aí de volta ao ponto de partida.

É comum ver grupos nas cascatas a praticar canoagem.

Se tiver tempo, antes ou depois do percurso, pode também dirigir-se de carro até aos Fenais da Ajuda, onde pode visitar a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, relaxar no Parque de Merendas e caminhar alguns metros para desfrutar das vistas a partir do Miradouro do José Furtado e do Farolim dos Fenais da Ajuda.

Ribeira dos Caldeirões

O parque natural da Ribeira dos Caldeirões tem uma grande variedade de flora macaronésica (região que compreende os Açores, Madeira e Ilhas Selvagens, Canárias e Cabo Verde) e Laurisilva. Para além da impressionante cascata Aqui pode encontrar moinhos antigos, dois deles ainda em funcionamento.

Ribeira dos Caldeirões

Se gosta de adrenalina e está à procura de aventura, aqui mesmo, no Parque dos Caldeirões pode ir! canyoning, saltando em cascatas e fazendo o seu caminho pela flora endémica açoriana. Saiba mais sobre esta atividade e reserve aqui o seu lugar para o dia que quiser.

Miradouros: Despe-te Que Suas, Vigia das Baleias e Borda da Ladeira

O miradouro com o nome mais curioso que passamos na ilha: “Despe-te que suas“. O nome vem do esforço envolvido no passado para subir até aqui pelo penhasco onde se encontra, com um declive muito íngreme.

Vista do miradouro “Despe-te que Suas”. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Quando fomos, não suámos nem nos despimos, estava tanto frio e vento que sentimos que íamos voar para longe. No entanto, com outras condições meteorológicas, parece ser uma boa opção para observar o pôr-do-sol. A vista do miradouro é deslumbrante, e é possível ver toda a costa norte e há algumas mesas para piqueniques.

Perto de lá, tem também o Miradouro da Vigia das Baleias e o Miradouro da Borda da Ladeira: deste último, terá vistas incríveis da costa norte de São Miguel, do Pico da Vara, se o céu estiver limpo, e, se o tempo ajudar, do pôr do sol.

Miradouro Borda da Ladeira (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Parque Endémico do Pelado e Boca da Ribeira

Um pouco antes de chegar ao nosso próximo destino, a vila de Nordeste, recomendamos que faça algumas paragens para apreciar mais vistas:

O Parque Endémico do Pelado, criado em 2001, é um parque situado no topo de uma falésia com vistas incríveis, onde podemos ver várias espécies endémicas de São Miguel ou dos Açores, com o seu nome correspondente. Possui um miradouro, o Miradouro do Pelado, e também trilhos, um dos quais nos leva quase até ao mar (até aqui), embora, infelizmente, durante a nossa visita em 2025, tudo pareça um pouco abandonado e/ou a necessitar de manutenção, o que é uma pena, pois tem muito potencial

Ao lado, em Boca da Ribeira, recomendamos que pare para ver as vistas a partir do Miradouro da Boca da Ribeira. Se for no verão e o tempo estiver a acompanhar, pode dar um bom mergulho na Piscina Natural da Boca da Ribeira, gratuita, com vestiários e um pequeno bar com alguns petiscos e bebidas.

Miradouro da Boca da Ribeira e a piscina natural ao fundo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Nordeste (vila)

Embora toda a zona de Nordeste se destaque pelos seus percursos na natureza e miradouros, também vale a pena fazer uma paragem na vila, para visitar a sua igreja, a Igreja Matriz de São Jorge do Nordeste, e a ponte dos 7 arcos. Recomendamos também que visite a Casa de Trabalho e Proteção à Juventude Feminina de Nordeste, um antigo centro onde se dava educação e apoio a meninas e onde hoje recebem cada visitante com uma explicação sobre os diferentes trabalhos artesanais que fazem nos teares e onde poderá comprar incríveis lembranças feitas à mão. Utilizam lã de ovelha (proveniente da ilha de Santa Maria). O horário de funcionamento é de segunda a quinta-feira (das 8:00h às 12:00h e das 13:00h às 17:00h), sexta-feira (das 8:00h às 12:00h e das 13:00h às 16:00h), encerrado aos sábados, domingos e feriados.

Miradouro Ponta do Arnel, Farol e Porto de Arnel

O farol da Ponta do Arnel é o farol mais antigo dos Açores, instalado em 1876. Continua em funcionamento até hoje (embora já eletrificado) e, para o visitar, é preciso descer por uma estrada íngreme (35% de inclinação) e estreita que não recomendamos percorrer de carro (é possível, mas os carros menos potentes podem ter dificuldades na subida e, se se cruzar com outro veículo no percurso, pode ser um drama, além de que quase não há espaço para estacionar lá em baixo) – é melhor estacionar aqui e descer a pé. Nós descemos a pé, e embora seja um bom exercício, a menos que esteja muito interessado em descer até ao farol, pensamos que não vale a pena.

Descendo para o farol mais antigo dos Açores (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Do topo, no Miradouro da Ponta do Arnel, terá vistas incríveis do farol e da zona circundante, e no caminho para baixo há mesmo uma cascata. Se decidir descer ao farol, poderá visitá-lo, mas apenas às quintas-feiras (das 14:00h às 17:00h no Verão, e das 13:30h às 16:30h no Inverno).

A cascata que vimos no caminho para o farol (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Miradouro da Vista dos barcos

Continuando pelo lado leste da ilha em direcção ao sul, a próxima paragem é no Miradouro da Vista dos Barcos, a partir do qual teremos outra perspectiva do Farol de Arnel e do porto, também incrível a partir do topo da falésia.

Farol de Arnel de Miradouro Vista dos Barcos (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Miradouro da Ponta do Sossego

Sossego, em português, significa tranquilidade e é isso que encontrará neste miradouro. Literalmente. O Miradouro da Ponta do Sossego tem um belo jardim cheio de flores, árvores e pássaros, muito colorido. Vê-se perfeitamente que se encontra na rota turística, pois tem um quiosque na própria entrada. Do miradouro temos uma bela vista sobre as falésias, cheias de flores, e tem também zonas de piquenique. Como todos os lugares desta costa, é um excelente local para observar o nascer do sol.

Ponta do Sossego ou um dos mais belos pontos turísticos da ilha

Miradouro Ponta da Madrugada

Continuando pela mesma estrada em direcção ao sul, paramos no miradouro seguinte: Miradouro da Ponta da Madrugada: também muito bem conservado e preparado, com zona de barbecue/picnic, ampla vista para o mar e para as falésias. Como o seu nome sugere (Madrugada significa nascer do sol), é considerado o melhor local para ver o nascer do sol em São Miguel.

Se for capaz de pôr o alarme suficientemente cedo, este é um dos melhores locais para desfrutar do nascer do sol.

Fajã do Araújo e Praia do Lombo Gordo

Se procura locais menos conhecidos e pouco ou nada lotados, aqui ficam duas sugestões: Fajã do Araújo e Praia do Lombo Gordo.

Na Randomtrip não chegámos a ir, pois nos dias em que queríamos tentar, o tempo não colaborou e são locais para desfrutar mais com bom tempo.

A Fajã do Araújo é uma fajã (uma zona plana de terra formada por um desmoronamento ou por um fluxo de lava; neste caso, por desmoronamento) onde se pode desfrutar do mar e do ambiente. É possível descer de carro (mas por uma estrada íngreme) até ao parque de estacionamento, embora o ideal seja fazer o trilho (linear, 2 km e 1h30 só de ida).

Por seu lado, a Praia do Lombo Gordo é uma praia remota de areia preta, com mais ou menos areia consoante a época (pergunte aos locais antes de ir). Tem chuveiros e casas de banho, e é melhor visitá-la de manhã, uma vez que, por se situar ao pé de uma falésia e com o sol a pôr-se por trás, fica sem luz antes do anoitecer. Também é possível descer de carro até este parque de estacionamento ( mas a estrada é íngreme e estreita — quase não há zonas com espaço para dois carros, pelo que é preciso conduzir devagar e com cuidado para não encontrar alguém em sentido contrário) e, depois, é necessário descer algumas escadas a pé até chegar à praia.

Centro de Interpretação Priolo

Sabia que o priolo é uma das aves mais raras do mundo? Sim, esta pequena ave endémica açoriana que mede entre 15 e 17 cm e pesa cerca de 30 gr vive apenas na área entre Furnas e o Nordeste da ilha, só pode obter alimento da floresta Laurisilva e apenas 600 a 800 pares da espécie sobrevivem, o que significa que é atualmente considerada uma espécie criticamente em perigo de extinção, o passo antes da extinção.

Janela do Centro de Interpretação do Priolo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O Centro de Interpretação do Priolo está localizado numa antiga casa dos guardas-florestais, no meio da floresta e a visita é altamente recomendada. Durante a nossa visita tivemos a sorte de ser guiados por Luis Pacheco. Adorámos a visita. Aprendemos sobre o Priolo, as suas características morfológicas, ciclo de vida, alimentação, habitats, ameaças mas acima de tudo achámos o centro muito interessante porque conta um pouco da história dos próprios Açores, através da história do Priolo. Desde o século XV quando Gaspar Frutuoso chegou às ilhas, passando por aqueles tempos em que a principal atividade da ilha era a exportação de laranjas para o Reino Unido e como o priolo era considerado uma praga porque comia as folhas das laranjeiras (até era permitido o pagamento de impostos com cadáveres do pássaro). Depois passamos pelo plano de reflorestação de São Miguel no século XX (era necessária mais madeira para casas, lenha, etc.) e pela importante tese de doutoramento do Dr. Jaime Ramos sobre o Priolo (1990), a partir da qual o conhecimento da ave mudou graças à SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), ao projeto “Life Priolo” (2003) e à criação deste centro em 2007. Já o convencemos?

Centro de Interpretação do Priolo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Miradouro do Pico Bartolomeu

Pela mesma estrada de acesso ao Centro de Interpretação do Priolo, podemos subir de carro até ao Miradouro do Pico Bartolomeu, por uma estrada em bom estado, embora um pouco estreita. Se o tempo ajudar e o nevoeiro não o impedir, de cima é possível avistar toda a zona leste de São Miguel, tanto a zona do Nordeste como a da Povoação.

Vistas impressionantes a partir do Miradouro do Pico Bartolomeu (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

É também uma zona de nidificação do Priolo, pelo que, com sorte, é possível avistar esta ave única, além de outras espécies.

Miradouro Agua Retorta

Seguindo pela estrada e já a chegar ao sul, deparamo-nos com este miradouro com vistas para a aldeia de Água Retorta e arredores, anunciada como a «aldeia mais pitoresca dos Açores». E não falta razão para isso, pois, como poderá apreciar, a aldeia situa-se numa falésia, rodeada de verde e com vistas para o Atlântico — quem não gostaria de viver ali!

Placa Cu de Judas e Reserva Florestal de Água Retorta

Afinal “Cu de Judas” – da famosa expressão portuguesa para se referir a algum sítio que esteja muito longe – existe e fica aqui em São Miguel, nos Açores. Se quiser tirar uma foto com a placa, pode estacionar aqui e caminhar até lá. A partir desse parque de estacionamento, também pode aceder à Reserva Florestal de Água Retorta, uma zona rica em vegetação endémica, além de um parque infantil, zona de acampamento, área de piquenique, casas de banho, etc.

Finalmente sabemos onde fica o Cu de Judas! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Salto do Prego e Salto do Cagarrão

Um dos mais belos trilhos da ilha é o Salto do Prego e Sanguinho (PRC09 SMI, brochura de informação oficial em inglês e português). É um trilho circular de 4,5 km que começa no Faial da Terra, passa junto à impressionante cascata Salto do Prego para arrefecer (a água está gelada) – pode fazer um desvio para outra cascata chamada Salto do Cagarrão – e no final do trilho passa por Sanguinho uma aldeia rural lindamente restaurada onde é possível passar a noite.

Salto do Prego cascata, a estrela de um trilho biodiverso (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Demorámos cerca de 2 horas a completar o trilho, incluindo um mergulho na cascata gelada. É um trilho muito biodiverso, passámos por diferentes tipos de vegetação e até conhecemos algumas galinhas!

No dia em que lá fomos estava muito calor e o trilho pela floresta era muito húmido, por isso traga muita água, um chapéu, protector solar e calçado apropriado.

Miradouros: Miradouro do Pico Longo, Miradouro do Pico dos Bodes e Miradouro do Pôr-do-Sol

Se quiser uma vista panorâmica de 360º de toda a costa ocidental, do Faial da terra até Vila Franca do Campo, suba até ao último andar deste edifício de madeira e desfrute da incrível vista do Miradouro Pico dos Bodes.

Embora há anos atrás fosse difícil de alcançar e chegar-se lá de carro, agora a estrada está fixa e boa, por isso pode chegar ao miradouro com o seu carro alugado.

Nas proximidades, seguindo a mesma estrada, pode também parar para apreciar as vistas de outro miradouro, o Miradouro do Pôr-do-sol.

A caminho destes (se vieres do Nordeste), tens também o Miradouro do Pico Longo, com vistas para a Povoação e para a costa sul da ilha.

Miradouro do Pico Longo (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Povoação e praia de Povoação

A vila de Povoação deve o seu nome ao facto de ter sido a primeira zona da ilha a ser povoada, por onde desembarcaram os primeiros colonos no século XV.

Destacam-se no seu património a Ermida de Santa Bárbara, que se diz ser a mais antiga da ilha (e com boas vistas para o mar), e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Povoação conta também com uma bonita praia de areia preta, ladeada por uma falésia verdejante. Mesmo ao lado, há também uma piscina municipal artificial com água do mar (gratuita, embora seja possível alugar espreguiçadeiras – 2 €/dia – e guarda-sóis – 1 €/dia).

Povoação está rodeada por 7 «lombas» (zonas elevadas entre os diferentes vales), cada uma com uma pequena estrada que as liga à vila e às casas. Na Randomtrip, ficámos alojados na nossa última viagem numa dessas lombas (Lomba do Loução, na Casa da Cisaltina), e descendo por essa lomba é possível ver uma cascata.

Além disso, há um trilho — o Trilho da Ribeira dos Bispos — que passa por um suposto columbário fenício (ou simplesmente um pombal, há controvérsia a esse respeito) e pelo Museu do Trigo (que, infelizmente, estava fechado quando lá fomos, apesar de o horário indicar o contrário).

Nas proximidades, pode também parar na Alameda dos Plátanos, um caminho de terra bastante longo ladeado por plátanos de sombra, uma zona pouco visitada e muito fotogénica.

Para uma vista próxima, mas das alturas de Povoação, pode parar no Miradouro do Ramalho ou no Miradouro da Lomba do Cavaleiro.

Miradouro do Ramalho (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Pico da Vara e Planalto dos Graminhais

O Pico da Vara é o ponto mais alto da ilha de São Miguel, com 1103 metros de altitude. Acessível a pé, através de um trilho circular classificado como difícil (o PR7SMI, aqui está a brochura oficial), de 7 km (3h aproximadamente). No momento de escrever este guia, para fazer o percurso é obrigatório preencher este formulário e obter autorização. Se tiver sorte, poderá ver o pássaro endémico de que falámos acima, o Priolo.

Nesta zona existe também o Planalto dos Graminhais (o trilho actualmente não passa por ele, embora ofereça vistas sobre o planalto), que é uma das paisagens mais antigas de São Miguel. O Planalto dos Graminhais é caracterizado pelas suas “turfeiras” (ecossistema húmido, mais informações aqui), bem como pela floresta Laurissilva. Em teoria é possível visitar esta zona de carro, através de uma estrada de terra (estrada da Tronqueira, mais informações aqui).

Ponta Delgada e Sul da Ilha

O que ver em Ponta Delgada

A capital da ilha é uma excelente base para se deslocar e conhecer os seus recantos devido à sua localização estratégica no meio de São Miguel e à oferta gastronómica e cultural que tem.

Praça da Câmara Municipal de Ponta Delgada (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Embora não seja a nossa cidade açoriana favorita (preferimos muito mais a Horta, no Faial, ou Angra do Heroísmo, na Terceira) porque nos parece uma cidade não centrada no ser humano (os carros são os protagonistas da cidade, onde as calçadas não são suficientemente largas para caminhar e explorar), o seu belo centro histórico, os fantásticos restaurantes e as vistas do Atlântico fazem-nos querer explorá-la melhor, mesmo depois de um dia cheio de exploração/caminhada.

Em Ponta Delgada recomendamos ficar nos excelentes quartos do Hotel do Colegio (a partir de 55 euros/noite), no apartamento do Ladeira Loft (a partir de 80 euros/noite) ou nos belos Armazéns Cogumbreiro (90 euros/noite), todos no centro da cidade. Encontre alojamento em Ponta Delgada aqui ou veja mais opções na secção Onde ficar em Ponta Delgada.

Aqui está uma lista de tudo o pode visitar em Ponta Delgada em um ou dois dias:

  • Visitar as Portas da Cidade, um dos locais mais importantes de Ponta Delgada. Este conjunto de três arcos foi construído no século XVIII e é um dos cartões de visita da cidade. Na praça onde se encontram, realizam-se diversos eventos, como as festas do Espírito Santo ou as decorações natalícias.
Portas da Cidade, Ponta Delgada. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Torre Sineira: também construída no século XVIII, pode ser visitada há alguns anos e subir para admirar as vistas panorâmicas da cidade, de forma gratuita. Nas proximidades, podem também passar pela Câmara Municipal; a praça em frente é bastante fotogénica.
  • Aprender sobre a história e a natureza dos Açores no Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado (aberto das 10h00 às 17h30, encerra às segundas-feiras, entrada gratuita aos domingos e feriados). Todos os animais expostos são reais, conservados através da técnica de taxidermia:
  • Subir para ver as vistas de Ponta Delgada a partir da Ermida da Mãe de Deus
  • Mercado da Graça e Rei Dos Queijos: algo que gostamos sempre de fazer, se possível, é visitar os mercados locais e, quando ficamos num apartamento, aproveitar para comprar frutas e legumes locais, por isso, no Mercado da Graça de Ponta Delgada não poderia ser diferente. Se visitar a ilha no verão, pode experimentar comprar melão (cantalupo) proveniente da vizinha ilha de Santa Maria, ananases (cultivados em estufas perto de Ponta Delgada com um método único no mundo) ou queijos e manteigas de todas as ilhas no Rei Dos Queijos, dentro do próprio mercado (se puder, experimente a manteiga «Rainha do Pico», da ilha do Pico, ou a da ilha das Flores, embora esta última nem sempre esteja disponível). Também têm pão (não pode sair dos Açores sem provar o Bolo Lêvedo) e outros produtos locais. Outra opção semelhante é o Príncipe dos Queijos
  • Portas do Mar: é uma zona de construção recente com restaurantes, estacionamento, lojas, etc., com o objetivo de ser um ponto de paragem de cruzeiros. Não é a nossa zona favorita, mas se procuram uma zona com muita oferta de restauração e onde passear à beira-mar, este é o vosso sítio.
Portas do Mar, Ponta Delgada. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Jardim Botânico José do Canto: jardim botânico com diferentes espécies, tanto de todas as partes do mundo como endémicas, uma igreja e uma cascata. O jardim foi iniciado pelo seu proprietário, José do Canto, no século XIX e está aberto ao público desde 2014 (4 € por pessoa), das 9h às 19h no verão (abril a setembro) e das 9h às 17h no inverno (outubro a março)
  • O Quarteirão – Art District: zona de Ponta Delgada com restaurantes, lojas de roupa e produtos artesanais, galerias de arte, etc., ideal para passar algumas horas. Pode ver a lista completa de estabelecimentos neste mapa
  • Jardim Antero de Quental: um jardim com um quiosque ideal para tomar uma bebida (especialidade em cocktails de ananás). O seu nome é uma homenagem ao poeta micaelense Antero de Quental, uma das figuras de referência da literatura portuguesa do século XIX.
  • Rosto de Cão: se passar por esta zona para almoçar/jantar num dos seus restaurantes (O Galego, Cais 20…), não hesite em dar também um salto para ver o «Ilhéu do Rosto de Cão» a partir do miradouro, assim chamado porque dizem que o ilhéu (que não é propriamente um, pois está ligado à terra) se assemelha a um cão.
Miradouro Ilhéu Rosto do Cão (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Rosto de Cão (Rosto de Cão) Vê um focinho de cão ali? Na Randomtrip, parece-nos mais o de um tubarão… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Observação de baleias: Uma das atividades que não pode perder em São Miguel é o «Whalewatching» ou avistamento de cetáceos (golfinhos e baleias) no seu habitat, em pleno Oceano Atlântico. Neste guia específico, contamos-lhe tudo o que precisa de saber para realizar esta atividade em Ponta Delgada (São Miguel), mas o mais importante é certificar-se de que vai com uma empresa que respeita as regras de sustentabilidade e proteção dos animais (distância prudente da embarcação aos cetáceos, etc.). Já fizemos esta atividade três vezes na ilha de São Miguel (e também na ilha do Pico) e nunca deixa de nos surpreender. Fico emocionada cada vez que me lembro de ver aquela gigante baleia azul, com mais de 20 metros, a passar ao lado da nossa embarcação, tranquila, na primeira vez que visitei a ilha em 2013. Na nossa última observação de baleias em São Miguel, tivemos a sorte de ver os dois maiores animais do mundo, a baleia azul e o rorqual comum. Também fomos surpreendidos pelos curiosos e brincalhões golfinhos, um cachalote residente e, como surpresa final, orcas! Na ilha do Pico, tivemos a sorte de avistar 3 baleias «sardinheiras»(baleia-franca-do-norte ou baleia-boba), nada mais nada menos do que a terceira maior baleia do mundo, e vários golfinhos (contamos-lhe tudo no guia do Pico). Os Açores são um paraíso para a observação de cetáceos, por isso já sabe: reserve uma manhã da sua viagem para esta atividade.

RandomTIP: O maravilhoso de ver animais em liberdade e no seu habitat de forma respeitosa e responsável implica que nunca se sabe o que se vai encontrar. Os Açores são um dos melhores locais do mundo para praticar esta atividade nesta época (março/abril) devido à diversidade da vida marinha. Na Randomtrip tivemos muita sorte em algumas ocasiões, mas não tanta noutras, por isso recomendamos-lhe: ajuste as suas expectativas (se for nesta época, certamente verá cetáceos, mas não há garantias de que os verá nem a que distância) e aumente a sua dose de paciência, porque nunca se sabe o que a natureza lhe vai oferecer nesse dia, mas lembre-se de que o simples facto de estar ali é um privilégio. Dito isto e como várias pessoas nos perguntaram, este foi o passeio que fizemos com a Futurismo e que pode reservar. No nosso caso, optámos por ir na Zodiac (não no catamarã) no turno das 8:00h, mas depende sempre do dia, da época, das condições do mar e, claro, da sorte.

Reserve aqui a sua visita de observação de baleias

Em Ponta Delgada existe uma enorme variedade de alojamentos mas se quiser algo especial, destacamos o hotel Senhora da Rosa: 33 quartos com terraço numa propriedade do século XVIII rodeada de vegetação e, sobretudo, ananases! Aqui pode dar um mergulho na piscina aquecida da estufa do ananás – com todo o estímulo para os sentidos que isso implica – e vários trilhos onde pode passear após um relaxante banho ao ar livre.

Para mais informação sobre o que ver e fazer em Ponta delgada, entre aqui no nosso post específico sobre a capital.

Gruta do Carvão

Não confunda o nome com o famoso Algar do Carvão, um vulcão único no mundo que pode ser visitado por dentro, uma vez que este se encontra na ilha Terceira (e contamos-lhe tudo sobre ele aqui). A Gruta do Carvão fica perto de Ponta Delgada, a capital da ilha de São Miguel, e é o maior tubo de lava da ilha, com uma extensão de 1912 metros distribuídos por três troços, dos quais apenas o troço norte — Paim — está aberto ao público. Geologicamente, a Gruta do Carvão faz parte do Complexo Vulcânico dos Picos e a sua idade situa-se entre os 5 000 e os 12 000 anos. No seu interior, é possível observar uma grande variedade de estruturas geológicas, como estalactites e estalagmites de lava e estalactites de sílica amorfa secundária.

Visita ao interior da Gruta do Carvão, em São Miguel (não confundir com o Algar do Carvão, na Terceira) (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para passear e conhecer o interior deste enorme tubo de lava, é imprescindível fazer uma visita guiada e reservar com antecedência ( por telefone para o número +351 96 139 70 80 ou por e-mail para grutadocarvao@amigosdosacores.pt ), sendo que o preço do bilhete é de 10 € por pessoa.

No nosso caso, ficámos num grupo de 15 pessoas, e o nosso guia, Rodrigo, foi incrível. O nome da gruta não tem a ver com o carvão (que não existe), mas sim com a cor da pedra, que se assemelha a ele. É uma gruta muito próxima da superfície, e a visita dura cerca de 50 minutos (existe a possibilidade de fazer visitas mais longas, de 2 a 3 horas; contacte-nos para mais informações)

Com um pouco de imaginação, esta formação não parece um T-Rex? Obrigado ao nosso guia Rodrigo pela fotografia (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

São Miguel e os Ananases: Centro de Interpretação da Cultura do Ananás e visita às estufas de ananases

O ananás é um dos símbolos da ilha (de facto o método de cultivo em estufas em São Miguel é único no mundo, em estufas de vidro, tentando reproduzir as condições climáticas de onde o fruto veio originalmente, América do Sul) e está presente em muitas das atividades que se podem fazer na ilha.

Ananás de São Miguel. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para saber mais sobre o cultivo de ananases na ilha, o melhor local para visitar é o Centro de Interpretação da Cultura do Ananás (entrada gratuita, aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h)

Também pode visitar algumas das plantações; aqui ficam algumas opções, todas gratuitas:

  • Plantação de Ananás dos Açores: dispõem de várias estufas de ananás onde se pode aprender através de códigos QR ao longo do passeio e onde também se pode degustar alguns produtos (pagos), como o licor de ananás, a cerveja de ananás, o bolo de ananás… na Randomtrip provámos o ananás natural e a cerveja de ananás, tudo muito saboroso
  • Ananás Santo António: oferecem uma pequena visita guiada gratuita onde explicam a história de como os ananases chegaram a São Miguel e o processo de cultivo (tudo manual e artesanal)
  • Ananases A Arruda: é a opção mais conhecida e turística, também oferecem uma visita gratuita às estufas e vendem uma grande variedade de produtos feitos com ananás. No nosso caso, como tentamos fugir das multidões, decidimos visitar as duas anteriores, e recomendamos-lhas.

Aqui, até o “bolo rei” é feito com ananás! É conhecido como «malamanhado» e é uma adaptação do bolo típico de Natal com recheio à base de compota de ananás e creme de ovos. Pode tentar encontrá-lo n’A Colmeia. Também nos falaram do pudim de ananás com queijo, a famosa sobremesa do restaurante Anfiteatro.

Na Herdade do Ananás a proposta é diferente. Aqui pode desfrutar de uma massagem ayurvédica entre plantações de ananás (com o correspondente cheiro delicioso, claro). Ideia para uma surpresa romântica: a massagem pode ser desfrutada por duas pessoas.

Na herdade do século XVIII do hotel Senhora da Rosa Tradition & Nature poderá relaxar entre plantações de ananás, pois existe um jacuzzi dentro da estufa.

E, finalmente, no Mulher do Capote em Ribeira Grande, pode provar um gin de ananás. O Goshawk Açores Gin é um gin destilado com licor de ananás que nós, como apreciadores de gin, estamos ansiosos por experimentar.

O jacuzzi entre as plantações de ananás no hotel Senhora da Rosa (foto do site oficial do alojamento). Reserve aqui a sua estadia

The Gin Library

E se é um fã de gin como nós, então isto é do seu interesse porque aqui, em São Miguel, muito perto de Ponta Delgada, encontrará a maior colecção de gins do mundo, ou como diz Ali, o seu criador, a maior “biblioteca” de gin.

Depois de viverem vários anos em Hong Kong, o casal britânico formado por Ali e Caroline, que se tinha apaixonado pelos Açores anos antes, na sua lua-de-mel, decidiu que criariam aqui um projecto. E assim foi: Solar Branco, o projecto onde nasceu a “Gin Library“, é um alojamento local com seis unidades independentes, um bar e um pomar onde nascem muitas das especiarias e botânicos utilizados para criar o espectacular gin e tónicos que se saboreia no seu terraço.

Ali contou-nos na nossa primeira visita que tinha 480 garrafas de gin. Não as contámos, mas acreditámos plenamente, especialmente depois de vermos o profissionalismo com que nos preparou o nosso gin Baleia, a sua mais recente criação, feita em colaboração com a Rocha Negra, de que nos falou com orgulho. Em 2026, a coleção já conta com 2595 garrafas! Podes ver aqui a lista atualizada e, se trouxeres uma garrafa que não conste na lista (cheia e fechada), eles trocam-na por uma garrafa do gin feito pelo Ali.

Para provar o Baleia (ou qualquer outro gin da biblioteca) na esplanada são 15 €, para desfrutar da Masterclass (história do gin, truques para um G&T perfeito e até a criação do seu próprio G&T com os ingredientes que escolher) com 3 gin tónicos incluídos, são 50 €.

Praia das Milicias e Praia do Pópulo

A Praia das Milicias e a Praia do Pópulo são as duas praias mais próximas à capital, Ponta Delgada, e são ambas muito visitadas pelos habitantes locais, devido à sua facilidade de acesso, qualidade da água e serviços. Visitámos a praia das Milicias em meados de Julho e ficámos agradavelmente surpreendidos.

Praia das Milícias. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Lagoa e piscinas naturais

Outra opção para se refrescar no Atlântico perto de Ponta Delgada é ir até Lagoa e às suas piscinas, naturais e construídas. Existem duas zonas principais: o«Complexo Municipal de Piscinas»(que conta com piscinas naturais, uma piscina artificial, piscinas para os mais pequenos e todo o tipo de serviços) e a«Zona Balnear do Cruzeiro (Poças de Atalhada)» (mais selvagem, sem vigilância, com poças naturais de águas cristalinas).

E já que está por aqui, não perca a oportunidade de visitar o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, também conhecido como Casa dos Vulcões (atenção, horário muito limitado, só abre à tarde, das 14:30h às 17:30h), onde poderá aprender mais sobre a atividade sísmica/vulcanológica nesta zona do Atlântico. A visita é incrível, aprendemos imenso graças ao simpático Nuno.

Se quiser comprar uma lembrança original, pode passar pela Cerâmica Vieira, uma fábrica de cerâmica artesanal onde pode aprender sobre o processo e comprar alguma peça (no nosso caso, comprámos um original bule com forma de ananás):

Por aqui há um verdadeiro retiro onde se pode passar a noite: Sul Villas & Spa. O conceito é único mas o preço também o é. Se quiser surpreender o seu parceiro numa escapadela romântica ou a sua família numa das mais belas piscinas da ilha com uma vista espectacular sobre o Atlântico, dê uma vista de olhos às Sul Villas.

Caloura e Água de Pau

Para algumas pessoas, a Caloura tem a piscina natural mais bonita da ilha e isso já despertou a nossa curiosidade, embora tenha sido realmente a fome que nos trouxe até aqui. Várias pessoas recomendaram-nos o Bar Caloura e a sua esplanada sobre o mar para comer bom peixe, por isso lá fomos nós. Atenção, costuma haver fila, por isso, ao chegar, deve anotar o seu nome no quadro que se encontra à entrada, indicando o número de pessoas que são.

Bar Caloura (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Piscina Natural de Caloura (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Mas na Caloura não há apenas boa comida e um mergulho na piscina natural, há também bom clima. Na verdade, o seu nome «Caloura» vem de «Calor», devido ao microclima que existe nesta zona (que, por coincidência ou não, ostenta o metro quadrado mais caro da ilha). Todos estes fatores fizeram com que esta zona se tornasse rapidamente uma das mais especiais da ilha, à qual voltamos sempre.

Os barcos de pescadores pintados à mão — com nomes religiosos que pedem sorte no mar — completam o quadro nesta baía encantadora.

Já sabe, se estiver calor, vá para a Caloura. Banhos de sol, mergulhos no mar e peixe fresco (comprado todas as manhãs aos pescadores) no Bar Caloura. Um dia de férias perfeito em São Miguel.

Muito perto do restaurante encontra-se o Centro Cultural da Caloura, um pequeno espaço cultural e museu dedicado à arte contemporânea e ao património artístico local. A coleção reúne obras desde o século XVII até aos dias de hoje, incluindo pintura, escultura, fotografia e serigrafia. Além da exposição permanente, o centro organiza exposições temporárias, residências artísticas, palestras, concertos e atividades educativas. Horário: de segunda a sábado, das 10h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30; encerra aos domingos e feriados. Preço: a entrada geral custa 5 € e a reduzida 3 €.

Centro Cultural da Caloura (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na zona, não pode deixar de visitar a Praia Baixa D’Areia (também conhecida como Praia da Caloura), uma pequena enseada de águas transparentes com uma zona rochosa à direita e outra zona de praia com areia preta à esquerda.

Recomendamos também subir aos miradouros de Pisao e Monte Santo para desfrutar das vistas da zona.

Miradouro de Pisão (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro de Monte Santo. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Agua D’alto

Outra praia que vale a pena visitar é a Praia da Pedreira, com águas calmas e transparentes (ficámos com o desejo porque estava nublada e começou a chover quando visitámos esta praia). Para lá chegar é preciso descer a pé a partir deste ponto, estacionando o carro perto, onde se possa.

Praia de Água d’Alto (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Também ficámos surpreendidos com as praias Grande e Pequena de Água D’Alto (Praia Grande de Água D’Alto, Praia Pequena de Água D’Alto), ambas com o seu bar de praia e bastante espaço para estacionar. A grande é super extensa, a pequena é mais bonita na nossa opinião, embora fique mais cheia no verão. Ao lado da grande encontra-se o Pestana Bahia Praia Nature & Beach Resort, um resort de 4 estrelas com acesso direto à praia, e a apenas 25 minutos da capital.

Outro plano que recomendamos na zona é ir à Cervejaria A Lagoinha, onde se pode experimentar a cerveja artesanal local na cervejaria. Quando fomos, estava cheia de gente local, que pedia a cerveja dentro e a levava para fora, na pequena praça em frente à igreja.

Saúde! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Antes ou depois (achamos que é melhor antes) de provar a(s) cerveja(s) pode fazer um percurso curto e fácil chamado “Quatro Fábricas de Luz(PR39 SMI, aqui está a brochura de informação oficial em português/inglês), aqui mesmo em Água d’Alto. Recentemente aberta ao público, passa pelas ruínas de antigas fábricas que, durante o final do século XIX e início do século XX, começaram a produzir electricidade a partir de fontes renováveis. É um trilho linear de 2 km que começa no Parque Escutista dos Lagos e tem uma recompensa no final: a“Cascata do Segredo” e uma piscina em Trinta Reis. Mais informações sobre o trilho aqui.

Vila Franca do Campo e Ilhéu de Vila Franca

No meio da costa sul da ilha situa-se o mais antigo município de São Miguel e, capital da ilha até 1522: Vila Franca do Campo. Esta bonita cidade de ruas estreitas que conduzem ao mar foi inicialmente associada à cultura do açúcar, mais tarde com laranjas e mais recentemente com ananases. Vila Franca do Campo é uma terra com os braços abertos para o mar e de quase qualquer ponto da mesma, podemos ver o ilhéu que fica a cerca de 500 metros da costa, Ilhéu de Vila Franca ou, como também é conhecido, o “anel da princesa”, devido à sua forma.

Vila Franca do Campo e Ilhéu de Vila Franca (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Visitar a vila de Vila Franca

Em Vila Franca há mais planos para fazer além do ilhéu, sobre o qual falamos a seguir. Aqui ficam as principais:

  • Queijadas do Morgado: é imperdível parar nas Queijadas do Morgado, também conhecidas como Queijadas de Vila Franca do Campo, sobretudo para os mais gulosos. Este pequeno doce conventual parece ter sido criado pelas freiras do Convento de Santo André e agora faz as delícias de quem por aqui passa.
Uma não foi suficiente. O guloso do Chris repetiu a dose… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro Ilhéu da Vila (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro do Tanque (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Praia da Vinha da Areia: a praia principal surpreendeu-nos, uma praia urbana de areia preta com casas de banho, bar/restaurante, estacionamento e, durante o verão, nadadores-salvadores.
  • Ermida de Nossa Senhora da Paz e o seu miradouro: de onde se avistam vistas sobre Vila Franca e o ilhéu. Reza a lenda que uns pastores que trabalhavam na zona tiveram de se abrigar numa gruta, onde encontraram uma estátua da Virgem. Levaram-na para a igreja e, no dia seguinte, ela voltou a aparecer na gruta; assim durante vários dias, até que compreenderam que era necessário construir uma igreja naquele local, daí a sua localização.
Visitar o Ilhéu de Vila Franca

O ilhéu – Ilhéu de Vila Franca – é um antigo vulcão submerso cuja cratera inundada forma um círculo quase perfeito, com uma pequena abertura para o mar.

Ilhéu de Vila Franca, conhecido como o Anel da Princesa. Foto de Alexandre Balas em Futurismo.pt

Como visitar o Ilhéu de Vila Franca?

É possível chegar ao ilhéu e, na verdade, é um dos planos que recomendamos em São Miguel se visitar a ilha no verão, uma vez que os barcos que fazem a travessia entre o porto de Vila Franca do Campo e o ilhéu só funcionam durante esta época (normalmente de meados de junho a meados de outubro).

Atualização de abril de 2026: volta a ser permitido banhar-se no Ilhéu de Vila Franca do Campo durante 2026 (mais informações aqui). Em 2025, tinha sido proibido devido às medições da qualidade da água

Vila Franca do Campo vista do ilhéu. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O bilhete de ida e volta de barco custa 15 € por pessoa (11,50 € de bilhete + 3,50 € de taxa de conservação) e a frequência é de aproximadamente uma hora. Atenção! Como o ilhéu é uma reserva natural, a capacidade máxima é de 400 pessoas por dia (200 pessoas simultaneamente no ilhéu) e, devido ao aumento do turismo na ilha de São Miguel em geral e no ilhéu em particular, é cada vez mais difícil conseguir bilhetes. Os residentes nos Açores pagam 6 € em vez de 15 €.

Para comprar os bilhetes, tem duas opções:

  • Online (16,73 € por bilhete): é possível comprar os bilhetes online aqui, mas é importante ter em conta que, online, só são vendidos 50 bilhetes por dia dos 400 disponíveis, que podem ser comprados com um máximo de 10 dias de antecedência, que é cobrada uma taxa extra de gestão e que costumam esgotar rapidamente. Além disso, a compra está limitada a 5 bilhetes por pessoa. É importante ter também em conta que, devido ao funcionamento da plataforma online, é possível reservar os bilhetes sem pagar no momento, ficando bloqueados durante algumas horas (em teoria até às 22:59 do próprio dia), e sendo novamente disponibilizados caso não sejam pagos. Por isso, é importante que, se não encontrar bilhetes para o dia que deseja, volte a tentar várias vezes, se possível, à meia-noite, caso alguns dos bilhetes fiquem disponíveis.
  • Presencial (15 €/bilhete): caso não consiga ou não queira comprar online, a outra opção é comprar presencialmente no porto, exatamente aqui. Os 350 bilhetes restantes são vendidos lá, a partir das 9:45h (o primeiro barco parte às 10:00h), e horas antes já se formam filas para tentar embarcar, especialmente nos meses de alta temporada (julho e agosto). Há muitas reclamações devido à má gestão…

Apenas os barcos oficiais podem atracar no ilhéu (verá que há muitos outros barcos/excursões que simplesmente o contornam), partem aproximadamente das 10:00h às 18:00h e a viagem de barco dura apenas 10 minutos.

A Inês a dar um mergulho nas águas do ilhéu de Vila Franca, com Vila Franca do Campo ao fundo. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Ao chegar, encontrará águas límpidas, mais quentes do que o habitual, e uma biodiversidade incrível: leve um kit de óculos e tubo de snorkel! Não se arrependerá. Recomendamos também que faça uma pequena caminhada para contemplar as vistas do ilhéu do topo, com a imagem da panorâmica de Vila Franca do Campo ao fundo.

Ilhéu de Vila Franca, um plano fantástico no verão. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Outras opções para conhecer melhor o ilhéu:

Outros miradouros perto de Vila Franca

Se continuar a partir de Vila Franca pela estradinha que leva à Ponta Garça, há vários locais interessantes e, no geral, muito menos concorridos do que outras zonas de São Miguel. Aqui ficam alguns:

  • Vigia da Furada: outro dos pontos de observação de cetáceos/baleias, de onde as empresas de observação têm pessoas a tentar localizá-los
Inês no Farol da Ponta Garça (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Relva

No caminho para o oeste da ilha (Sete Cidades / Mosteiros), passarás por Relva, onde podes fazer algumas paragens nos seus miradouros ou, se te apetecer, percorrer um trilho paralelo ao mar. Os miradouros são o Miradouro Fonte da Roca (onde começa o trilho de que falamos a seguir), o Miradouro do Caminho Novo (antiga zona de «vigia» para observação de cetáceos. Pode ser um bom ponto para apreciar o pôr-do-sol) e o Miradouro do Cascalho.

Miradouro do Caminho Novo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Miradouro do Cascalho (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O trilho é o PCR20SMI (folheto oficial), um trilho linear (ida e volta) de 5,5 km (3h00) no qual visitará uma «fajã detrítica» (assim se chamam as «fajãs» formadas pelo desmoronamento de parte da falésia), descendo até ao nível do mar e com a possibilidade de dar um mergulho se o tempo e o mar o permitirem. Outra curiosidade deste trilho é que pode reservar para almoçar/jantar (é imprescindível reservar antes de ir) no Lapsa Garden, uma casa/quinta que dispõe de um belo terraço virado para o mar, onde os proprietários preparam jantares privados para apreciar, por exemplo, o pôr-do-sol

As letras de Relva vistas do miradouro do Caminho Novo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Feteiras

Na zona de Feteiras encontra-se um alojamento muito especial, um antigo moinho reconvertido num alojamento incrível com vista para o mar, o Moinho das Feteiras:

A caminho de Ponta Delgada, pode também parar no Miradouro da Vigia das Baleias (um dos muitos pontos de observação de baleias). A partir daqui parte o trilho PRC46SMI – Fajã do Mar (informação oficial e folheto em PDF):

Miradouro da Vigia das Baleias em Feteiras (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na aldeia, pode visitar a igreja (Igreja de Santa Luzia) e apreciar as vistas do alto no Miradouro do Pico (ou Miradouro das Feteiras)

Noroeste da ilha: Capelas e arredores

A zona noroeste de São Miguel, entre Capelas e Mosteiros, é talvez a menos conhecida e a menos visitada da ilha. A maioria dos pontos são miradouros ou piscinas naturais; vale a pena percorrer esta estrada e ir parando para apreciar as vistas.

Capelas e a Rocha Elefante

Numa das nossas visitas a São Miguel, em 2025, ficámos perto de Capelas uns dias, na Quinta de Nossa Senhora de Lourdes, e adorámos a zona por estar bem localizada (mais ou menos no centro da ilha) e ser muito tranquila.

Capelas foi o local da única fábrica baleeira em São Miguel, a Fábrica da Baleia dos Poços, da qual hoje só resta de pé a chaminé. É uma pena que não recuperem/aproveitem a zona para criar um museu onde se conte a história e se sensibilize para a conservação e proteção dos cetáceos. Pode estacionar aqui gratuitamente e, a partir daí, visitar as ruínas da fábrica, dar um mergulho (se o tempo ajudar) na Piscina Natural dos Poços (acessível a pessoas com mobilidade reduzida), tirar uma foto ao cachalote da rotunda ou simplesmente admirar as vistas.

Tem dois miradouros a poucos minutos a pé: o Miradouro da Beira Mar e o Miradouro das Pedras Negras, e sobretudo a partir deste último é possível ver uma rocha com a curiosa forma de um elefante (que se encontra aqui).

Vê a tromba do elefante na ponta da falésia, ao fundo? (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Um pouco mais a oeste, temos o Miradouro do Pesqueiro, com vistas muito bonitas para o Porto de Capelas e as incríveis paisagens que o rodeiam (pode estacionar o carro aqui), e também nas proximidades encontra-se o Calhau Miudo, a zona onde se trabalhava com as baleias caçadas antes da construção da fábrica (de 1884 a 1936).

Miradouro do Pesqueiro com vista para o porto de Capelas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

E se for para leste de Capelas, poderá apreciar também duas curiosidades naturais: uma pedra em forma de bota (pode ser vista a partir daqui) e outra zona rochosa com um enorme buraco no meio, chamada Buraco de São Pedro (cuidado ao aproximar-se, foram construídas algumas vedações precisamente devido ao perigo de queda). No meio, encontra-se uma pequena ermida do século XVI, a Ermida de São Pedro. Para visitar ambos os locais, pode estacionar gratuitamente aqui.

Santo António

Seguindo a rota para oeste, pode fazer uma paragem na vila de Santo António para, se o tempo ajudar, dar um mergulho na sua apetitosa piscina natural. Também pode simplesmente fazer uma paragem para ver a vila de cima, a partir deste miradouro.

Remédios, Ajuda da Bretanha e Pilar

Antes de chegar a Mosteiros, temos estas 3 aldeias onde vale a pena fazer algumas paragens para desfrutar dos seus miradouros.

Em Remédios, existe um miradouro designado como tal, que, na nossa opinião, não vale muito a pena, mas vale a pena parar para ver as vistas a partir da sua igreja, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios:

Um pouco antes de chegar a Ajuda da Bretanha, encontramos um moinho vermelho fotogénico, o Moinho do Pico Vermelho, que podemos ver tanto a partir desse mesmo ponto como de cima, no Miradouro do Pico Vermelho.

Por fim, já em Pilar, temos o Miradouro dos Melos, com vistas para a costa oeste e de onde podemos avistar a fajã de Mosteiros.

Miradouro dos Melos (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Um pouco antes, há um desvio para o Miradouro das Cumeeiras, um miradouro de onde se pode apreciar Sete Cidades do outro lado (também chamado de Vista da Rainha, por estar no lado oposto à famosa Vista do Rei), e ao qual se pode chegar facilmente de carro:

O impressionante Miradouro das Cumeeiras com vista para a Lagoa das Sete Cidades (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Inspira-te com as stories do Instagram da nossa viagem a São Miguel

Se quiser inspirar-se com as nossas aventuras em direto, guardámos no nosso Instagram Randomtrip_Blog (já nos segue?), nos destaques, uma seleção do que fizemos durante os dias que passámos em São Miguel. Se clicar nestes links, poderá ver os vídeos que gravámos em vários dos pontos que recomendamos neste guia.

Randomtrip contornando a lagoa das Sete Cidades (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Os melhores trilhos para caminhadas em São Miguel

Uma das melhores formas de conhecer os Açores é através de trilhos. Assim, nesta viagem de dois meses pelas nove ilhas do arquipélago açoriano, prometemos a nós próprios fazer pelo menos um trilho por ilha e em São Miguel não faltam opções.

Recomendamos que consulte o site oficial dos trilhos dos Açores, onde poderá encontrar todos os trilhos oficiais e informações práticas (geralmente actualizadas) sobre eles. Aqui pode ver todos os trilhos oficiais de São Miguel.

Algumas estradas e caminhos de São Miguel no Verão parecem vestidos para um casamento. Os Açores são uma celebração constante da natureza. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Aqui destacamos alguns dos que nos parecem mais bonitos

  • Serra Devassa (PRC05 SMI): trilho circular simples que parte do parque de estacionamento da Lagoa do Canário e passa por várias lagoas menos visitadas. 4,9 km, cerca de 2 h. Mais informações / folheto oficial
Trilho pela Serra Devassa, antes de conhecer as belas lagoas cercadas. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Lagoa do Fogo, uma das paisagens mais belas da ilha (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Padrão das Alminhas – Poço Azul – Salto da Farinha (PR21 SMI): trilho linear a partir de Achadinha que passa pelo fotogénico Poço Azul e pelo Salto da Farinha. 4,9 km, cerca de 2 h. Mais informações / folheto oficial.
Trilho de regresso após o mergulho no Poço Azul (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Salto do Prego – Sanguinho (PRC09 SMI): trilho circular que passa pela bela cascata do Salto do Prego, onde se pode dar um mergulho refrescante, e pela aldeia recuperada como projeto de turismo rural, Sanguinho. 4,5 km, cerca de 2 h. Mais informações / folheto oficial
A trilha Salto do Prego – Sanguinho termina com um mergulho refrescante (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Mata do Canário – Sete Cidades (PR4 SMI): trilho linear com as melhores vistas da caldeira de Sete Cidades, uma vez que a contorna a partir do alto. Mais informações / folheto oficial
Impressionante o trilho Mata do Canário – Sete Cidades contornando a caldeira de Sete Cidades (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Trilho da Janela do Inferno e a dita cuja que dá nome ao trilho (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Cascata do Teófilo no Trilho do Moinho do Félix (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Sempre que decidir que vai fazer um trilho o ideal é descarregar previamente a rota do site oficial dos trilhos dos Açores (clique em Downloads->GPS), etc.

Onde fazer mergulho em São Miguel

Nos Açores, as surpresas são tantas ou mais debaixo de água. O incrível e diverso mundo subaquático açoriano é acompanhado por um incrível fundo azul com excelente visibilidade e uma temperatura muito agradável considerando que estamos a mergulhar neste lado do mundo. Se tem um certificado de mergulho não vai querer perder esta experiência.

Embora não tenha mergulhado São Miguel (fi-lo no Pico, Terceira e Santa Maria), foi-nos dito que os melhores locais de mergulho aqui são os seguintes:

  • Naufrágio da Segunda Guerra Mundial: o Parque Arqueológico Dori Shipwreck, um Navio da Liberdade da II Guerra Mundial que repousa no fundo arenoso.
  • A reserva do ilhéu de Vila Franca do Campo
  • Arcos de Caloura

Mais informação sobre onde mergulhar em São Miguel aqui

Embora não tenhamos conhecido nenhum centro na ilha, ouvimos falar muito bem do Sub Centro de Mergulho dos Açores, onde além de mergulharem também fazem passeios de barco e snorkeling.

Se já possui a certificação oficial de mergulho, aqui pode reservar a sua exploração marinha de São Miguel de 1 ou 2 mergulhos.

Se ainda não tentou mergulhar mas gostaria de tentar, porque não fazê-lo nos Açores? Aqui tem mais informações sobre o baptismo de mergulho em São Miguel onde tentará mergulhar na Reserva Natural do ilhéu de Vila Franca do Campo.

Se quiser desfrutar da biodiversidade aquática do ilhéu sem uma garrafa no meio, alugue aqui o seu passeio de snorkel com equipamento incluído.

Arraias na Ilha de Santa Maria

Onde ficar em São Miguel

Em São Miguel, pode escolher entre ficar numa única base (recomendamos que seja na zona central da ilha, seja em Ponta Delgada  e arredores ou em Ribeira Grande e arredores, para estar a uma distância razoável de tudo de carro e pela variedade gastronómica) ou dividir a estadia em várias zonas.

Se a sua viagem for de 4 dias ou menos, recomendamos que escolha uma única base na zona central (zonas a laranja, roxo ou castanho no mapa que verá a seguir). Se a sua viagem for de 5 dias ou mais, pode considerar dividir a sua estadia em 2 ou mais zonas.

A seguir, pode ver as diferentes zonas e alojamentos recomendados para cada uma delas.

Melhores zonas onde ficar em São Miguel

Pode ver as diferentes zonas da ilha, bem como os alojamentos onde ficámos e outros que recomendamos no mapa seguinte, e neste artigo específico pode ver as vantagens e desvantagens de cada zona. É importante ter em conta que, a partir das localizações centrais no sul e no norte (Ponta Delgada e arredores, Ribeira Grande e arredores), demora entre 45 minutos e 1 hora até aos pontos mais distantes nos extremos da ilha (Mosteiros e Sete Cidades a oeste, Furnas, Nordeste e Povoação a leste).

Na RandomTrip já experimentámos as duas formas. A seguir, apresentamos os alojamentos que experimentámos, bem como uma seleção de outros alojamentos recomendados para cada zona:

Onde ficar em Ponta Delgada

Ponta Delgada é, sem dúvida, a escolha preferida da maioria das pessoas que viajam para São Miguel, devido à sua localização central, à sua grande variedade de alojamentos e restaurantes para todos os gostos e à sua oferta turística. É também o local ideal para ficar se não alugar um carro, uma vez que a maioria das excursões partem daqui, embora, na nossa opinião, a melhor forma de conhecer a ilha seja alugar um carro para se poder deslocar ao seu próprio ritmo.

Inês a passear em Ponta Delgada (Fotografia de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

No entanto, também tem várias desvantagens: notámos um aumento bastante elevado dos preços do alojamento nos últimos anos, o estacionamento pode ser difícil (se ficar em Ponta Delgada, recomendamos que procure um alojamento que inclua estacionamento ou que tenha uma área de estacionamento gratuita nas proximidades), os restaurantes enchem e, por vezes, precisam de ser reservados com vários dias de antecedência, e os preços dos restaurantes também aumentaram e a qualidade e/ou quantidade diminuiu.

Na RandomTrip já ficámos várias vezes em Ponta Delgada nas nossas visitas a São Miguel, aqui estão os alojamentos onde ficámos e que recomendamos:

Ladeira Loft (a partir de 92€/noite), um apartamento T1 muito espaçoso no centro de Ponta Delgada (muito perto do mercado da Graça) com cozinha e vista para o Atlântico, onde ficámos vários dias na Randomtrip.

Inês a saborear um vinho do Pico ao fim do dia com a vista da varanda no Ladeira Loft, Ponta Delgada (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O Hotel do Colégio (a partir de 75€/noite), um belo hotel num edifício do século XIX, com piscina, no centro de Ponta Delgada. Foi o hotel onde Inês ficou com a mãe e a irmã na primeira vez que visitaram a ilha e adoraram.

O Hotel do Colegio está localizado no coração de Ponta Delgada, perto dos melhores restaurantes e bares da cidade.

Azores Inn (a partir de 130€/noite): Na RandomTrip dividimos a nossa estadia em vários pontos da ilha na nossa última visita a São Miguel em 2025 e ficámos três noites neste alojamento. Quartos pequenos mas muito recentes e confortáveis, mesmo no centro (dá para ir a pé para todo o lado no centro histórico), com uma enorme cozinha partilhada (com vários fogões e frigoríficos independentes) e um pequeno pátio no rés do chão. Há também dormitórios (estilo hostel) se estiver à procura de uma opção mais económica.

Casa da Graça (a partir de 120€/noite): Os nossos amigos Catarina e Ricardo visitaram São Miguel recentemente e adoraram ficar na Casa da Graça, um hotel muito bem gerido pela Vânia e pelo Sérgio que nos faz sentir em casa em Ponta Delgada, para além dos óptimos quartos (e pequeno-almoço):

Reserve aqui o seu quarto na Casa da Graça (foto de Booking)

Hotel Gaivota (a partir de 115€): Ficámos aqui na nossa primeira viagem a São Miguel. Quartos e apartamentos, alguns com vista para o mar, mesmo no passeio marítimo de Ponta Delgada.

Reserve o seu quarto aqui no Hotel Gaivota (foto de Booking)

Casas Amarelas (a partir de 99 €/noite): na nossa última visita a São Miguel, em março de 2026, para ir ao festival Tremor, ao qual tentamos ir todos os anos, ficámos com os nossos amigos numa das Casas Amarelas, uma excelente opção se forem em grupo para a ilha. Existem vários tipos de casas; a nossa era enorme, tinha 3 quartos duplos (todos com casa de banho privativa), uma sala com sofá-cama duplo e uma mesa onde cabiam até 8 pessoas. Deixamos-vos algumas fotos da casa:

Outros alojamentos recomendados em Ponta Delgada:

Nook Hostel (a partir de 50€/noite): no coração do centro histórico, dispõe de apartamentos com 2 quartos, quartos privados e camas em dormitórios.

Quarto no Nook Hostel (foto de Booking)

Garoupas Inn (a partir de 65€/noite): não fica no centro de Ponta Delgada, mas tem vista para o mar e um jacuzzi partilhado no terraço.

Jacuzzi no terraço da Pousada Garoupas (foto de Booking)

Holy Cow (a partir de 80€/noite): um hostel com quartos com casa de banho privativa e dormitórios a menos de 10 minutos a pé do centro histórico.

Reserve aqui o seu quarto no Holy Cow (foto de Booking

Vip Executive Azores Hotel (a partir de 90€/noite): grande hotel a cerca de 20 minutos a pé do centro, com um restaurante no último piso com vista para o mar e estacionamento privado (mediante pagamento).

Reserve aqui o seu quarto no Vip Executive Azores Hotel (foto de Booking)

Chez Lúcia (a partir de 100€/noite): apartamento de dois quartos (até 4 pessoas) com terraço, mesmo no centro de Ponta Delgada.

O terraço do Chez Lúcia em Ponta Delgada (foto de Booking)

The Lince Azores (a partir de 100€/noite): hotel com quartos com vista para a cidade, para o mar e para a paisagem da ilha. A estadia inclui pequeno-almoço buffet e usufruir da piscina interior aquecida com uma parte exterior que é coberta no inverno, ideal se visitar São Miguel no inverno.

O Lince Azores e a sua piscina aquecida, ideal se visitar São Miguel durante os meses de inverno (foto de Booking)

Octant Ponta Delgada (a partir de 140€/noite): hotel de 5 estrelas com quartos modernos e insonorizados com vistas deslumbrantes sobre o mar, com spa e piscina exterior. Para além da localização central e do design cuidado, o Octant Ponta Delgada também oferece deliciosos pequenos-almoços, o restaurante À Terra com propostas inovadoras e um bar aberto à noite. Uma das melhores opções de estadia em Ponta Delgada para surpreender alguém.

Reserve aquio seu quarto no Octant Ponta Delgada (foto de Booking)

Grand Hotel Azores Atlántico (a partir de 150€/noite): um hotel de 5 estrelas situado mesmo em frente às “Portas do Mar”.

Reserve aqui o seu quarto no Gran Hotel Azores Atlántico (foto de Booking)

Armazéns Cogumbreiro (a partir de 150€/noite): foi o maior estabelecimento comercial da ilha, num edifício renovado de 1913 no centro da cidade, com quartos espaçosos e luminosos.

Quarto nos Armazéns Cogumbreiro (foto de Booking)

Onde ficar nos arredores de Ponta Delgada

Se quiser ficar perto de Ponta Delgada para os restaurantes, mas não no coração da cidade (e, portanto, onde o estacionamento será mais fácil), há também algumas opções interessantes nos arredores da capital:

Durma entre plantações de ananás no Senhora da Rosa Tradition & Nature Hotel (a partir de 104€/noite), perto de Ponta Delgada:

Jacuzzi no meio da estufa, a cheirar a ananás, na Senhora da Rosa (foto do site oficial do alojamento). Reservar aqui

Se viaja com 4 ou 5 pessoas, uma excelente opção de alojamento na ilha é a bonita Casa Rosa (a partir de 186€/noite para 5 pessoas), perto de Ponta Delgada. No andar de baixo estão os quartos, no andar de cima a enorme cozinha e sala de estar, bem-vindo ao turismo rural contemporâneo:

Pode ver mais alojamentos em Ponta Delgada e nos arredores da capital aqui:

Onde ficar nas Furnas

As Furnas são, sem dúvida, uma das zonas mais especiais e únicas de São Miguel e dos Açores no geral. Situada na caldeira de um vulcão adormecido, nas Furnas pode desfrutar das águas termais, das suas fumarolas, do aproveitamento do calor geotérmico na gastronomia, da sua lagoa e dos seus miradouros.

Furnas
Furnas, um lugar único (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Devido à sua localização (existem dois acessos às Furnas, um pelo norte e outro pelo sul, ambos por estradas sinuosas), as Furnas não são o melhor local para ficar se escolher apenas uma base na ilha, pois demorará mais tempo a chegar aos outros locais de São Miguel. Mas se dividir a sua estadia na ilha em vários alojamentos, vale a pena ficar algumas noites nas Furnas, para usufruir da zona com menos gente e poder apreciar as termas ao pôr do sol sem ter de conduzir à noite; daqui também se pode chegar rapidamente ao Nordeste e à Povoação, devido à sua proximidade.

Na RandomTrip ficámos na nossa última visita, em 2025, na fantástica Quinta da Mó (a partir de 250€/noite), um oásis nas Furnas, alojamento associado das Casas Açorianas.

O nosso alojamento nas Furnas, Quinta da Mó, um oásis numa das zonas mais especiais e únicas de São Miguel (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).

A quinta encontra-se a poucos passos da Poça Dona Beija e a uma curta distância das outras atracções das Furnas, mas não imagina o que vai encontrar atrás do portão de entrada até o abrir: Uma floresta de bambú, um pequeno riacho que atravessa a propriedade diretamente da Lagoa das Furnas e que será a banda sonora dos seus dias por aqui junto ao canto dos pássaros, um jacuzzi onde poderá relaxar no meio da natureza (ou, se preferir, uma massagem) e um quarto banhado a komorebi são apenas alguns dos pontos que se destacam nesta quinta tão especial.

Como a maioria dos alojamentos rurais das Casas Açorianas, há uma história por trás. Depois de ter estado abandonada durante vários anos, em 2007 esta família iniciou a recuperação de um antigo moinho de água que outrora servia para moer os cereais que abasteciam grande parte da população das Furnas. Embora o moinho já não esteja a funcionar, foi convertido na Casa da Mó, a casa da quinta com três quartos, ideal para quem viaja em família ou com amigos.

Casa da Mó, a casa com 3 quartos da quinta (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Antiga mó na fachada da Casa da Mó (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

No ano seguinte, foram recuperados mais três edifícios, um dos quais a“Casa do Engenho“, onde ficámos alojados na Randomtrip, uma antiga oficina de carpintaria onde um torno hidráulico fazia, entre outros móveis, as típicas cadeiras das Furnas.

Casa do Engenho onde ficamos hospedados na Randomtrip (Fotos por Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A Casa do Engenho, onde ficamos hospedados, tem dois andares. No primeiro andar encontra-se um quarto de casal com teto de vidro que lhe dá o relaxante komorebi, aqueles raios de sol filtrados pelas folhas das árvores que banham o quarto (não se preocupe, há cortinas blackout automáticas para não acordar com os primeiros raios do dia se não quiser). No rés do chão encontra-se a casa de banho e a sala de estar com kitchenette com uma grande janela que abre para o seu terraço privado com vista panorâmica para o jardim circundante. O terraço está equipado com espreguiçadeiras, mesa, cadeiras e guarda-sol. Ao longo deste terraço privado, junto à casa, existe uma pequena levada que, quando atravessada pela água, faz girar uma roda de água que proporciona a banda sonora.

O nosso quarto banhado em komorebi na Casa do Engenho, Quinta da Mó. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).
Terraço da Casa do Engenho a partir da sala de estar (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

As outras duas casas reconstruídas, o “Granel” e o “Cafuão”, eram dois antigos espigueiros, construções típicas que coexistiam com os moinhos da época, utilizados para o armazenamento de cereais e produtos similares.

Casa do Cafuão (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A Quinta da Mó tem atualmente três bungalows com um quarto e uma casa (Casa da Mó) com três quartos. A quinta inclui ainda um riacho com várias espécies de peixes, um jardim com um jacuzzi para massagens que é um verdadeiro spa ao ar livre, um caminho de bambus para relaxar até à casa onde é servido o pequeno-almoço (com produtos locais e com vista para o riacho) e até, caso queira, um passeio de barco numa zona mais calma da ribeira, tudo pensado para se manter relaxado mesmo depois de se levantar da cama.

Inês a passear entre o caminho de bambus e a levada, na Quinta da Mó ( Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Inês a relaxar no jacuzzi da Quinta da Mó (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Gostaríamos também de salientar que o atendimento que recebemos na Quinta da Mó foi muito atencioso, desde o momento do check-in até ao pequeno-almoço e serviço de limpeza.

A casinha onde é servido o pequeno-almoço na Quinta da Mó, com simpatia e produtos locais (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
A área comum com o barbecue na Quinta da Mó (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Outros alojamentos recomendados nas Furnas:

Terra Nostra Garden Hotel (a partir de 330€/noite): se o seu orçamento o permitir, pode ficar no próprio Parque Terra Nostra, num hotel de 4 estrelas de alta qualidade onde também pode desfrutar das águas termais após o encerramento do parque, com muito menos pessoas e mesmo à noite (o parque fecha às 16:30h para o público em geral). A comida do restaurante também é muito recomendada.

Quarto do Terra Nostra Garden Hotel (Foto de Booking)

Octant Furnas (a partir de 320€/noite): hotel de 5 estrelas com fontes termais interiores e exteriores (abertas 24 horas por dia) e spa.

Um dos quartos do hotel mais luxuoso das Furnas, o Octant Furnas (Photo by Booking)

Pode ver mais alojamentos nas Furnas aqui:

Onde ficar no Nordeste e Povoação

Nordeste e Povoação são duas localidades situadas no leste de São Miguel, e devido ao seu acesso por estradas sinuosas, são menos turísticas, ideais para quem procura tranquilidade, mas não menos impressionantes. Antigamente dizia-se que o Nordeste era considerado “a décima ilha dos Açores”, devido à dificuldade de lá chegar. Hoje em dia é muito mais fácil, devido às novas estradas (de Ponta Delgada demora-se cerca de uma hora tanto para o Nordeste como para a Povoação).

Ponta do Sossego, uma das nossas paisagens preferidas no Nordeste (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Se procura ficar num ambiente rural e muito menos turístico, onde possa fazer uma base para explorar a parte oriental da ilha, ficar no Nordeste ou na Povoação é uma boa ideia. Tal como as Furnas, se vai ficar num único alojamento durante a sua estadia, não recomendamos esta zona porque vai demorar mais tempo a chegar a outras zonas da ilha, mas se vai dividir a sua estadia por vários alojamentos, pode visitar todos os locais de interesse do lado leste da ilha (incluindo as Furnas) fazendo uma base aqui.

Se gosta de paisagens salpicadas de quedas de água, não perca o trilho do Moinho do Félix. O início do trilho fica a 20 minutos de carro do Tradicampo, o nosso alojamento no Nordeste (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).

Na RandomTrip ficámos na nossa última visita em 2025 umas noites no Nordeste (nas Tradicampo Eco Country Houses), e umas noites na Povoação (na Casa da Cisaltina), em dois alojamentos que fazem parte das Casas Açorianas. Pode ver as stories que fizemos nesses dias em São Miguel, onde os alojamentos estão indicados neste link.

No Nordeste, ficámos alojados numa das Tradicampo Eco Country Houses – Casas do Pátio (a partir de 90 euros/noite), que se situam na pequena aldeia de São Pedro Nordestinho, a 10 minutos de carro do Nordeste, e são um verdadeiro refúgio de paz.

Um dos nossos locais preferidos na Tradicampo-Casas do Pátio onde costumávamos tomar o pequeno-almoço (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).

A Tradicampo tem várias unidades de alojamento, todas na zona do Nordeste. As Casas do Pátio, em São Pedro Nordestinho, incluem duas unidades de alojamento, a Casa do Tanque, com dois quartos, e a Arribana, com um quarto, onde ficámos alojados na Randomtrip. Ambas as casas têm cozinha e sala de estar com lareira e acesso a um jardim partilhado com piscina com vista para o mar, barbecue e estacionamento privativo. Isto significa que as casas estão adaptadas ao clima dos Açores (e às viagens durante todo o ano), pois a ilha pode ter as 4 estações num só dia e, no nosso caso, pudemos usufruir da piscina durante o dia e acender a lareira à noite. Para além de estar adaptada ao clima, a nossa casa, Arribana, está também adaptada a pessoas com mobilidade reduzida.

Inês na piscina da Tradicampo-Casas do Pátio (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Para além disso, a Tradicampo tem vários serviços que nos fazem perceber porque é que (para além da qualidade do alojamento) quem aqui fica tem tendência a repetir. À chegada, somos sempre recebidos pessoalmente com muita simpatia e paciência, pois dedicam muito tempo a explicar, como pessoas apaixonadas pelo Nordeste que são, todos os trilhos, locais de interesse, restaurantes e dúvidas que quem acaba de chegar possa ter. Para ajudar os recém-chegados a explorar a zona, criaram um guia online com um mapa – o Tradiguide – ao qual podemos aceder online durante a nossa estadia para facilitar a vida naqueles dias em que queremos deixar o sossego do nosso alojamento e sair à descoberta de uma das zonas mais bonitas da ilha.

Tradicampo-Casas do Pátio (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Outro destaque do alojamento é que, quando chegar, encontrará o frigorífico abastecido com produtos locais para o seu pequeno-almoço e pão fresco pendurado na porta todos os dias. Existe também um serviço gratuito de bicicletas (pode seguir uma das rotas oferecidas pelo Tradiguide), uma pequena biblioteca, uma decoração com mobiliário tradicional restaurado e um grande cuidado em promover produtos locais e sustentáveis em todos os pormenores. De facto, desde 2012, a Tradicampo é distinguida com a distinção Green Key, um prémio ambiental independente que integra as organizações de Turismo que valorizam a Gestão Ambiental nos seus empreendimentos e promovem a Educação Ambiental para a Sustentabilidade.

A menos de 10 minutos a pé, também em São Pedro Nordestinho, encontra-se outro alojamento da Tradicampo, a Casa da Talha, também com um quarto e com a particularidade de ter um forno a lenha onde se pode saborear uma deliciosa refeição com vista para o mar.

Casa da Talha by Tradicampo (Fotografia de Tradicampo. Todos os direitos reservados)

A Casa da Fonte é uma casa de pedra rústica do século XVIII, ideal para relaxar na vila da Algarvia, no Nordeste. Esta casa tem um quarto e tem também um forno a lenha onde pode dar asas à sua imaginação gastronómica e relaxar no alpendre com vista para o mar e para a serra. A casa é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Casa da Fonte de Tradicampo (Foto de Tradicampo. Todos os direitos reservados)

Se forem mais, a Quinta das Cycas conta com 4 unidades de alojamento numa propriedade de 5300 m2 e um jardim com vistas deslumbrantes sobre o mar e a montanha. A Casa da Cisterna, O Granel e o Estúdio da Varanda têm um quarto cada e a Casa do Arco tem dois quartos. Todos os alojamentos têm um espaço exterior privado com barbecue para refeições ao ar livre e uma piscina exterior comum.

Quinta das Cycas by Tradicampo (Foto de Tradicampo. Todos os direitos reservados)
O trilho do Salto da Farinha que passa por este Poço Azul é outro dos nossos favoritos no Nordeste (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).

Povoação foi a primeira localidade a ser povoada em São Miguel e foi onde ficámos algumas noites na Casa da Cisaltina (a partir de 70€/noite). Se quiser conhecer um lado menos turístico de São Miguel e relaxar num ambiente tranquilo numa aldeia já de si calma, chegou ao sítio certo.

Inês a descer para o jardim da Casa da Cisaltina, o nosso alojamento em Povoação (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Este é um projeto que nasceu do amor e de um sonho da própria Cisaltina, mãe de Fátima, a proprietária que nos recebeu com um grande sorriso e nos contou a história desta casa de campo do final do século XIX, agora reconstruída como uma autêntica homenagem viva aos seus pais.

A Casa da Cisaltina é composta por três suites e dois apartamentos, cada um com o nome de uma planta aromática que dá não só o nome mas também o aroma a cada um dos espaços. Há ainda uma fachada poética por descobrir, com palavras de homenagem ao pai de Fátima, marido de Cisaltina.

Os apartamentos da Casa da Cisaltina (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Todo o recinto está repleto de plantas, várias endémicas, árvores de fruto e é composto por uma linda área comum onde se pode ler um livro ou simplesmente relaxar.

Casa da Cisaltina, onde se pode desfrutar de um lado mais calmo e menos turístico de São Miguel (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na Randomtrip ficámos no apartamento Alecrim com um quarto, casa de banho, sala de estar com kitchenette y, claro, cheirinho a alecrim…

O delicioso pequeno-almoço, servido todas as manhãs num espaço comum ou, se o tempo estiver bom, no terraço, é composto por produtos locais e da época e até compotas feitas pela Fátima com fruta do pomar da quinta. No nosso caso, como fomos na Páscoa, até tivemos direito a folar, arroz doce e a doces caseiros típicos desta época festiva.

Para além de ser um refúgio de paz, a Casa da Cisaltina situa-se numa das lombas que rodeiam o pitoresco porto de pesca de Povoação, com alguns restaurantes muito agradáveis, praia e piscinas naturais e vários trilhos (como a Fajã do Araújo ou a Ribeira dos Bispos, que passa por um suposto columbário fenício, a confirmar). Fica também muito perto da fotogénica Alameda dos Plátanos para passeios a pé ou de bicicleta. O alojamento oferece ainda várias experiências que nos aproximam do “saber fazer local” como, por exemplo, a confeção de pão caseiro no forno a lenha.

Alameda dos Plátanos, na Povoação (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Outros alojamentos recomendados em Nordeste e Povoação:

Casa Vista da Marquesa (Nordeste, a partir de 71€/noite): casa com um quarto e uma área de estar exterior. À chegada, é oferecido um cesto com produtos locais.

Casa Vista da Marquesa (Foto por Booking)

Hotel do Mar (Povoação, a partir de 81€/noite): quartos de hotel de 4 estrelas com piscina e jacuzzi

Hotel do Mar ( Foto por Booking)

The Lince Nordeste (Nordeste, a partir de 223€/noite): quartos confortáveis e espaçosos num hotel de 4 estrelas com spa, piscina interior e piscina exterior.

O Lince Nordeste (Foto por Booking)

Casa do Cinzeiro (Nordeste, a partir de 279€/noite): uma bela casa com vista para o mar, 2 quartos e piscina exterior, ideal se estiver a viajar com a família ou amigos.

A bela Casa do Cinzeiro ( Foto por Booking)

Pode ver mais alojamentos em Nordeste e Povoação aqui:

Onde ficar no Norte: Ribeira Grande e Rabo de Peixe

Ribeira Grande é a segunda principal cidade de São Miguel, menos turística e com muitas opções de alojamento e restauração. Já Rabo de Peixe, a cerca de 10 minutos da Ribeira Grande, é uma pequena vila de pescadores que lhe será familiar pelo episódio dos anos 80 que até levou à criação de uma famosa serie na Netflix. Ambos os locais são uma excelente zona para ficar em São Miguel, devido à sua localização central e à quantidade de opções de restauração depois de um dia a explorar a ilha.

Pôr do sol em Tuka Tulá, Santa Bárbara, Ribeira Grande (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na RandomTrip ficámos na nossa última visita em 2025 umas noites em Rabo de Peixe, na Quinta do Paraízo (a partir de 140€/noite), parte das Casas Açorianas, uma casa onde a família passava férias e que agora ganhou uma nova vida graças à filha, a simpática Biló, e ao seu projeto de turismo rural. Pode ver as stories que fizemos nesses dias em São Miguel, onde os alojamentos são mostrados neste link.

Inês a chegar à Quinta do Paraízo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A quinta tem 3 quartos na casa principal e um estúdio, onde ficámos na Randomtrip, com pequeno-almoço buffet incluído. Um verdadeiro paraízo verde cheio de árvores de fruto.

A quinta tem uma piscina exterior (água aquecida, exceto no verão), um bungalow que funciona como uma área comum coberta onde os hóspedes podem cozinhar, ler ou até jogar um jogo de tabuleiro. Quando lá fomos estavam a terminar um espaço na quinta onde se poderá praticar yoga e/ou meditação com vista para o mar e para diferentes zonas de São Miguel. Sem dúvida, o lugar da quinta com a melhor vista.

No nosso caso, ficámos no estúdio que dá diretamente para o jardim e tem uma mini-cozinha, e os outros quartos estão localizados na casa principal.

O nosso estúdio na Quinta do Paraízo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Outros alojamentos que recomendamos em Ribeira Grande:

Mitós Vila (a partir de 50€/noite): apartamentos e moradias para duas pessoas a um bom preço.

Mitós Vila, uma excelente e económica opção na Ribeira Grande (Photo by Booking)

Central House (a partir de 80€/noite), uma casa espaçosa e confortável com dois quartos para um máximo de 6 pessoas.

Central House (Foto de Booking)

Quinta do Passo (a partir de 108€/noite): moradias com 1 ou 2 quartos e piscina exterior, a 7 minutos a pé da praia

Pico do Refúgio (a partir de 130€/noite) é uma propriedade do século XVII que já foi um forte da milícia, casa de artistas e até uma fábrica de chá. Hoje, é um dos locais mais elegantes para ficar nesta parte da ilha: apartamentos e lofts num cenário de sonho.

Uma das melhores opções para ficar na Ribeira Grande: Pico do Refugio. Reserve aqui (Foto de Booking)

Verde Mar & Spa (a partir de 160€/noite), um hotel de 5 estrelas, é uma das melhores opções na Ribeira Grande:

Verde Mar & Spa (foto de Booking)

Santa Bárbara Eco-Beach Resort (a partir de 165€/noite): Aqui pode mimar-se com uma estadia à beira-mar na capital do surf (com a opção de aulas de surf, claro).

Santa Barbara Eco-Beach Resort (Foto por Booking)

Pode ver mais alojamentos na Ribeira Grande aqui:

Onde ficar no Noroeste: Capelas e arredores

A zona noroeste de São Miguel, entre a Ribeira Grande e os Mosteiros, é talvez uma das menos conhecidas e, por isso, menos turística e mais sossegada, mas ainda assim bem localizada e relativamente central para explorar a ilha, e com melhores preços.

Miradouro do Pesqueiro, Capelas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na RandomTrip ficámos na nossa última visita em 2025 por algumas noites em São Vicente (junto a Capelas), na Quinta de Nossa Senhora de Lourdes (a partir de 90€/noite), parte das Casas Açorianas. Pode ver as stories que fizemos nesses dias em São Miguel, onde os alojamentos são mostrados neste link.

A piscina com vista para o mar na Quinta de Nossa Senhora de Lourdes (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Construída há mais de cem anos (data de 1888), o nome da Quinta de Nossa Senhora de Lourdes advém da existência de um nicho na fachada principal da casa com Nossa Senhora de Lourdes, protetora dos marinheiros. Toda a quinta era ocupada por vinhas que produziam as uvas utilizadas na produção de um famoso vinho (era uma das maiores casas de vinho da zona) e ainda hoje os anfitriões produzem um delicioso vinho abafado, típico da ilha.

Jardim com vinhas à entrada da Quinta de Nossa Senhora de Lourdes e portas de dois dos quartos (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Vinho abafado da Quinta Nossa Senhora de Lourdes, uma delícia (Fotografia de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A Quinta de Nossa Senhora de Lourdes tem 3 quartos duplos com casa de banho privativa (alguns até com uma pequena cozinha) rodeados por um belo jardim, mais a casa principal onde vive o encantador casal responsável por este belo projeto, Esmeralda e Anselmo.

Um dos quartos com casa de banho privativa na Quinta de Nossa Senhora de Lourdes (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
O quarto duplo com casa de banho e kitchenette onde ficámos na Randomtrip (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

O melhor deste alojamento, para além dos seus anfitriões, é que tem vários espaços comuns como a fantástica piscina com vista para o mar, para a ilha e para o famoso “rochedo em forma de elefante”, onde se pode tomar o pequeno-almoço no terraço, se o tempo estiver bom, ou no interior com a vista, nos dias mais frescos. O alojamento dispõe ainda de um pequeno ginásio e de dois salões comuns, um com uma pequena garrafeira e mesa de bilhar, e outro com sofás, piano e acesso a um pátio com uma fonte que convida a relaxar.

Os anfitriões, Esmeralda e Anselmo, são pessoas encantadoras com quem se pode aprender muito sobre a ilha e sobre as particularidades de Capelas (era aqui que se situava o antigo porto e fábrica de baleação da ilha de São Miguel). Se tiver tempo, mostrar-lhe-ão a propriedade e os seus diferentes espaços. As salas são um autêntico museu etnográfico com uma infinidade de objectos da vida na ilha: vários instrumentos da época da baleação, barris e diferentes prensas da adega, ferramentas utilizadas para trabalhar os campos, etc..

Outros alojamentos que recomendamos em Capelas:

São Vicente Lodge Panoramic Retreat (a partir de 63€/noite): um alojamento ideal quer sejam duas pessoas ou um grupo de até 10 pessoas, uma vez que têm tanto quartos duplos como uma casa com 5 quartos. Além disso, o alojamento tem áreas comuns, como uma piscina exterior e um jardim com churrasco.

São Vicente Lodge Retiro Panorâmico (Foto por Booking)

Solar Pontes (a partir de 64€/noite): quartos duplos confortáveis, alguns com vista para o mar, outros com vista para a vegetação açoriana.

Solar Pontes (Foto de Booking)

Acorsonho (a partir de 107€/noite): pequenos apartamentos, todos com acesso às piscinas interior e exterior, ginásio, campo de ténis, sala de jogos e até mini-golfe.

Acorsonho (Foto de Booking)

Quinta da Tilia Boutique Retreat (a partir de 174€/noite): se estiver a viajar com a sua família ou grupo, esta villa com vista para o mar e um enorme espaço exterior tem 3 quartos.

Quinta da Tilia Boutique Retreat (Foto por Booking)

Casa do Vale do Sossego (a partir de 246€/noite): casa do século XVIII com 5 quartos espaçosos e confortáveis e um grande jardim com barbecue.

Casa do Vale do Sossego (Foto por Booking)

Quinta das Flores (a partir de 300€/noite): casa de campo bem cuidada com 2 quartos, piscina exterior e jardim

Quinta das Flores (Foto por Booking)

Pode ver mais alojamentos em Capelas e arredores aqui:

Onde ficar em Lagoa, Caloura e Vila Franca do Campo

Se pretender ficar no sul da ilha, com uma localização central para visitar todas as zonas de São Miguel mas longe da agitação de Ponta Delgada, existem várias opções nos arredores, como Lagoa, Caloura ou Vila Franca do Campo, com opções de restauração e preços um pouco mais acessíveis.

O ilhéu de Vila Franca (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na RandomTrip ficámos na nossa última visita, em 2025, durante algumas noites num verdadeiro moinho de vento convertido em alojamento!

Já se imaginou a ficar num moinho de vento nos Açores? (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).

Este moinho do século XIX, em Feteiras, a 20 minutos da capital, era o moinho que abastecia a população da vila de trigo e outros cereais. O Moinho das Feteiras (a partir de 160€/noite), que faz parte das Casas Açorianas, tem três pisos: a cozinha e a sala de estar no piso inferior, a casa de banho no piso intermédio e um quarto fascinante com janelas de 360º e vista para o mar no piso superior.

O fantástico quarto no último andar do Moinho das Feteiras (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
A sala de estar com cozinha, assim que se entra no moinho, no rés do chão (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados).

Para além do moinho, o alojamento mais original e marcante da propriedade, a quinta possui ainda dois antigos celeiros reconstruídos para turismo rural, construções típicas que coexistiam com os moinhos da época, destinados ao armazenamento de cereais e produtos similares. Cada celeiro do Moinho das Feteiras oferece muito conforto e vista para o mar, podendo alojar até 4 pessoas.

Pode ver as stories que fizemos nesses dias em São Miguel, onde os alojamentos são mostrados neste link.

Eis algumas outras sugestões de alojamento:

Caloura Hotel Resort (a partir de 100€/noite): na Caloura, hotel de 4 estrelas com vistas deslumbrantes para o mar

Quartos com vista mar e piscina na Caloura, no Caloura Hotel Resort. Foto de Booking

White Exclusive Suites & Villas (a partir de 200€/noite): em Lagoa, situado numa baía de rocha vulcânica e vestígios da antiga arquitetura açoriana.

Imagina-se a apreciar um pôr do sol aqui? Um dos sítios mais incríveis para surpreender alguém. Reserve aqui

Sul Villas & Spa (a partir de 238€/noite): em Lagoa. Aqui pode desfrutar de vistas panorâmicas sobre o Atlântico a partir das villas e da piscina exterior de água salgada:

Sul Villas & Spa: um Éden micaelense. Foto de Booking

Pode ver mais alojamentos no sul de São Miguel aqui:

Onde ficar em Sete Cidades

A Lagoa de Sete Cidades é, sem dúvida, um dos locais mais emblemáticos de São Miguel, e é possível pernoitar na pequena aldeia com o mesmo nome, à beira da lagoa (ou nas proximidades). É importante notar que as opções de restauração nas Sete Cidades são muito limitadas (existem mais algumas nos Mosteiros, a cerca de 15 minutos de distância), por isso, se decidir ficar por aquí, é melhor optar por um alojamento com cozinha…

A deslumbrante Lagoa das Sete Cidades (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na RandomTrip ainda não ficámos em Sete Cidades, mas aqui estão alguns alojamentos que guardámos para futuras visitas a São Miguel.

Sete Cidades Nature Villa (a partir de 159€/noite): moradias com 1, 2 ou 3 quartos (e cozinha ou kitchenette, claro), a 13 minutos a pé da lagoa

Quarto numa das villas do Sete Cidades Nature Villa (Photo by Booking)

Quinta da Queiró (a partir de 159€/noite): quinta com diferentes tipologias de casas (todas com cozinha ou kitchenette), com 1, 2 ou 3 quartos.

Um dos quartos da Quinta da Queiró (Foto de Boking)

Lake Cottage Panoramic View (a partir de 238€/noite): uma casa com dois quartos e um terraço deslumbrante com vista para a Lagoa das Sete Cidades.

Quarto de Lake Cottage Panoramic View (Foto: Booking)

Sete Cidades Lake Cabin – Casa da Lagoa (a partir de 300€/noite): Consegue imaginar-se a acordar com estas vistas? Este chalé tem dois quartos e uma vista de cortar a respiração. Tem 165 m2 e como uma imagem vale mais do que mil palavras, aqui vai ela:

Sete Cidades Lake Lodge (a partir de 334€/noite) também tem canoas e bicicletas para explorar a lagoa por sua conta.

Sete Cidades Lake Lodge, um oásis de paz na Lagoa das Sete Cidades (Photo by Booking)

Pode ver mais alojamentos em Sete Cidades aqui:

Onde ficar nos Mosteiros

Se gosta de ver o pôr do sol, Mosteiros é o local ideal para o apreciar em São Miguel, para além de ser uma zona muito tranquila. No entanto, estará num extremo da ilha, pelo que demorará mais tempo a chegar ao outro extremo da ilha, como o Nordeste ou as Furnas, pelo que não recomendamos que faça dos Mosteiros a sua base para toda a viagem, mas sim um local para passar algumas noites e explorar esta parte da ilha.

Pôr do sol nos Mosteiros (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na RandomTrip não tivemos oportunidade de ficar nesta zona da ilha, mas aqui ficam alguns alojamentos que guardámos para futuras visitas a São Miguel:

Canto Do Mar (a partir de 149€/noite): casas com um ou dois quartos (com capacidade para 5 pessoas) a 15 minutos a pé da praia dos Mosteiros e do seu fantástico pôr do sol.

Terraço do Canto Do Mar (Foto por Booking)

Mosteiros Beach House 10 (a partir de 156€/noite): uma casa de dois quartos bem equipada, com cozinha e churrasqueira, mesmo na praia dos Mosteiros, ideal para quem gosta de adormecer e acordar ao som do mar.

Terraço do Mosteiros Beach House 10 (Foto por Booking)

Villa Varzea (a partir de 170€/noite): uma villa centenária restaurada muito perto dos Mosteiros, num cenário ideal e com vários tipos de quartos.

Quarto na Villa Várzea, reservar aqui

Sensi Nature and Spa (a partir de 180€/noite): turismo rural com 20 quartos, piscina exterior infinita, piscina interior e um terraço incrível para ver o sol no mar.

A piscina infinita do Sensi, onde pode desfrutar de um dos melhores pores-do-sol da ilha. Foto de Booking.

Blue OceanView Relaxing Cottage (a partir de 217€/noite): uma bela casa que acomoda até 4 pessoas (1 quarto e um sofá-cama) com vistas deslumbrantes sobre o mar, a 4 minutos a pé da praia dos Mosteiros.

Blue OceanView Relaxing Cottage (Foto por Booking)

Mosteiros Place (a partir de 404€/noite): apartamentos de 4 estrelas para 2 a 4 pessoas, com design minimalista e piscina exterior com vistas deslumbrantes para o mar.

Pode ver mais alojamentos em Mosteiros aqui:

Lembre-se de que todos os preços mencionados neste artigo são aproximados e podem mudar consoante o tipo de quarto e a época.

Restaurantes que recomendamos em São Miguel

A gastronomia é um dos pontos fortes dos Açores, e se há algo que não falta em São Miguel são restaurantes e variedade gastronómica, desde o mais tradicional à cozinha de fusão.

Antes de recomendar restaurantes específicos, deixamos-lhe alguns dos pratos típicos que pode experimentar:

  • Bolo lêvedo: pão doce (e, avisamos, viciante) típico dos Açores, originário da zona das Furnas, e semelhante (mas não igual) ao Bolo do Caco da Madeira. Os melhores e mais tradicionais são os da Glória Moniz e da Rosa Quental, embora o possa encontrar praticamente em qualquer lugar da ilha.
Bolo Lêvedo com queijo fresco na Rosa Quental. (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Queijo fresco com pimenta da Terra, servido em folha de conteira: traduzido, queijo fresco com pimenta da Terra (molho preparado com uma especiaria feita a partir de pimentas) servido em folha de gengibre havaiano. É frequentemente servido como entrada em muitos restaurantes e é delicioso.
Queijo fresco com pimenta da Terra, uma entrada que esteve presente em todos os dias que passámos em São Miguel (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Lapas: típicas também na Madeira ou nas Canárias, nos Açores costumam ser servidas grelhadas acompanhadas de limão e/ou um molho de manteiga e alho.
Lapas, outro prato que não falta numa refeição tradicional (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Cracas: crustáceo da família dos percebes (balanos). Costumam ser preparadas cozidas em água do mar com cebola e alho, e são normalmente servidas como entrada.
  • Cozido vulcânico: devido à atividade geotérmica dos Açores, a população local começou há muito tempo a aproveitar esse calor para preparar comida. Hoje em dia, o prato mais típico é o cozido vulcânico, que se prepara colocando todos os ingredientes numa panela que é enterrada nos buracos de uma zona com calor geotérmico e deixada lá durante horas. O mais famoso é o Cozido das Furnas (pode ver restaurantes recomendados onde o provar aqui), embora também o façam perto de Ribeira Grande, no Bar Restaurante Caldeiras
Cocido vulcânico das Furnas e o seu leve sabor (e cheiro) a enxofre (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Bife à regional: um dos pratos mais emblemáticos de São Miguel, muito consumido também pela população local. Trata-se de um bife (geralmente de muito boa qualidade) cozinhado ao seu gosto, acompanhado por um molho de alho, manteiga e louro (existem várias receitas, podendo também incluir cerveja, brandy, vinho, etc.), com batatas fritas, pimenta da terra e um ovo estrelado por cima. Encontras-o praticamente em todos os restaurantes da ilha, embora, se perguntares à população local, os que costumam aparecer sempre na lista dos melhores sejam o O Galego, a Associação Agrícola ou o Alcides. Na Randomtrip provámos os 3 (alguns várias vezes, e outros em restaurantes diferentes) e no nosso veredito ganhou o do O Galego e o do Botequim Açoriano, que, embora não apareça normalmente nas listas, nos pareceu um dos melhores
Bife à Regional, este, do Botequim Açoriano (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Bife de atum: os Açores são famosos pelas carnes e laticínios das vacas, mas também é possível encontrar peixe de grande qualidade. Um dos pratos típicos é o bife de atum, um filete de atum fresco de boa qualidade, cozinhado ao seu gosto e preparado de diferentes formas. O nosso favorito é também o do Botequim Açoriano, um dos melhores que já provámos.
El espectacular "Bife de Atum" con boniato del restaurante Botequim Açoriano
O espetacular «Bife de Atum» com batata-doce do restaurante Botequim Açoriano (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Peixe fresco: além do atum, também é possível comer outros tipos de peixe fresco em São Miguel. Os que costumam ser melhores e mais saborosos são o goraz (besugo), a veja (vieja), a abrótea (brótola), a boca negra (gallineta), a raia (raia)… Recomendamos que experimente no Bar Caloura ou também no Botequim Açoriano (provámos a raia e estava incrível)
  • Morcela com ananás: morcela com ananás (de São Miguel), muito típica como entrada, pode encontrá-la em muitos restaurantes.
  • Polvo guisado: guisado de polvo muito típico das Açores, com batata e muitos outros ingredientes, e costuma ser um dos pratos que se cozinham na véspera de Natal.
  • Sopas do Espírito Santo: as festas do Espírito Santo (7 semanas após o Domingo de Páscoa) são das mais importantes em todas as ilhas dos Açores, e no último dia da festa serve-se esta sopa. A receita varia de ilha para ilha, mas geralmente leva carnes, enchidos, batatas, legumes, pão… Se a sua visita coincidir com estas festas, terá a oportunidade de a provar.
  • Chicharros fritos com molho de Vilão: outro prato muito típico dos Açores. São carapaus fritos com um molho especial que leva sal, alho, pimenta da terra, vinho, vinagre… Experimente-os no Mané Cigano
  • Queijada da Vila: doce típico de Vila Franca do Campo (daí o nome), são fabricadas na Queijadas do Morgado (pode ver o processo de produção), embora as encontre por toda a ilha. É um pequeno doce conventual que, ao que parece, foi criado pelas freiras do Convento de Santo André
As famosas Queijadas do Morgado de Vila Franca do Campo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Fofas da Povoação: doce típico de Povoação, semelhante a um éclair. Em teoria, as originais eram da Dona Angelina, já falecida, e dizem que ainda se podem encontrar no café/supermercado da sua família. Na Randomtrip provámo-las no Pic Nic, por recomendação da nossa amiga micaelense Raquel.
Fofas de Povoação, uma descoberta recente e… deliciosa (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Bolo de ananás dos Açores: sendo os ananases algo típico de São Miguel, tinha de haver alguma sobremesa com eles. A base leva farinha, leite, ovo, açúcar, margarina e fermento, e por cima vai o ananás com açúcar e água. Delicioso! Encontrá-lo-á em muitos restaurantes da ilha.
Bolo de Ananás, este, da Queijaria Furnese (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Algumas bebidas que também recomendamos que experimente em São Miguel:

  • Chá de São Miguel: com as plantações de chá mais antigas da Europa, é claro que tem de provar ochá. Pode fazê-lo nas próprias plantações (Gorreana ou Porto Formoso), ou em praticamente qualquer bar, hotel ou restaurante da ilha. No entanto, se quiseres aprender mais, recomendamos que participes em algumas das experiências oferecidas no Chalet Da Tia Mercês, nas Furnas (apenas mediante reserva com pelo menos 48 horas de antecedência)
Chá em Porto Formoso, uma das poucas plantações de chá da Europa (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Kima de maracujá: poderíamos dizer que, numa comparação um pouco forçada, esta bebida refrescante seria como o Trina açoriano com sabor, como não poderia deixar de ser, a maracujá. Embora também exista com sabor a ananás, é a de maracujá que podemos dizer que é a bebida mais famosa dos Açores e aquela de que mais sentimos falta nós, que ficámos viciados nela enquanto viajávamos por lá. É produzida pela Melo Abreu (que talvez conheça pela cerveja Especial), uma fábrica em Ponta Delgada cuja história remonta a 1892.
Não costuma faltar uma Kima de Maracujá na mesa de jantar. Aqui, na Associação Agrícola de São Miguel (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

A seguir, deixamos-lhe várias recomendações de restaurantes de que gostámos nas diferentes zonas da ilha.

RandomTIP: O ideal é reservar os restaurantes, sobretudo na época alta (de junho a setembro), e lembre-se de que nos Açores — tal como em todo o país — o jantar costuma começar entre as 19h00 e as 21h00, pelo que reservar mais tarde pode ser difícil ou impossível, dependendo do restaurante.

Onde comer em Ponta Delgada e no sul da ilha

Embora Ponta Delgada seja onde se concentra a maior oferta de restaurantes, acreditamos que estes têm vindo a piorar com o aumento do turismo (menos quantidade, preços mais caros, pior qualidade…). Ainda assim, há várias opções recomendáveis em Ponta Delgada (mais abaixo recomendamos opções noutras zonas do sul):

  • Tasquinha Vieira: caro, mas muito, muito bom, cozinha de fusão. O arroz que provámos estava espetacular. Pagámos 56 € por 2 pratos, uma garrafa de vinho e uma sobremesa
  • A Tasca: opção BBB (bom, bonito e barato), mas não aceitam reservas, por isso há que ficar na fila (no verão costuma ser longa). Na nossa opinião, é bom, mas não deixe de fazer planos pela ilha só para ficar na fila do restaurante, há outras opções e também não é que seja algo único. Se decidir tentar, ten de deixar o nome e ficar por perto, pois vão chamando…
  • Õtaka: restaurante de cozinha Nikkei de fusão. Têm vários menus de degustação (a partir de 75 € por pessoa) ou pode pedir à la carte. É um pouco caro, mas vale a pena se procura uma opção diferente. Abriram outro restaurante nas proximidades, o Ají, que também parece bom, embora ainda não o tenhamos experimentado
  • Alcides: um dos restaurantes tradicionais mais míticos de Ponta Delgada, onde se pode saborear o famoso «bife à regional». É imprescindível reservar. Pagámos 50 € para duas pessoas, com uma entrada, dois pratos, uma garrafa de vinho, uma sobremesa e cafés em 2015, mas os preços têm subido bastante
  • Adega do Mestre André: fomos lá umas duas vezes, uma vez provámos os filetes de abrótea e na outra os bifes; é uma boa opção em Ponta Delgada a um preço razoável (dois bifes, uma sobremesa e meio litro de vinho por 50 €).
Está a tornar-se cada vez mais conhecido, por isso o ideal é reservar. Da última vez que lá fomos, em 2026, já não conseguimos mesa por acaso… (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Cais 20: também mítico em Ponta Delgada, pois fica aberto até muito tarde (2 da manhã). Recomendado para tapas, marisco e peixe. Fomos com a nossa amiga micaelense Raquel e ela explicou-nos que é muito típico pedir um «absurdo» (uma imperial com um pratinho de camarões cozidos)
Cais 20, uma opção ideal para ir fora do horário normal (de certeza que um dia irá recorrer a ela, já que em Ponta Delgada os restaurantes costumam fechar a cozinha cedo…)
  • O Galego: disputa com o Alcides e a Associação Agrícola o título de melhor bife à regional de São Miguel, mas, na nossa opinião, é o melhor. Pagámos 42 € por uma entrada, dois pratos, duas cervejas e dois cafés. O bife é servido meio ou inteiro; na nossa opinião, meio é mais do que suficiente para uma pessoa.
"Bife à Regional" en O Galego
Bife à Regional no O Galego, considerado um dos melhores da capital (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Rotas da Ilha Verde (vegetariano): um dos poucos restaurantes vegetarianos da ilha, com pratos criativos e de grande qualidade, está aberto há mais de 20 anos. Tentámos ir lá várias vezes, mas ou estavam fechados ou estavam lotados; esperamos conseguir ir na nossa próxima visita. É imprescindível reservar com alguma antecedência.
  • Ta Gente: recomendado para tapas ou cocktails, embora os preços sejam um pouco caros.
  • Nonna’s Teeth: pizzas maravilhosas de massa fina napolitana, têm apenas cerca de 7 opções e mudam a pizza do mês, a Nonna. As melhores que provámos na ilha (na verdade, em todo o arquipélago). Pedimos uma pizza Rockys e uma pizza Se Scampi, meio litro de vinho da casa, uma água com gás e uma sobremesa (cannolo) e pagámos 49,30 €. À hora do almoço é mais fácil encontrar lugar se for cedo; à hora do jantar, começa a encher às 19h15… Voltámos várias vezes depois, de tão boas que estavam.
  • Forneria São Dinis: pizzas muito boas em forno a lenha. Pagámos 42 € por uma entrada, duas pizzas, uma garrafa de vinho e água.
Nuestra mesa en Fornería São Dinis, de las mejores pizzas de la isla
A nossa mesa na Forneria São Dinis, uma das melhores pizzas da ilha
  • Mané Cigano: restaurante muito conhecido localmente, onde se pode provar a gastronomia típica açoriana. Destacam-se os chicharros fritos, e os preços são bons. Infelizmente, só abre das 12h às 15h e costuma ficar cheio.
  • Restaurante Michel: não chegámos a ir, mas foi-nos recomendado no festival Tremor para provar a gastronomia local (lapas, atum, etc.)
  • Jardim Natural Food & Coffee: pequeno quiosque-restaurante no coração do Jardim Botânico António Borges, com comida saudável, bons preços e um ambiente agradável.
  • Palma Sushi: se lhe apetecer sushi, falaram-nos muito bem deste
  • Taberna na Boavista: restaurante de tapas (petiscos) saborosas e originais, embora um pouco caro. Pedimos o polvo picante, batatas bravas, camarão na taberna e o banh-mi, tudo delicioso; com dois copos de vinho e uma água, pagámos 60 €.
  • Clube União Micaelense: pequeno bar super local onde se pode beber cerveja a bons preços e petiscar algo.
  • Mascote: outro restaurante local com excelente relação qualidade-preço
  • Restaurante Aliança: não tivemos tempo de experimentar, mas um morador local disse-nos que, para ele, é o melhor bife de São Miguel, melhor do que o do O Galego, Alcides, etc.
  • Anfiteatro: em pleno Portas do Mar de Ponta Delgada, aqui poderá saborear pratos da gastronomia tradicional com toques contemporâneos, preparados por alunos em formação.
  • Suplexio: Se lhe apetece um hambúrguer, não procure mais. Aqui encontrará hambúrgueres artesanais e, o melhor para acompanhar, um bar com cerveja artesanal portuguesa. O que mais se pode querer?
  • Bolos do Vale: cafetaria onde pode provar os famosos bolos levedos nos arredores de Ponta Delgada (pagámos 7,50 € por dois bolos levedos mistos e duas bebidas)
  • Confeitaria A Colmeia: pastelaria local onde preparam, no Natal, o famoso bolo rei com ananás dos Açores, o malamanhado
  • Gelataria Abracadabra: gelados artesanais com sabores da ilha (pitaya, maracujá, ananás…) e também os clássicos (chocolate, baunilha). Pedimos 2 gelados pequenos com 2 sabores cada e pagámos 5,60 €, muito saborosos.
Além de os gelados serem incríveis, as pessoas são ainda mais incríveis (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • A Gelateria: outra gelateria ítalo-açoriana que nos recomendaram, embora não tenhamos chegado a experimentá-la
  • Para comprar queijos: Rei dos Queijos ou Príncipe dos Queijos. Ambos também vendem, por vezes, manteiga de Flores (uma das melhores) e manteiga «Rainha do Pico».
  • Bares para tomar uma bebida em Ponta Delgada:
    • Cantinho dos Anjos: bar mítico e ponto de encontro onde se pode beber umas cervejas e ver o ambiente.
    • Raíz Bar: para tomar uma bebida com música ao vivo. Às sextas-feiras e sábados, a partir das 22h, costuma haver concertos de blues, jazz, rock, folk ou sons africanos.
    • Resvés: bar de cocktails sempre com ambiente e boa música
    • petrichor.bar: bar de cocktails muito interessante, cada cocktail conta uma história inspirada nos Açores.
    • Outro Lado: outro bar de cocktails que nos recomendaram no festival Tremor.

Fora de Ponta Delgada, mas na zona sul da ilha, também tem muitas opções. Aqui ficam as nossas recomendações:

  • O Rui (Lagoa): restaurante local com bom aspeto. Queríamos algo rápido e leve e pedimos uma bifana de atum e um prego de bife, uma imperial e uma água. Pagámos 17 €, tudo muito saboroso. Os outros pratos também tinham bom aspeto.
  • Pizzaria Rosárium (Lagoa): restaurante italiano que nos recomendaram em Lagoa, mas não chegámos a ir.
  • Borda D’Agua (Lagoa): recomendado para comer peixe fresco.
  • Bar Caloura (Caloura): excelente restaurante à beira-mar para comer peixe fresquíssimo; pergunte o que têm do dia e vá cedo, pois não aceitam reservas.
  • Casa do Abel (Caloura): dos mesmos donos do Bar Caloura, têm este outro restaurante especializado em carnes, embora não tenhamos chegado a experimentá-lo.
  • Mercado da Vila (Vila Franca do Campo): vários chefs de outros restaurantes da ilha juntaram-se e montaram este mercado onde se pode provar comida de diferentes lugares (Açores, México, Itália, Japão…). Não chegámos a experimentá-lo, embora os preços pareçam um pouco caros.
  • Restaurante Atlântico Azorean (Vila Franca do Campo): recomendado para sushi e peixe.
  • Queijadas de Vila Franca (Vila Franca do Campo): para provar as famosas «queijadas», uma delícia!

Onde comer no Norte e no Centro (Ribeira Grande, Rabo de Peixe e arredores)

Na nossa opinião, nesta zona come-se melhor, de forma mais local e mais barata. Aqui estão as nossas recomendações:

  • Associação Agrícola (Rabo de Peixe): opção lendária para provar o famoso bife à regional, embora, no nosso caso, tenhamos preferido O Galego. Pagámos 42 € por entrada, dois pratos, garrafa de vinho e dois cafés. É uma boa opção se viajar com pessoas que comem carne, mas você não, já que têm ambas as opções e contam com deliciosas opções vegetarianas. O Bife de Seitan à Associação é espetacular.
  • Botequim Açoriano (Rabo de Peixe): excelente restaurante onde comemos o melhor atum dos nossos dois meses nos Açores e um dos melhores bifes à regional. Também provámos outros peixes, lapas, morcela com ananás, etc., tudo muito saboroso. Excelente atendimento. É bom, mas os preços subiram muito (atum 25 €, bife 30 €)
  • O Pescador (Rabo de Peixe): outra boa opção para peixe, marisco e cataplana.
  • Restaurante O Silva (Ribeira Grande): várias pessoas locais recomendaram-nos este restaurante para provarmos o Arroz de Cherne, e na nossa última viagem conseguimos ir. Pagámos 55 € por um arroz para duas pessoas (38 €), uma garrafa de vinho e uma água. Dizem que o bife também é excelente, mas como o arroz era grande, não pudemos prová-lo.
  • Tuká Tulá (Ribeira Grande): uma boa opção para jantar com vista para o pôr do sol, à beira-mar. Pagámos 55 € por uma entrada, dois pratos, dois gin tónicos, uma garrafa de vinho, sobremesa e dois cafés.
Atardecer en el Tuká Tulá, Santa Bárbara
Pôr do sol no Tuká Tulá, Santa Bárbara
  • Snack Bar Carlos Freire (Ribeira Grande): bar local para comer bem e barato
  • Restaurante Faria (Ribeira Grande): outro restaurante local com bons preços; em alguns dias, servem o famoso polvo guisado
  • Bar Restaurante Caldeiras (Caldeiras de Ribeira Grande): mesmo em frente às menos conhecidas Termas das Caldeiras, aqui também se prepara o famoso cozido vulcânico, tal como nas Furnas, além de outros pratos locais. Serviço muito bom
  • Já Marchava (Caldeiras de Ribeira Grande): food truck que não abre o ano todo, tem hambúrgueres deliciosos e sanduíches, recomendado para comer algo rápido. O casal que o gere foi encantador.
Que bem sabe um hambúrguer com vista (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Restaurante Maré Cheia (Porto Formoso): bastante fora do circuito turístico e recomendado pelas lapas, peixe fresco e a sua sopa de peixe.
  • Casa de Pasto O Amaral (Porto Formoso): também fora do circuito, recomenda-se os carapaus fritos, as lapas e o peixe
  • Cervejarias artesanais: Azores Brewing Company e Vulcana: se é fã de cerveja artesanal, nos arredores de Ribeira Grande tem dois sítios onde pode provar algumas cervejas locais. A área exterior da Azores Brewing Company é super fotogénica, com um mural e uma espécie de «casa-bolha» transparente com mesas para desfrutar da cerveja; no entanto, em termos de cerveja, gostámos ainda mais da Vulcana, e ao que parece organizam frequentemente eventos com música ao vivo (pode consultar a agenda aqui)

Onde comer nas Furnas

As Furnas destacam-se pelo uso do calor geotérmico na cozinha. A seguir, deixamos-lhe os restaurantes que recomendamos:

  • Chalet da tia Mercês: projeto local sustentável, com produtos locais de todas as ilhas (é necessário reservar com pelo menos 2 dias de antecedência). Oferecem várias experiências, como os brunchs (Geotermal ou All Azores Tea Brunch) ou as degustações de mel e águas, tudo centrado no aproveitamento do calor vulcânico das Furnas e na sua variedade de águas. Na nossa primeira vez, experimentámos o All Azores Tea Brunch (com produtos de todas as ilhas), e na segunda, o Brunch Geotérmico, onde a Paula nos explicou imensas curiosidades sobre as diferentes águas potáveis das Furnas, como as águas e as temperaturas influenciam a preparação do chá, fez-nos um «chá mágico» que muda de cor e provámos vários alimentos cozinhados utilizando o calor das Furnas de diferentes formas (ovos, queijos, mandioca, etc.). Parece-nos um plano perfeito para aprender mais sobre a região.
  • Restaurantes para provar o cozido das Furnas (recomenda-se reservar em qualquer um deles)
    • Tonys: uma das opções mais conhecidas, costuma estar bastante cheio
    • Vale das Furnas: junto ao parque de campismo das Furnas, recomendado pela nossa amiga Iolanda, que nos diz que tem uma boa relação qualidade-preço
    • Caldeiras e Vulcões: também bastante famoso, e oferece a opção de cozidos veganos
    • Miroma: os locais elogiaram-nos o cozido deste restaurante
    • Banhos Férreos: experimentámos durante a nossa última visita à ilha e adorámos
  • Restaurante do Terra Nostra: embora seja mais caro, é excelente, segundo nos contaram os nossos amigos Iggy e Luis, que ficaram hospedados no hotel e provaram o cozido no restaurante.
Cocktails com flores do parque Terra Nostra, no restaurante do Terra Nostra (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Queijaria Furnense: para provar e comprar o queijo típico feito com salmoura da água amarga das Furnas (uma das 70 águas minerais da região), com gás e rica em ferro. Aqui são produzidos cerca de 340 queijos por dia, de 5 variedades diferentes, sendo o queijo amanteigado omais vendido. Na ilha, é conhecido comoqueijo do vale(do Vale das Furnas), e a ideia de criar o queijo e a queijaria partiu da proprietária, aos 16 anos, que queria criar um queijo diferente. Recomendamos que peça a tábua de queijos para provar vários.
  • Gloria Moniz e Rosa Quental: para provar os famosos bolos levedos, originários daqui das Furnas. São servidos simples ou com vários recheios (manteiga, queijo fresco, misto, queijo e chouriço,…)

Onde comer no Oeste (Mosteiros e Sete Cidades)

Nesta zona temos menos opções e, para os melhores, é necessário reservar; tenha isso em conta se ficar hospedado por aqui:

  • O Américo de Barbosa (Mosteiros): especializado em polvo assado, foi-nos recomendado por muitos habitantes locais. Especialmente no verão, é imprescindível reservar.
  • Gazcidla (Mosteiros): outra opção para polvo assado
  • Seaside Vibez (Mosteiros): bar com petiscos (hambúrgueres, asas de frango, cheese fingers, etc.) com vista para o pôr do sol.
Poço da Pedra (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)
  • Pizzeria Fantasia (Mosteiros): boas pizzas em forno a lenha e tiramisu. É imprescindível reservar e ser pontual. Infelizmente, parece que fechou definitivamente
  • O Sole Mio (Ginetes): pizzas muito saborosas, restaurante italiano
  • Restaurante O Raião (Candelaria): buffet livre de comida local saborosa e barata (12 €)
  • São Nicolau e Lagoa Azul (Sete Cidades): ambos são buffets livres de comida local, as excursões costumam parar aqui.
  • O Poejo (Sete Cidades): para comer qualquer coisa (têm entradas, sanduíches e pratos do dia) ou para lanchar.

Onde comer no Nordeste e na Povoação

Esta zona «mais remota» de São Miguel não tem muitas opções e, na verdade, algumas das que experimentámos nem sequer as incluímos porque não eram de grande qualidade. Aqui ficam as que nos agradaram:

  • Os Melos e Poço Azul (Achadinha): ambos são restaurantes com buffet livre; muitas excursões param aqui, pelo que costumam ficar cheios. Fomos ao Melos porque procurávamos algo rápido antes de fazer um trilho nas proximidades e não é mau, embora não fossemos lá de propósito (12 € por pessoa, bebidas à parte)
  • Casa de Pasto O Cardoso (Lomba da Fazenda): não chegámos a experimentar, mas recomendaram-nos para provar o bife, o atum e os chicharros fritos
  • Elias Snack Bar (Nordeste): para comer algo rápido em Nordeste, como hambúrgueres, bifanas e similares.
  • Tasca do Costa (Nordeste): recomendado pelo seu polvo; no nosso caso, chegámos tarde e já não havia muitas opções, por isso pedimos algumas sopas e uma tábua de queijos, tudo delicioso.
  • Tronqueira (Nordeste): restaurante com vista para o mar. Têm buffet, embora o que se destaque seja pedir à carta (peixe fresco, polvo à lagareiro, o bife…)
  • Sabores da Terra (Povoação): fomos sem grandes expectativas e ficámos agradavelmente surpreendidos com as suas lapas (as melhores que provámos em São Miguel) e o seu bife, o molho estava espetacular. Pagámos 44 € por umas lapas, um bife, frango grelhado, uma garrafa de vinho e água. Também recomendo vivamente o polvo à lagareiro.
  • O Riquim (Povoação): outra opção em Povoação, foi-nos recomendado pelaslulinhas. Pedimos as lulinhas grelhadas, frango grelhado, água, um copo de vinho e uma sobremesa por 33 €.
  • Pic Nic (Povoação): aqui provámos as famosas fofas de Povoação, estavam muito boas. 2 cafés e 2 fofas por 4,60 €
A provar as famosas Fofas da Povoação (Fotos de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Onde comer no Noroeste (Capelas e arredores)

Ficámos hospedados por duas noites perto de Capelas; é uma zona bastante autêntica, embora a oferta de restaurantes seja bastante limitada (se procurares mais opções, recomendamos que te dirijas a Rabo de Peixe ou à Ribeira Grande, que ficam nas proximidades)

  • Solar O Rei dos Frangos (São Vicente Ferreira): especializado em frango grelhado
  • A Baleia (Capelas): recomendado pelo bife e pelo atum
  • Café Canto do Cais (Capelas): muito recomendado pelos locais e com um excelente atendimento, embora a comida nos tenha parecido normal. Pedimos a sopa de peixe (boa) e uma travessa de peixe grelhado, muitos dos quais não nos agradaram (achamos que é melhor pedir diretamente um peixe específico ou outros pratos)

Roteiros de viagem por São Miguel

Como terá visto, se tiver lido todo o nosso guia, São Miguel tem muitos lugares incríveis para visitar, por isso, para ver tudo, necessitará de pelo menos uma semana completa.

Como nem sempre temos tanto tempo para desfrutar da ilha, deixamos-lhe várias sugestões de roteiros para desfrutar da ilha durante 3, 5 e 7 dias.

O que fazer em São Miguel em 2-3 dias (um fim-de-semana)

Um fim-de-semana é muito pouco tempo para São Miguel, por isso se este é o seu caso, recomendamos que escolha: ou fica numa zona ou assume que vai passar algum tempo na estrada e visita várias zonas de uma forma mais leve (nesse caso, recomendamos que se levante cedo!). Aqui está um roteiro de 2 dias e meio para visitar as zonas mais especiais de São Miguel (na nossa opinião)

Roteiro de 3 dias em São Miguel: Sete Cidades e Águas Termais

  • Dia 1: Chegada a São Miguel ao meio-dia e check-in no alojamento em Ponta Delgada. Visita à Lagoa do Fogo e seus miradouros, termas na Caldeira Velha e Salto do Cabrito. Jantar em Ponta Delgada. Os dias 2 e 3 são intercambiáveis sabendo que o dia das Furnas não requer bom tempo mas o dia das Sete Cidades requer.
  • Dia 2: Sete Cidades e Mosteiros. Começar no miradouro da Vista do Rei (em frente às ruínas do Hotel Monte Palace), continuar até Lagoa do Canário e Grota do Inferno (possibilidade de fazer o trilho da Serra Devassa), descer até Sete Cidades parando nos miradouros. Almoço no trilho ou em Sete Cidades. Continuar para os Mosteiros, visitando a Ponta de Ferraria com a sua água quente do mar, o miradouro da Ponta do Escalvado, e fazer praia/piscinas naturais no Mosteiro, onde também se pode apreciar o pôr-do-sol. Regresso a Ponta Delgada para jantar.
  • Dia 3: Furnas. Visitar Terra Nostra, Lagoa das Furnas, aldeia das Furnas e comer cozido. À tarde, ir aos diferentes miradouros, passar pela Praia do Fogo na Ribeira Quente e regressar às Furnas para Poça Dona Beija à noite.

O que fazer em São Miguel em 4-5 dias

4 ou 5 dias é o mínimo para visitar São Miguel e ter uma boa ideia da ilha, embora se conseguir uma semana, é melhor para ver tudo com mais calma e desfrutar e relaxar nas suas águas e zonas termais. Aqui está um roteiro de 5 dias.

Roteiro de 5 dias em São Miguel:

  • Dia 1: Chegada a São Miguel ao meio-dia e check-in no alojamento em Ponta Delgada. Visita à Lagoa do Fogo e seus miradouros, termas na Caldeira Velha e Salto do Cabrito. Jantar em Ponta Delgada. Os dias 2 e 3 são intercambiáveis sabendo que o dia das Furnas não requer bom tempo mas o dia das Sete Cidades requer.
  • Dia 2: Sete Cidades e Mosteiros. Começar no miradouro da Vista do Rei (em frente às ruínas do Hotel Monte Palace), continuar até Lagoa do Canário e Grota do Inferno (possibilidade de fazer o trilho da Serra Devassa), descer até Sete Cidades parando nos miradouros. Almoço no trilho ou em Sete Cidades. Continuar para os Mosteiros, visitando a Ponta de Ferraria com a sua água quente do mar, o miradouro da Ponta do Escalvado, e fazer praia / piscinas naturais no Mosteiro, onde também se pode apreciar o pôr-do-sol. Regresso a Ponta Delgada para jantar.
  • Dia 3: Furnas. Visitar Terra Nostra, Lagoa das Furnas, aldeia das Furnas e comer cozido. À tarde, ir aos diferentes miradouros, passar pela Praia do Fogo na Ribeira Quente e regressar às Furnas para Poça Dona Beija à noite. Regresso a Ponta Delgada para o jantar
  • Dia 4: Ponta Delgada e arredores. Visitar a cidade (portas da cidade, passeio, plantações de ananás, museu do Machado…), almoçar e à tarde ir para uma das zonas de praia/piscinas naturais (Milicias, Lagoa, Caloura, …) ou para as plantações de chá no norte.
  • Dia 5: Nordeste e Povoação. Visitar os diferentes miradouros (Ponta do Arnel, Ponta do Sossego, Ponta da Madrugada), o centro ambiental do Priolo, etc. Almoço no Nordeste ou Povoação e à tarde caminhada pelo trilho do Salto do Prego.

O que fazer em São Miguel numa semana (7 dias)

Com uma semana pode viajar um pouco mais devagar (ou fazê-lo a um bom ritmo para visitar muitos mais lugares), e para nós este é o número ideal de dias para visitar São Miguel.

Roteiro de uma semana em São Miguel:

  • Dia 1: Chegada a São Miguel ao meio-dia e check-in no alojamento em Ponta Delgada. Visita à Lagoa do Fogo e seus miradouros, termas na Caldeira Velha e Salto do Cabrito. Jantar em Ponta Delgada. Os dias 2 e 3 são intercambiáveis sabendo que o dia das Furnas não requer bom tempo mas o dia das Sete Cidades requer.
  • Dia 2: Sete Cidades e Mosteiros. Começar no miradouro da Vista do Rei (em frente às ruínas do Hotel Monte Palace), continuar até Lagoa do Canário e Grota do Inferno (possibilidade de fazer o trilho da Serra Devassa), descer até Sete Cidades parando nos miradouros. Almoço no trilho ou em Sete Cidades. Continuar para os Mosteiros, visitando a Ponta de Ferraria com a sua água quente do mar, o miradouro da Ponta do Escalvado, e fazer praia/piscinas naturais no Mosteiro, onde também se pode apreciar o pôr-do-sol. Regresso a Ponta Delgada para jantar.
  • Dia 3: Furnas. Visitar Terra Nostra, Lagoa das Furnas, aldeia das Furnas e comer cozido. À tarde, ir aos diferentes miradouros, passar pela Praia do Fogo na Ribeira Quente e regressar às Furnas para Poça Dona Beija à noite. Regresso a Ponta Delgada para o jantar
  • Dia 4: Ponta Delgada e arredores. Visitar a cidade (portas da cidade, passeio, plantações de ananás, museu do Machado…), almoçar e à tarde ir a uma das zonas de praia/piscinas naturais (Milicias, Lagoa, Caloura, …).
  • Dia 5: Nordeste e Povoação. Visitar os diferentes miradouros (Ponta do Arnel, Ponta do Sossego, Ponta da Madrugada), o centro ambiental do Priolo, etc. Almoço no Nordeste ou Povoação e à tarde caminhada pelo trilho do Salto do Prego.
  • Dia 6: Vila Franca do Campo. Pela manhã visita ao ilhéu de Vila Franca, regresso para o almoço, e à tarde Lagoa do Congro e Lagoa de São Brás.
  • Dia 7: Pela manhã, no trilho do Poço Azul/Salto da Farinha, almoçar na Ribeira Grande e à tarde visitar o centro de arte contemporânea Arquipélago. Ver o pôr-do-sol em Santa Bárbara e jantar no Tuká Tulá.

Transporte: alugar um carro em São Miguel

Como em todas as ilhas dos Açores, em São Miguel consideramos essencial alugar um carro para poder desfrutar ao máximo da ilha, aproveitar ao máximo o tempo para visitar todos os lugares recomendados neste guia ao seu próprio ritmo.

A explorar as Furnas com o nosso carro alugado (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Nós alugamos o carro na Autatlantis, tanto em São Miguel como no resto das ilhas, e correu tudo perfeição: a atenção à chegada foi rápida e eficaz, o carro (um Citroen C3) era novinho em folha e não tivemos qualquer problema. Praticamente todas as empresas incluem uma franquia no seguro, e a Autatlantis é uma das que tem a franquia mais baixa (700 euros, contra 1300-1500 euros de outras empresas).

A contemplar a Rocha do Elefante, em Capelas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Na nossa última visita a São Miguel, experimentámos outra empresa , a Magic Islands, que infelizmente não podemos recomendar. Fizemos a reserva diretamente com eles, com o seguro mais completo que ofereciam (plus). Tivemos um furo, que não estava coberto pelo seguro (em teoria, era necessário pagar um extra, mas em nenhum momento nos ofereceram essa opção, nem durante o processo de reserva nem ao levantar o veículo), e a gestão e o atendimento a partir daí foram péssimos: não respondiam às chamadas, apesar de estarmos no horário de contacto que nos indicaram, a seguradora não nos ofereceu assistência (tendo de tratar do reboque e de tudo o resto por nossa conta), faltavam os triângulos de sinalização no carro e tivemos de pagar um táxi desde onde estávamos (Nordeste) até Ponta Delgada para que nos dessem outro veículo. Ao devolver o veículo no final do aluguer, fomos recebidos com uma atitude arrogante e prepotente, ameaçando verbalmente que esperavam que tivéssemos fotos de alguns arranhões ou que nos iriam cobrar por eles (tínhamos um vídeo para confirmar que já existiam), ignoraram-nos durante bastante tempo, disseram-nos num tom de escárnio que tínhamos uma conta avultada para pagar (a despesa da reparação do pneu) e que «isto não teria acontecido se soubessem conduzir», num tom de escárnio. Um tratamento ao cliente completamente inaceitável e despropositado. Após muitas chamadas, e-mails e reclamações, concordaram em reembolsar-nos apenas o valor da assistência que nos deveriam ter prestado, tendo de pagar igualmente a substituição do pneu e o táxi. Recomendamos que não contrate a Magic Islands Rent A Car, que leia atentamente as condições e opiniões de cada empresa — e não apenas os preços —, e que contrate o seguro extra da DiscoverCars.

A apreciar as vistas na Lagoa do Fogo (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Os preços dos carros de aluguer em São Miguel raramente descem abaixo dos 25 euros por dia e, especialmente no Verão, recomendamos que faça a reserva com bastante antecedência para evitar ficar sem veículos ou que os poucos disponíveis atinjam preços elevados (durante algum Verão atingiram os 100 euros por dia e conhecemos várias pessoas que não conseguiram alugar um carro porque o deixaram para a última da hora).

Uma vista pela janela muito açoriana (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Pode consultar e comparar outras empresas com disponibilidade para as suas datas em comparadores como o DiscoverCars. Lembre-se de verificar bem as condições de aluguer de cada empresa (franquia, o que o seguro cobre, política de combustível, opiniões…) e não apenas o preço.

Se subir ao Pico Bartolomeu, vai querer parar para apreciar as vistas (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Estacionamento em Ponta Delgada: embora de um modo geral nos Açores não tenha de se preocupar muito com estacionamento, Ponta Delgada é a excepção porque se ficar no centro pode não haver estacionamento gratuito disponível. Esteja bem informado quando reservar o seu alojamento, para saber se tem estacionamento gratuito e/ou se tem parques de estacionamento públicos gratuitos nas proximidades.

Passeando por Ponta Delgada com os nossos amigos Luis e Iggy, os maiores fãs de São Miguel com quem já nos cruzámos na ilha várias vezes (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Outra opção, caso não haja carros de aluguer disponíveis ou se estes estiverem fora do seu orçamento, é alugar uma mota (scooter), embora, sinceramente, não o recomendemos devido às grandes distâncias que é necessário percorrer em São Miguel e ao clima instável e variável dos Açores.

Existe também a opção de se deslocar em transportes públicos por São Miguel: há 3 empresas de autocarros que ligam alguns dos pontos da ilha; pode consultar os horários aqui. As ligações e frequências são bastante limitadas, mas se viajar com um orçamento reduzido, pode ser uma opção válida para visitar alguns dos principais pontos de São Miguel.

(Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Transporte: viajar para outras ilhas dos Açores a partir de São Miguel

Se quiser visitar mais ilhas, a partir de São Miguel só existe a opção de viajar de avião para as outras ilhas dos Açores, uma vez que atualmente não sai nenhum ferry/barco de São Miguel (antes da pandemia havia ligações de barco para outras ilhas).

Os voos são todos operados pela companhia local SATA (Azores Airlines), e é aconselhável comprar os bilhetes com antecedência, especialmente na época alta (verão), quando podem esgotar-se ou sofrer aumentos significativos de preço.

O avião da companhia aérea Azores Airlines sobrevoando a ilha do Pico (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Como ter Internet em São Miguel

Os Açores pertencem a Portugal, como tal, se tiver um operador europeu, pode provavelmente utilizar o seu pacote de Internet sem custos adicionais (confirme as condições com o seu operador). Se não for esse o caso, se o seu telemóvel suportar o eSIM e não quiser complicar as coisas, recomendamos comprar um cartão eSIM na Holafly, que tem dados ilimitados (obtém um desconto de 5% com o código RANDOMTRIP). Outra opção sao os cartões eSIM da Airalo com 15% de desconto com o código RANDOMTRIP15 (normalmente são mais baratos do que os da Holafly, mas sem dados ilimitados)

A outra opção, mais económica mas mais complicada, é comprar um cartão SIM local numa loja física ao chegar aos Açores. Os tres operadores principais em Portugal, todos com bom funcionamento nos Açores, são Vodafone, MEO e Nos.

Ter internet a qualquer momento foi muito útil para nos orientarmos tanto no carro como nos trilhos que percorremos (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Quanto custa uma viagem a São Miguel?

Como sempre, dar um orçamento genérico é muito difícil, pois depende muito do seu estilo de viajar. O que podemos fazer é dar-lhe uma orientação de preços que pode utilizar para calcular o seu próprio orçamento:

  • Voos: Pode encontrar voos por 50 euros (ida e volta de Lisboa) para Ponta Delgada mas depende da antecedência com que reserva e das suas datas (no Verão é mais difícil encontrar preços baratos).
  • Aluguer de automóveis: a partir de 25/30 euros por dia o carro mais barato (dependendo da empresa e do número de dias). No Verão, os preços sobem e pode ser difícil encontrar um carro a curto prazo.
  • Alojamento: a partir de 50 euros/noite para um quarto duplo com casa de banho privativa ou um apartamento com cozinha, localizado centralmente.
  • Refeições em restaurante: entre 10 e 25 euros por pessoa por almoço/jantar num restaurante

No total, como orientação, uma viagem de uma semana a São Miguel com um carro alugado pode custar entre 500 e 750 euros por pessoa (com as opções mais baratas de carro, alojamento e restaurantes).

Apps úteis para viajar por São Miguel

Recomendamos algumas aplicações que serão úteis ter no seu telemóvel na sua viagem a São Miguel:

  • SpotAzores (Android / iOS / Web – se não funcionar, pode tentar aqui): aqui pode ver todas as webcams existentes em diferentes pontos das ilhas para ver como está o tempo. Como o tempo é muito variável e pode estar a chover numa zona da ilha e o sol brilhar noutra, esta aplicação é a forma mais rápida de garantir e evitar viagens desnecessárias. Nota: A câmara da Lagoa do Fogo está localizada num ponto bastante alto, pelo que mesmo que a câmara mostre nublado, é possível que o miradouro possa ter uma vista da lagoa. Fomos alertados para este facto pelos nossos amigos Ricardo e Catarina, que recentemente viajaram pela ilha.
  • Windy (Android / iOS / Web): aplicação essencial nas nossas viagens, ainda mais nos Açores. Permite-lhe ver previsões de chuva, nuvens, vento, etc. para o ajudar a planear os seus dias com base no tempo (pois há lugares que perdem muito dependendo do tempo). Obviamente, as previsões não são 100% fiáveis. Também mostra as webcams disponíveis.
  • Google Maps (Android / iOS): Para além de ser o nosso GPS nos carros que alugamos, é a app que usamos para guardar/classificar todos os lugares que queremos ir/já fomos. É possível ver as opiniões de outras pessoas sobre os lugares, fotografias, menus de restaurantes, números de telefone para os contactar, etc.
  • Maps.me (Android / iOS): aplicação semelhante ao Google Maps mas que funciona melhor offline (embora o Google Maps também possa funcionar offline) e em muitos casos tem informação que o Google Maps não tem, especialmente trilhos. Útil sempre que vai fazer um trilho, para se orientar, descarregar a rota do site oficial dos trilhos dos Açores (clique em Downloads->GPS), etc.

Dicas para desfrutar de São Miguel como turista responsável

  • Nas actividades de observação de baleias, respeitar o comportamento indicado pelo centro e desconfiar se o centro não incluir medidas como: proibição de nadar com golfinhos; velocidade reduzida e constante do barco e distância mínima de 50 metros do animal; evitar a presença de vários barcos num raio de 150 metros em redor do grupo de cetáceos e não permanecer mais de 10 minutos com o mesmo animal.
  • Não permita a perturbação, poluição e destruição dos habitats de nidificação dos cagarros. Os cagarros são uma ave migratória que nidifica nos Açores e que dará alguma banda sonora à sua viagem (mais apreciada por algumas pessoas que por outras, sobretudo a meio da noite) com o seu canto particular de “awa awa” como se entoassem o refrão da música Video Killed the Radio Star. De modo a evitar situações de captura ou atropelamento de cagarros jovens na estrada, o Governo dos Açores promove anualmente a Campanha SOS Cagarro que aconselhamos conhecer quando chegar ao arquipélago.
  • Nunca tente tocar ou alimentar um animal -não seja cúmplice de maus tratos a animais!
  • Não comprar artesanato feito de animais marinhos ou extraído do mar (por exemplo, dentes de golfinhos, conchas de tartarugas, mandíbulas de tubarão, marfim de cachalote, …). O comércio do marfim, atualmente o único produto valioso do cachalote, continua a ser um argumento para os caçadores. Comprar artesanato local feito de materiais alternativos, tais como madeira, pedra ou marfim vegetal.
  • Respeite as outras pessoas e a ilha: não ponha a sua música alto na praia (se quiser ouvir música, use auscultadores), não deixe lixo, não atire pontas de cigarro, etc. Deixe a praia melhor do que a encontrou (se encontrar plástico, apanhe-o e deposite no lixo, não custa nada).
  • Em algumas piscinas naturais, o banho é perigoso devido a fortes correntes. Não facilite acidentes…
  • Viajar sempre com seguro de viagem: despesas médicas, roubos ou até problemas com o seu voo podem significar muito dinheiro numa viagem, por isso o ideal é fazer um seguro de viagem. Utilizamos sempre a IATI e recomendamo-la.Se adquirir o seu seguro através deste link, tem um desconto de 5%.
«Nada supera a paz que a natureza nos transmite», visto no Miradouro dos Melos, em Remédios (Foto da Randomtrip. Todos os direitos reservados)
Olá, baleia! (Foto de Randomtrip. Todos os direitos reservados)

Checklist: o que levar na mochila/mala de viagem para São Miguel

Aqui está uma lista de imprescindíveis que não se pode esquecer de levar consigo na sua viagem à ilha de São Miguel

  • Garrafa reutilizável como uma destas para transportar sempre água consigo. Evitará a utilização de plástico de utilização única.
  • Calçado Aquático Aquashoes como estes ideais para levar sempre consigo para usar em superfícies rochosas ou escorregadias
  • Sapatos de trekking porque a melhor maneira de conhecer os Açores é através de caminhadas. Na Randomtrip temos estes da Columbia.
  • Kit Snorkel (máscara e tubo de snorkel) como estes, imprescindível para levar nesta viagem e contemplar o fundo do mar.
  • Mochila à prova de água / Saco impermeável como esta, muito útil para não molhar o seu equipamento fotográfico, telemóvel e carteira em qualquer passeio de barco (ou mesmo se a maré subir na praia)
  • T-shirt de lycra de manga comprida com proteção UV que usamos para nos protegermos da água fria ou do sol quando fazemos mergulho, como uma destas.
  • Gola para o pescoço como alguna de estas para proteger-se do vento e do frio
  • Toalha de secagem rápida como uma destas que, para além disso, não ocupa muito espaço na sua mochila/mala
  • Chapéu ou boné e óculos de sol para o proteger quando o sol está forte
  • Casaco cortavento impermeável: ideal para ter sempre à mão para as mudanças repentinas de clima nos Açores. No Randomtrip temos este e este
  • Consiga os artigos da Decathlon que levamos em todas as nossas viagens ao melhor preço
  • Máquina fotográfica para registar as aventuras e mais tarde recordar. No Randomtrip usamos uma Sony ZV-E10 e uma Gopro Hero12 Black (para imagens subaquáticas) nas nossas viagens
  • Powerbank: com tantas fotos vai gastar muita bateria, por isso é sempre bom levar uma boa powerbank. No Randomtrip viajámos com estes dois powerbanks (Xiaomi 20000 mAh y  Anker 10000 mAh), que nos permitem carregar tanto os nossos smartphones como a máquina fotográfica
  • Protetor solar: tente sempre escolher um protetor solar Reef Friendly, ou seja, que proteja a sua pele sem prejudicar os ecossistemas marinhos, evitando ingredientes como a oxibenzona e o octinoxato, que são prejudiciais para os corais. Também um protector que não tenha sido testado em animais
  • Repelente de mosquitos, no Randomtrip costumamos levar Relec Extra Forte mas leve o que preferir desde que contenha uma percentagem mínima de 15% de DEET (ingrediente recomendado pela OMS)
  • Kit de primeiros socorros: no nosso kit de primeiros socorros há sempre algum medicamento contra o enjoo (como a biodramina para o enjoo nos barcos), antibióticos, anti-diarreicos (e alguns probióticos para recuperar mais rapidamente), anti-histamínicos, analgésicos e antipiréticos
  • Seguro de viagem: viaje sempre com seguro de viagem. Colaboramos com diferentes seguradoras de viagem para que tenha entre 5 e 15% de desconto no seu seguro:

Sou da ilha das línguas de fogo. Com elas aprendi a metrificar o espírito. O indizível”.

Natália Correia (1923-1993), escritora, poeta, ensaísta, tradutora, jornalista, conferencista, uma das vozes mais importantes da literatura portuguesa da segunda metade do século XX. Nasceu em São Miguel em 1923.

Um agradecimento especial a Iolanda Costa, uma florentina que conhecemos na Terceira e que escolheu São Miguel para viver. Sem as suas dicas não teríamos conseguido usufruir de recantos tão especiais da ilha pois muitos deles passam despercebidos a quem está de passagem. Obrigada por fazer a nossa viagem muito mais especial, Iolanda!


Obrigada, São Miguel. Embora em alguns dos teus recantos o turismo já tenha pisado em demasia, continuas a surpreender mesmo aqueles que, como nós, te visitam pela terceira vez. E certamente não será a última. Até breve!

Disclaimer: A Autatlantis ajudou-nos a explorar a ilha de São Miguel com um dos seus veículos e a Casas Açorianas-Associação de Turismo em Espaço Rural convidou-nos a ficar em alguns dos alojamentos associados em São Miguel mencionados neste guia, mas todas as opiniões e informações expressas neste post são nossas.

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4 Comentários

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  1. Estou a planear a minha primeira viagem aos Açores e este guia está fenomenal! Parabéns pelo excelente trabalho!

    1. Obrigada por este comentário, Ricardo! Ficamos muito contentes pelo facto do guia estar a ajudar a organizar a viagem ao paraíso açoriano. Para que possamos continuar a criar guias gratuitos como este, encorajamo-la a reservar o seu alojamento, aluguer de automóveis, voos, seguro de viagem e excursões através dos links do nosso blogue. Para si é igual (e até poderá conseguir descontos em algum dos casos) e nós recebemos uma pequena comissão que nos ajuda e motiva a continuar a criar guias úteis e completos. Obrigada e Boa viagem!