São Miguel é a maior ilha dos Açores, com maior densidade populacional e também, a mais turística. É uma ilha muito heterogénea, onde cabem muitos planos numa semana, se quiser explorá-la com calma. Por aqui os dias são vividos entre algumas das mais belas lagoas do arquipélago, trilhos em florestas biodiversas salpicadas de cascatas, fontes termais fumegantes onde descansar, miradouros de cortar a respiração para explorar e uma chávena de chá para saborear nas únicas plantações da Europa. É a ilha com a maior variedade de gastronomia e de alojamento, pelo que existem opções para todos os orçamentos e gostos.

É um excelente ponto de partida para conhecer o arquipélago açoriano. Embora seja a ilha onde o turismo massificado começa a ser perceptível (especialmente nos locais rotulados “de visita obrigatória”), continua a oferecer autenticidade açoriana se nos soubermos afastar um pouco dos pontos mais batidos no seu pequeno mas rico mapa.

Neste guia tentamos reflectir tudo o que São Miguel tem para oferecer com dicas práticas, roteiros de 2 a 7 dias, onde dormir, e até a que restaurantes ir para que possa aproveitar ao máximo a sua viagem à ilha verde.

Conteúdos

Informação prática para visitar São Miguel

Moeda: Euro

Idioma: Português

População: 133.000 (em 2021)

Orçamento diário: A partir de 70€/dia por pessoa (aprox.) para uma viagem de uma semana, incluindo carro alugado e as opções mais baratas de alojamento privado para 2 pessoas. Mais informações sobre o orçamento aqui

Clima: A melhor altura para visitar São Miguel é na Primavera e no Verão, devido às melhores temperaturas e à menor probabilidade de chuva, embora o Inverno não seja muito frio e o Outono seja também uma boa opção (mas tende a chover mais). Saiba mais sobre quando visitar aqui.

Alojamento: As zonas ideais para ficar são Ponta Delgada ou Ribeira Grande devido à sua localização central e à facilidade de ligações com os outros pontos da ilha. Para além disso, ainda pela sua oferta gastronómica e de alojamento. Mais informações sobre onde ficar aqui.

Duração: Mínimo 3 dias, recomendado 5 dias e, idealmente, uma semana. Mais informações aqui.

Como lá chegar: O mais barato é geralmente voar de Lisboa ou do Porto, onde há muitos voos com a Ryanair, Tap ou Sata. Recomendamos a utilização de comparadores de voo como Skyscanner e Kiwi e ser flexível com datas. Mais informações sobre como chegar a São Miguel aqui.

Transporte: A melhor opção é alugar um carro. Fizemo-lo com a Autatlantis e adorámos a experiência: carros novos e a melhor política de franquia. Mais informações aqui

Fuso horário: UTC +0. O horário no arquipélago dos Açores (Portugal) é de menos uma hora em relação ao continente

Medidas Covid-19: Dado que as medidas (Covid) nos Açores mudan regularmente, antes de viajar, verifique aqui as informações oficiais do governo regional para entrar no arquipélago e aqui as restrições específicas por ilha.

Lagoa do Fogo: a nossa lagoa favorita

Quando visitar São Miguel

Os melhores meses para visitar São Miguel são Maio, Junho e Setembro. Considerando que é a ilha mais turística dos Açores, o ideal é evitar os meses de Julho e Agosto, que são os mais turísticos. Junho e Setembro são normalmente os melhores meses, com bom tempo, água do mar mais quente e menos turismo.

Em termos de clima, o Verão é sem dúvida a melhor época com temperaturas mais elevadas, menos hipóteses de chuva e a possibilidade de desfrutar mais das praias e piscinas naturais micaelenses. Em qualquer caso, o clima em São Miguel (e nos Açores em geral) é muito instável, pelo que não há garantias em qualquer altura do ano (diz-se frequentemente que se pode ter as 4 estações do ano no mesmo dia).

A cascata do Salto do Prego

Tabela do clima de São Miguel, com temperaturas e dias chuvosos por mês:

MêsTemperatura médiaTemperatura média (água)Dias de chuva
Janeiro17º17º13
Fevereiro16º17º9
Março16º17º12
Abril16º16º13
Maio18º19º11
Junho20º20º7
Julho22º23º8
Agosto23º25º9
Setembro23º24º14
Outubro21º23º18
Novembro19º19º14
Dezembro18º19º17
MêsTemperatura médiaTemperatura média (água)Dias de chuva

Se gosta de festivais de música e outros tipos de eventos artísticos, pode tentar agendar a sua visita à ilha, de acordo com os seguintes eventos culturais: Tremor, Azores Burning Summer, Meo Monte Verde, Festival das Marés ou Walk and Talk .

Lagoa do Congro, uma maravilha para todos os sentidos

Como chegar a São Miguel

A forma mais barata e conveniente de chegar a São Miguel é geralmente voar de Lisboa/Porto com a Ryanair embora por vezes também se possa encontrar bons preços com a Tap (a companhia aérea portuguesa) ou com a Sata (a companhia aérea açoriana responsável por todos os voos inter-ilhas). Recomendamos que seja flexível com datas e utilize comparadores de preços como o Skyscanner e o Kiwi.com.

Sobrevoando a Ilha do Pico

Quantos dias dedicar a São Miguel

Recomendamos um mínimo de 3 dias, embora o ideal para visitar São Miguel sejam cerca de 5 dias, mas, se ficar uma semana não se vai arrepender, tendo em conta o tempo imprevisível nas ilhas e para viajar de uma forma mais descontraída. Por esta razão propomos diferentes tipos de roteiros, de 2 a 7 dias.

Sabia que São Miguel esconde as únicas plantações de chá na Europa?

O que visitar e fazer em São Miguel

Este é um resumo dos locais de interesse a visitar em São Miguel, e abaixo tem o mapa e informações específicas de cada local.

O que visitar e fazer em São Miguel

  • As mais belas lagoas do arquipélago açoriano
  • Furnas vulcânicas fumegantes onde são feitos cozidos à portuguesa (também vegetarianos)
  • Termas quentes no meio da natureza onde tomar um banho relaxante
  • Miradouros de cortar a respiração
  • Estradas serpenteantes, verdes e (no Verão) floridas

Mapa de São Miguel

Aqui deixamos-lhe todos os locais de interesse em São Miguel de que falamos neste guia, no mapa do Google Maps que pode levar no seu smartphone para consultar em qualquer altura.

E aqui está também um mapa turístico com as estradas de São Miguel( clique na imagem para o descarregar em maior tamanho e resolução).

Oeste da ilha: Sete Cidades e arredores

Miradouro Vista do Rei e Lagoa das Sete Cidades

Há vários miradouros a partir dos quais se pode contemplar a bela lagoa das Sete Cidades, mas o Miradouro Vista do Rei é o mais famoso. Embora a Lagoa das Sete Cidades parecer, aparentemente, duas lagoas – uma verde e outra azul – é, na realidade uma só lagoa cujas águas verdes e azuis não se misturam. Há uma lenda sobre esta lagoa (com muito amor romântico à mistura) que diz que a lagoa bicolor foi formada pelas lágrimas do amor impossível entre uma princesa de olhos azuis e um pastor de olhos verdes que choraram tanto mas tanto no seu último encontro, antes de a princesa casar com outro noivo, que as suas lágrimas formaram a Lagoa das Sete Cidades.

A impressionante lagoa das Sete Cidades do Miradouro da Vista do Rei

Lendas à parte, parece que a razão para as diferentes cores da lagoa são a profundidade e a concentração de algas de cada lado. A separação entre os dois lados que se pode ver do miradouro é uma ponte que se pode atravessar no caminho para baixo.

Não se surpreenda quando chegar ao Miradouro da Vista do Rei, se, se encontrar rodeado de autocarros turísticos e partilhá-lo com muito mais gente, é o preço a pagar por estar em frente a uma das mais belas lagoas do arquipélago e um dos melhores locais para o contemplar. No miradouro há casas de banho e uma zona de estacionamento que tende a encher-se rapidamente, especialmente em Julho e Agosto, pelo que as pessoas estacionam ao longo da estrada. Precisamente ali, na estrada, quando fomos em Julho, um símbolo dos Açores, as hortênsias floresciam (embora não sejam parte da flora endémica mas sim uma praga) e o ambiente da lagoa com hortênsias era bastante fotogénico.

As hortênsias, um dos símbolos dos Açores (embora não sejam realmente endémicas mas sim uma praga) que faz fronteira com a bela Lagoa das Sete Cidades.

Estacionámos na parte de trás do Hotel Monte Palace, sobre o qual lhe falaremos de seguida.

Ruínas do Hotel Monte Palace

Há algo nos edifícios abandonados que nos atrai, que aguça a nossa curiosidade, e que nos faz imaginar que histórias ocorreram ali. O Hotel Monte Palace, o edifício em frente ao Miradouro da Vista do Rei, foi um hotel de luxo que abriu em 1989 (aparentemente 6 anos mais tarde do que o previsto) e fechou menos de 2 anos depois devido a problemas financeiros. Com o tempo, tornou-se uma atração turística principalmente devido às incríveis vistas que oferece da lagoa das Sete Cidades a partir do seu terraço no último andar.

Vista da Lagoa Sete Cidades do terraço do Hotel Monte Palace.

Para entrar (e sair) do hotel é necessário subir (e descer) um muro de 2 metros, embora recentemente uma seguidora nos tenha dito que no lado esquerdo do hotel (mais perto da lagoa do que do parque de estacionamento) existe uma área onde a entrada é mais fácil (aparentemente existe um muro de terra não tão alto).

Além disso, tenha cuidado, dentro do hotel há muitos destroços que podem fazer com que um acidente tolo estrague uma viagem incrível. Recentemente, um grupo imobiliário adquiriu o hotel para, esperemos, convertê-lo em algo bonito (e, esperemos, o mais sustentável que puder ser um hotel) como tal, atualmente, embora não tenha segurança ou sinalização, deve saber que é propriedade privada e a sua entrada é proibida.

Lagoa do Canário e Miradouro da Grota do Inferno (ou Boca do Inferno)

As vistas de cortar a respiração não acabam nas Sete Cidades, de facto, acabaram de começar. Recomendamos que estacione aqui o seu carro para visitar outra bela lagoa, a Lagoa do Canário. Quando chegar ao ponto que mecionamos e estacionar o seu carro verá que existem dois trilhos, um que leva ao Miradouro Boca do Inferno (do outro lado da estrada) e outro (do mesmo lado do parque de estacionamento), de 1:30 horas pela Serra da Devassa, sobre o qual falaremos mais tarde.

A Lagoa do Canário tem a particularidade de que a sua silhueta desenhada pelas árvores, se assemelhe à vista de um pássaro (ou de um drone) para uns, de se parecer a um fantasma ou, para as pessoas mais tecnológicas, com o logotipo da app Snapchat.

Lagoa do Canário

A lagoa está localizada logo no início do trilho que irá percorrer para chegar ao conhecido Miradouro da Grota do Inferno (há uma caminhada de 15 minutos da Lagoa do Canário até ao famoso miradouro), no Parque Florestal da Mata do Canário. Antes de chegar ao miradouro compreenderá que esta é uma vista especial devido à multidão de pessoas que provavelmente lá estarão. Foi isto que nos aconteceu quando lá fomos, em meados de Julho, onde até assistimos a alguns acotovelamentos para obter uma fotografia em frente a um dos mais belos miradouros da ilha onde, do qual se pode ver o maior número de lagoas.

O impressionante miradouro Grota do Inferno ou Boca do Inferno

A uma altitude de 1000 metros, deste imponente miradouro pode ver-se a Lagoa de Santiago (em primeiro plano), Lagoa de Sete Cidades, Lagoa Rasa, Grota do Inferno e Serra da Devassa

Trilho da Serra Devassa e Lagoa das Empadadas

O trilho pela Serra da Devassa (PRC05 SMI (folheto informativo em português e inglês) é um trilho circular que começa no parque de estacionamento da Lagoa do Canário, e passa por várias lagoas e miradouros, levando cerca de 1h30 a percorrer. Há também um par de desvios durante o percurso, um para chegar à bela Lagoa das Empadadas e outro para chegar ao miradouro do Pico do Paúl. Fizemos os dois desvios que nos levaram 30 minutos, pelo que fizemos o trilho em cerca de 2 horas.

Nível de dificuldade Randomtripper: Fácil. É um trilho com pouca elevação (um par de subidas suaves), bem marcada e não muito escorregadia (pelo menos quando fomos, em Julho). As botas/sapatilhas de trekking são essenciais para fazer o trilho.

A melhor maneira de conhecer São Miguel é fazer o maior número possível de trilhos!

Para além da beleza do trilho pela Serra da Devassa, outro aspecto que adorámos é que embora o trilho esteja perto de dois pontos muito visitados da ilha – a Grota do Inferno e a Lagoa do Canário – quase não encontramos pessoas por aqui, o que nos fez sentir numa bolha de paz em São Miguel, em meados de Julho.

Decidimos comer as sandes que trouxemos connosco no ponto mais alto do trilho, o Pico das Águas, a 873 metros. A propósito, o ponto mais alto da Ilha de São Miguel é a 1103 metros, no Pico da Vara, onde também existe um miradouro.

Quando chegamos ao primeiro desvio para Lagoa das Empadadas ficámos gratos pela sombra proporcionada pela incrível floresta que atravessámos para chegar à lagoa. Depois, o esplendor de duas lagoas vulcânicas separadas por um pedaço de terra fez-nos ficar a contemplá-las em solidão durante alguns bons minutos. Claramente, estas duas lagoas ainda estão fora da rota turística da zona.

Uma das Lagoas das Empadadas.. incrível!

Desfizémos o pequeno desvio, andámos mais alguns minutos e encontrámos outro desvio para o miradouro do Pico do Paúl. Este desvio saudou-nos com um caminho digno de qualquer casamento real: flores brancas de ambos lados como se estivéssemos numa autêntica celebração da natureza. Bem, poderíamos realmente dizer que viajar pelos Açores é celebrar a Natureza constantemente.

Até parece uma rua decorada para um casamento…

Depois de caminharmos cerca de 500 metros chegamos ao Miradouro do Pico do Paúl, onde se pode ver uma grande parte da ilha, as costas norte e sul.

As vistas do Miradouro do Pico do Paúl merecem o quilómetro extra.

Aqueduto e “Muro das 9 Janelas”

No final do trilho pela Serra da Devassa, fomos visitar o Aqueduto e o “Muro das 9 Janelas“: o maior e mais emblemático vestígio dos aquedutos da ilha.

Provavelmente o aqueduto mais verde que já vimos

Desde os primeiros momentos em que a ilha foi povoada, foram construídos diferentes sistemas para transportar e armazenar água potável. Este aqueduto destinava-se a transportar água da Lagoa do Canário e da Lagoa das Empadadas para a cidade de Ponta Delgada, com uma extensão de mais de 10 quilómetros. Vale a pena visitar este pequeno mas belo testemunho feito de nove janelas para aprender sobre a história e o esforço de ter acesso à água potável em redor da ilha.

Estrada para Sete Cidades, Miradouro Cerrado das Freiras e Miradouro Lagoa de Santiago

Quando se olha para a Lagoa das Sete Cidades do alto dos miradouros anteriores, pode-se ver claramente como uma linha atravessa a lagoa, marcando a diferença entre o lado azul e o lado verde. Essa “linha” é na verdade uma ponte, por isso queríamos atravessá-la e ver a lagoa de perto, claro! No caminho para essa ponte passámos por dois miradouros que merecem uma paragem para apreciar as vistas. O primeiro é Miradouro do Cerrado das Freiras que nos permite apreciar a magnitude da Lagoa das Sete Cidades de outro lado (para algumas pessoas, a vista de aqui é ainda mais bonita do que a Vista do Rei).

Sete Cidades desde o Miradouro Cerrado das Freiras

A segunda paragem é no Miradouro Lagoa de Santiago e a sua explosão de verde. Ao ver esta lagoa do miradouro da Grota do Inferno sabíamos que seria algo especial e não nos defraudou.

Lagoa de Santiago ou uma explosão de verdes

Finalmente chegamos à estrada que atravessa a Lagoa de Sete Cidades, abrandamos a velocidade e ficamos com o lado verde à nossa esquerda e o lado azul à nossa direita. Apetece-lhe explorar uma das mais belas lagoas do arquipélago? Continue a ler.

Sete Cidades

Pode-se contornar a Lagoa das Sete Cidades de carro, lentamente, embora o terreno seja um pouco lamacento. Se preferir fazê-lo de bicicleta, fale com os Azores for all: pode alugar bicicletas por hora para explorar os arredores da lagoa. Se quiser explorar a própria lagoa, alugue um paddleboard na mesma empresa ou na Garoupa, especialista em kayak e paddleboarding e dos melhores preços da zona, disse-nos a nossa amiga local Iolanda.

A lagoa esconde uma lenda…

Também visível dos miradouros é a aldeia de Sete Cidades. Aparentemente, a aldeia deve o seu nome à lenda das “Sete Cidades do Atlântico“, uma lenda que inspirou a exploração marítima durante séculos.

Lenda das “Sete Cidades do Atlântico

Esta lenda conta que havia uma ilha perdida no mar, no meio do Oceano Atlântico chamada “Ilha Encantada das Sete Cidades”, procurada por vários navegadores ao longo dos tempos.

Um dia, uma caravela do reino medieval de Portugal zarpou com três frades e vários marinheiros a bordo, atravessando ondas e tempestades, com o objectivo de encontrar a tal ilha encantada. Depois de uma dessas tempestades, como sempre, o tempo acalmou, as brumas desapareceram e os marinheiros avistaram uma ilha no horizonte. Aproximaram-se da ilha, ancoraram a caravela, e passaram três dias a explorar um paraíso verde e azul, as suas florestas e rios, aprendendo os costumes e idioma locais (muito semelhante ao falado em Portugal na altura), visitando palácios e tentando estabelecer relações com o monarca da ilha.

No final dos três dias em terra, regressaram à caravela e partiram para o continente para contar ao rei a sua nova descoberta. Contudo, logo que começaram a afastar-se da costa, a ilha ficou subitamente rodeada de nevoeiro e, como por magia, desapareceu no mar. Depois de contar ao rei português o que tinha acontecido, ele rapidamente enviou uma embaixada em busca da ilha para estabelecer relações, mas eles não a encontraram. Segundo a lenda da ilha encantada das Sete Cidades, várias buscas foram feitas durante séculos até que, finalmente, as caravelas portuguesas voltaram a encontrar a ilha, mas desta vez, a ilha estava desabitada. Ocupada mais tarde pelos portugueses, deram o nome de “Sete Cidades” à gigantesca caldeira central do vulcão, em homenagem a esta lenda.

Fonte: Lenda da Ilha das Sete Cidades

A realidade é que é muito provável que quando se aproxime do vale das Sete Cidades o encontre envolto num manto de nuvens, proporcionando-lhe mistério e suspense…

Se for à aldeia de Sete Cidades deve saber que tem uma igreja fotogénica e um restaurante recomendado por pessoal local (o que é sempre bom sinal): São Nicolau, com um buffet de pratos regionais. Se desejar algo mais leve, também nos recomendaram O Poejo para um petisco.

A igreja de Sete Cidades

Seguimos para o oeste da ilha.

Pode acordar com a vista da Lagoa das Sete Cidades a entrar-lhe pelo quarto e pela sala adentro no recém estreado Sete Cidades Lake Cabin (Casa da Lagoa). Uma villla com de dois quartos e umas vistas deslumbrantes. Neste caso, um imagem realmente vale mais que mil palavras, por isso aqui estão duas:

Reserve a(s) sua(s) noite(s) no Sete Cidades Lake Cabin (Casa da Lagoa) aqui. Mais alojamentos em Sete Cidades neste link.

Ponta da Ferraria (piscina natural com água quente do mar)

Esta agitada piscina natural tem duas nascentes de águas termais vulcânicas (únicas no mundo pelo elevado nível de enxofre que contêm), conhecidas pelos seus poderes curativos e que lhe permitem estar no mar com água quente! Costumava ser apreciada apenas pelas pessoas locais que viviam nas proximidades, mas desde que o complexo termal privado “Termas da Ferraria” foi construído, tornou-se mais famoso. O complexo tem piscinas interiores e exteriores (6 euros), massagens, restaurante e um bar. Aparentemente, no Verão, às sextas-feiras, a piscina só fecha às 23:00h e pode-se ver o pôr-do-sol e a chegada da lua a partir da água quente.

Ferraria permite desfrutar de uma experiência térmica gratuita no meio do Oceano Atlântico

A área tem muitos lugares de estacionamento, por isso, embora a estrada de acesso seja um pouco estreita em alguns troços, não há problema em chegar de carro.

Como alternativa ao complexo termal, pode ir directamente para o mar para desfrutar destas águas termais. Se for, deve saber que o momento ideal para ir é a meia maré, quando está a meio caminho entre a maré alta e baixa: na maré baixa a água é demasiado quente (pode atingir temperaturas acima dos 30º) e na maré alta, demasiado fria (pode verificar as marés aqui).

Não fomos ao complexo termal privado e fomos directamente para a piscina natural no mar , mas havia tanta gente que saímos sem desfrutar das suas águas. A piscina natural tem várias cordas para se agarrar (para evitar bater nas rochas devido às ondas do mar) e pouco espaço à sua volta para esticar a toalha e secar (mais acima nas escadas há balneários livres).

A piscina térmica no meio do mar estava muito concurrida quando fomos…

Na estrada de acesso à Ponta da Ferraria, não se esqueça de parar (no caminho para lá ou no regresso) no Miradouro da Ilha Sabrina, para desfrutar de belas vistas da zona (que é uma “fajã lávica”, uma área protegida e tem o nome oficial de “Monumento Natural do Pico das Camarinhas – Ponta da Ferraria“) a partir do topo. Como curiosidade, o nome deve-se ao facto de que existia, de facto, uma pequena ilha visível daqui, com o nome de “Sabrina”, que surgiu no século XIX com uma erupção vulcânica mas desapareceu meses mais tarde.

Miradouro da Ponta do Escalvado

O Miradouro da Ponta do Escalvado, construído sobre uma falésia, oferece vistas incríveis da costa ocidental da ilha, tanto da Ponta da Ferraria (da qual acabámos de vos falar) como da zona dos Mosteiros.

É também um local incrível para observar o pôr-do-sol, e foi um importante local de observação de baleias.

Mosteiros

Um dos melhores locais para dar um mergulho na ilha é na praia ou nas piscinas naturais dos Mosteiros. Sim, nesta aldeia piscatória há tanto uma praia arenosa como piscinas naturais, pelo que só é preciso escolher.

Praia dos Mosteiros

Esta bela praia de areia preta é, juntamente com Santa Bárbara, uma das melhores praias de surf de São Miguel. O seu nome provém das duas enormes rochas vulcânicas de basalto que se encontram no mar e que foram chamadas Mosteiros.

A Praia de Mosteiros ao pôr-do-sol

Na mesma praia existe um bar de praia (Snack Bar “O Tubarão“, com cerveja local, barata) onde se pode ver, no final do dia, o sol a entrar no mar entre os “mosteiros”. Esta é uma das imagens mais fotogénicas da ilha ao pôr-do-sol.

Vale a pena, pelo menos um dos dias da sua viagem a São Miguel, dedicar um dia a visitar os Mosteiros para ver o pôr-do-sol

Se, como nós, preferir aproximar-se das rochas durante a “hora dourada”, no bar da praia deixam-nos levar os copos de cristal connosco com a promessa de que os traríamos de volta. E trouxemo-los.

Piscinas naturais dos Mosteiros

Se, por outro lado, preferir um mergulho no mar, sem areia, existem piscinas naturais nas proximidades. Na maré baixa, é possível ver claramente os labirintos de lava que solidificaram no mar, onde se formam pequenas piscinas para mergulhar. Quando a maré sobe, é ideal para algumas pinceladas no mar.

A desfrutar das piscinas naturais dos Mosteiros

Para desfrutar das piscinas naturais, estacione o seu carro em frente (ou perto) do quiosque (Sunset Steve’s Bar) onde também pode tomar uma bebida após o seu mergulho.

Piscinas naturais dos Mosteiros

A água nas piscinas era tão clara que quando íamos fazer snorkeling, podíamos ver vários peixes. Tenha cuidado ao entrar e sair, pois as rochas musgosas podem ser escorregadias. Há áreas mais fáceis de entrar no mar, mas o ideal é usar sapatos de água (verá que serão úteis durante toda a sua viagem aos Açores). Nas piscinas naturais há um duche de água doce para lavar o sal à saída, antes da cerveja no bar da praia.

Vista dos “Mosteiros” desde a piscina natural

Se tiver fome, podemos recomendar dois restaurantes aqui: na Pizzeria Fantasia provámos algumas das melhores pizzas da ilha (e o seu tiramisu) mas se preferir a gastronomia local, passe no Américo do Barbosa “tasca” para petiscos (tapas) ricos e baratos (experimente o seu “polvo assado”). Em ambos os casos, especialmente no Verão, é essencial reservar com antecedência, pois enchem-se cedo.

Se quiser dar-se um presente nesta zona da ilha, a Sensi Nature and Spa é um turismo rural com 20 quartos, piscina exterior infinita, piscina interior e um incrível terraço de onde se pode dizer adeus ao sol no mar.

A piscina infinita da Sensi onde se pode desfrutar de um dos melhores pores-do-sol da ilha. Foto de Booking.

Mais alojamentos especiais em Mosteiros na nossa secção Onde Ficar.

Furnas: entre águas vulcânicas

Lagoa das Furnas e Capela de Nossa Senhora das Vitorias

Furnas é uma das zonas mais antigas de São Miguel, formada há aproximadamente 750.000 anos, e a mais visitada da ilha. Quando lá chegar, compreenderá porquê. O “Vale das Furnas” está localizado na cratera do vulcão das Furnas, um dos três vulcões ainda activos e o maior da ilha verde, onde a actividade vulcânica está presente em tudo o que está prestes a experimentar, tanto com a vista como com o olfacto e até mesmo com o paladar.

Água a ferver devido à actividade vulcânica na aldeia de Furnas (uma cidade habitada!): deliciosas maçarocas de milho “vulcânicas” são cozinhadas nesta “caldeira”… Quer provar uma?

E se as lagoas vulcânicas são uma das maiores atracções de São Miguel, o Lagoa das Furnas é um exemplo claro do seu magnetismo.

A impressionante Lagoa das Furnas

Esta imponente lagoa também tem uma lenda:

Era uma vez um rapaz que vivia numa aldeia onde a calma, a paz e a tranquilidade eram a norma. Como todas as manhãs, o rapaz ia à fonte para recolher água, mas nessa manhã algo tinha mudado: a água na fonte era salgada e não se podia beber. Ele voltou a correr para a aldeia para dizer a todos, mas ninguém acreditou nele. Ninguém, excepto o seu avô.

O avô e o neto voltaram à Primavera e descobriram que a situação se tinha agravado: os peixes que costumavam nadar na pequena nascente estavam a flutuar, sem vida. Correram para contar ao povo, dizendo como era imperativo subir a montanha em busca de novas terras, mas ninguém acreditou neles. Ambos subiram ao cimo da montanha e viram uma nova ilha que tinha nascido no mar, era a ilha encantada das Sete Cidades (sim, a mesma ilha da lenda que vos contamos anteriormente neste guia), e isso foi um sinal que augurava mudanças terríveis. Eles voltaram para contar ao povo, mas ninguém acreditou neles. Alguns dias mais tarde, avô e neto, juntamente com todo o seu gado, mudaram-se para uma aldeia vizinha.

Passaram-se semanas e, um dia, os dois regressaram à aldeia, mas… a aldeia já não existia. No lugar da aldeia havia água, apenas água, uma lagoa gigante e enorme, a Lagoa das Furnas. Diz-se desde então que as pessoas ainda vivem debaixo e à volta da lagoa, invisíveis, e é por isso que vemos as bolhas de gás vulcânico e, por vezes, flashes: são eles a cozinhar…

Ao aproximarmo-nos da lagoa para ver se conseguíamos ver alguma coisa do que restava da lenda, deparámos com uma igreja impressionante: a Capela de Nossa Senhora das Vitórias.

Junto à Lagoa das Furnas, esta catedral neo-gótica foi construída como prova de fé por José do Canto, natural de São Miguel, em 1886, quando a sua esposa adoeceu com uma doença grave. Esta promessa de amor é toda construída em basalto vulcânico e pode ser visitada todos os dias das 10:00h às 17:00h (no Verão até às 18:00h), o preço de entrada é de 3 euros/pessoa.

Ao lado tem também o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas onde pode aprender mais sobre a história do vulcão e a protecção e recuperação dos ecossistemas da zona.

Furnas e as suas experiências gastronómicas e relaxantes com cheiro a enxofre

É impressionante chegar à Aldeia das Furnas, localizada na caldeira de um vulcão, e ver como os seus habitantes ali vivem tão pacificamente, entre as caldeiras e as fumarolas de um vulcão adormecido mas activo. Poderíamos dizer que a aldeia de Furnas é um dos exemplos claros da resiliência do povo açoriano, neste caso em São Miguel (cada ilha tem as suas particularidades).

Pode-se ver a água a ferver aquecida pela atividade vulcânica num simples passeio pelo centro da aldeia e os pontos quentes fumegantes das caldeiras das Furnas são visíveis de qualquer um dos miradouros dos que lhe falaremos a seguir.

Caldeiras em Furnas

Por aqui, há três experiências relacionadas com a actividade vulcânica que não deve perder:

  1. Gastronomia: experimente o famoso “cozido à portuguesa” feito nas furnas volcánicas (também há cozido vegan), um brunch geotérmico ou simplesmente delicie-se com uma bela maçaroca de milho diretamente da caldeira à sua boca.
  2. As fontes termais: Existem duas fantásticas opções pagas (Parque Terra Nostra e Poça Dona Beija) e uma opção gratuita (Poça da Silvina) onde se pode experimentar os benefícios da água termal em corpo e mente.
  3. As vistas: há vários miradouros impressionantes para visualizar a área

Todas estas experiências são detalhadas abaixo, para que não perca nada.

Junto à Lagoa das Furnas há alguns buracos no chão que são autênticas cozinhas naturais onde o famoso prato é preparado: o “Cozido das Furnas“! Depois de introduzir todos os ingredientes de um “cozido à portuguesa” (carne, enchidos, legumes), a panela é envolta num pano de linho e um homem baixa a panela num buraco na caldeira onde o calor vulcânico se encarregará de a cozinhar. Demora várias horas até estar pronto, normalmente o cozido que é servido nos restaurantes das Furnas à hora do almoço (a partir das 12:00h), está na caldeira desde as 4:00h da manhã. É possível ver este processo de tirar os cozidos das caldeiras: basta estar na zona da Alameda dos Cozidos (e pagar a entrada) por volta das 11:30h da manhã. Para aceder à zona das fumarolas e das caldeiras onde são feitos os cozidos, tem de pagar 3 euros/pessoa se não for um residente dos Açores.

Pode experimentar o famoso cozido das furnas ou amaçaroca de milho “vulcânica” com cheiro (e sabor) a enxofre

Os restaurantes mais conhecidos para experimentar o cozido são o Tonys (normalmente bastante cheios); Vale das Furnas (junto ao parque de campismo das Furnas, recomendado pela nossa amiga Iolanda, que nos diz que é uma boa relação qualidade/preço e que uma porção é suficiente para duas pessoas); e finalmente Caldeiras e Vulcões onde também oferecem um cozido vegetariano. O preço do cozido é de cerca de 14 euros.

Também nos falaram sobre a possibilidade de fazer um “cozido DIY” em Furnas e levá-lo para casa, ou seja, prepará-lo na sua panela e simplesmente pedir ao cavalheiro de lá que o retire e o cubra por si, mas não sabemos exatamente como funciona ou quanto custa fazê-lo desta forma.

Se tiver uma dieta vegan ou vegetariana, além do cozido vegan, existem outras opções. Experimentamos o milho cozido nas caldeiras (1 euro por espiga), no centro da aldeia de Furnas. Delicioso!

Maçarocas de milho “vulcânicas” directamente da caldeira, deliciosas!

E se quiser algo entre o milho na espiga e o cozido (e com várias opções sem carne e vegetarianas) tem o Geothermal Brunch com vista para os fumarolas, no Chalet da Tia Mercês. Este Brunch muito especial é composto apenas por ingredientes locais e inclui produtos das 9 ilhas, como se fosse uma viagem gastronómica através do arquipélago. Além disso, aqui pode saborear o único café produzido em São Miguel. Pensou que o único café produzido nos Açores era o de São Jorge? Aqui descobrimos que não é: na Quinta Aguiar (Ginetes) produzem cerca de 10 kg a 15 kg de café por ano, para que se possa ter uma ideia do privilégio que é prová-lo.

Recomendamos o Brunch Geotérmico no Chalet Tia Mercês: delicioso, original, apenas com produtos locais (das 9 ilhas) e com um serviço imbatível.

Para provar e comprar o queijo típico feito com salmoura da água amarga de Furnas (uma das 70 águas minerais da zona), espumante e rico em ferro, é necessário ir à Queijaria Furnense, muito perto da entrada do parque Terra Nostra. Cerca de 340 queijos são produzidos aqui todos os dias, de 5 variedades diferentes, sendo o queijo “amanteigado” o bestseller.

E para acompanhar esse queijo, nada melhor do que o “bolo lêvedo”, o (viciante) pão doce da ilha: as pessoas dizem que o melhor é o da Gloria Moniz. Se não ganhar um par de kg’s por causa deste pão (vai querer comê-lo em cada pequeno-almoço e lanche), não esteve realmente nos Açores.

No final do dia, recomendamos-lhe que tome uma bebida em A Quinta (outra recomendação local da nossa amiga Iolanda): para além do belo espaço entre árvores e com boa música, os cocktails são excelentes. Não, não são feitos com água vulcânica, é a única coisa que não envolve atividade vulcânica aqui. Experimente as caipirinhas de ananás ou maracujá e não se arrependerá.

Calma, as Caipirinhas não são feitas com água vulcânica…

Outra curiosidade de Furnas é que houve um dia muito ventoso e uma casa foi virada de cabeça para baixo….. Não, não virou! Estava a brincar. A Casa Invertida é um edifício curioso (muito próximo de A Quinta) que pertence à companhia de electricidade local. Aproxime-se, mas não faça muito estardalhaço, está mesmo ao lado da Polícia Municipal.

A única casa invertida em Furnas, acreditamos…

Se vai para São Miguel com toda a sua família ou com um grande grupo de amigos, é possível acordar praticamente no topo da Lagoa das Furnas ficando na Casa da Lagoa ou Casa dos Barcos. Ambos alugam a casa inteira e incluem bicicletas e caiaques para explorar a lagoa por si próprio.

Se forem menos, tem a maravilhosa Quinta da Mó, uma quinta a 1 km da Lagoa das Furnas, com cabanas de 1 a 3 quartos entre árvores de fruto, bambus e plantas exóticas.

Parque Terra Nostra

Um dos mais belos jardins da ilha onde uma relaxante manhã ou tarde é garantida. O Terra Nostra Park tem um enorme jardim botânico com uma flora biodiversa (de facto, tem a maior colecção de camélias do mundo, com mais de 600 espécies) através do qual se pode caminhar por quatro rotas diferentes, mas a sua principal atracção são… as suas fontes termais!

Não, a água não está suja, está carregadinha de ferro.

Assim que entrar no parque através de uma avenida rodeada de belos ginkgo bilobas verá uma grande “piscina” com águas termais. No início pode pensar que a água está suja, mas não! É a quantidade de ferro que lhe dá a sua cor “lamacenta”. A temperatura da água está entre 35º e 40º, por isso é adequada para todas as estações (experimentámo-la no Inverno e no Verão e a verdade é que no Inverno é ainda mais agradável).

A sensação de entrar no lago com águas de 40º é maravilhosa…

Tenha cuidado! O ideal é usar os fatos de banho mais antigos e mais escuros que tiver, pois esta água pode danificá-los irremediavelmente.

Para além da grande piscina principal, para a qual nunca há fila por muito grande que seja (pode, contudo, ter alguma dificuldade em encontrar um banco para deixar as suas coisas, deixámos as nossas ao lado de uma árvore), o parque Terra Nostra também tem jacuzzis!

Para estes jacuzzis há normalmente uma fila mas, pelo menos quando fomos em Julho, não tivemos de esperar muito tempo. Os jacuzzis são muito agradáveis e é a forma de desfrutar destas fontes termais curativas com um pouco mais de privacidade.

Quando deixar a piscina principal e os jacuzzis, deve saber que o parque tem chuveiros e casas de banho, localizados muito perto dos jacuzzis.

O parque Terra Nostra tem um enorme jardim botânico com flora biodiversa.

A entrada para o Terra Nostra custa 8 euros/pessoa e está aberto das 10:30h às 16:30h todos os dias (check-out até às 17:00h). Não há limite de tempo uma vez dentro (até às 17:00h).

Com o bilhete, obtém um desconto em cocktails no bar do Hotel Terra Nostra Garden (com flores comestíveis do parque), por isso fomos lá experimentar dois.

Cocktails com flores comestíveis do parque Terra Nostra depois de uma tarde relaxante? Sim, obrigado.

Se quiser passar a noite no parque Terra Nostra e ter acesso à piscina térmica a qualquer hora do dia e da noite (lembre-se que fecha às 16:30h para o público) pode fazê-lo ficando no Terra Nostra Garden Hotel.

Quarto do Hotel Terra Nostra Garden. Foto de Booking.

Poça Dona Beija

Outra opção para desfrutar das águas termais de Furnas é em Poça Dona Beija. Muito mais pequena que o parque Terra Nostra mas nada a invejar em termos de beleza. Poça Dona Beija tem três piscinas de água quente a 39º e um rio que as atravessa a 28º.

Está aberto das 10:00h às 23:00h e sim, já leu a nossa mente, apreciá-la à noite será muito especial. O preço da Poça Dona Beija é de 6 euros/pessoa, há um limite de 1:30h no interior e o número de pessoas ao mesmo tempo também é limitado, pelo que normalmente há uma fila para entrar.

Infelizmente não aproveitámos a noite como gostaríamos porque tentámos ir duas vezes e a fila era tão longa que tivemos de dar meia volta e partir, por isso aproveitámos a oportunidade de ir durante um jogo do Campeonato do Mundo (nenhum de nós é adepto de futebol por aqui) e conseguimos entrar no final da tarde sem filas de espera.

Poça Dona Beija

Se preferir fazer tudo isto num passeio organizado, há um passeio noturno (eles vão buscá-lo por volta das 18:30h) no qual poderá desfrutar dos melhores miradouros (incluindo o famoso Pico do Ferro de que falaremos mais abaixo), provando o cozido para jantar diretamente das caldeiras das Furnas e finalmente relaxar na Poça Dona Beija à noite (tenha cuidado, terá de esperar na fila de qualquer forma). Reserve aqui.

Aqui, como recomendamos no Terra Nostra, deve usar um fato de banho velho ou um que não se importe de estragar.

Poça da Silvina

Há também uma opção gratuita para sentir os benefícios das águas termais… nas suas pernas. A Poça da Silvina é uma pequena piscina com água quente natural junto ao rio (que tem água fria) onde pode submergir as suas pernas e sentir o contraste entre a água térmica muito quente e a água muito fria do rio, mesmo junto a ela.

A Poça da Silvina está localizada junto ao rio para que se possa experimentar gratuitamente o contraste quente-frio.

Miradouro Pico do Ferro

O Miradouro do Pico do Ferro é provavelmente o miradouro mais conhecido desta zona e aquele a partir do qual terá a mais bela vista da magnífica Lagoa das Furnas. Está situado a cerca de 5 km da aldeia das Furnas, a uma altitude de cerca de 570 metros e de lá poderá contemplar a imensidão da lagoa, os montes verdes que a rodeiam e as caldeiras fumegantes. Dispõe de lugar de estacionamento gratuito para que se possa chegar facilmente de carro.

A vista deslumbrante da Lagoa das Furnas desde o Miradouro do Pico do Ferro

Miradouro Lombo dos Milhos

O miradouro Lombo dos Milhos está localizado a uma altitude de 330 metros, no sudoeste do vale das Furnas, oferecendo uma vista panorâmica totalmente diferente da anterior, com vistas privilegiadas da aldeia das Furnas. Pode ser alcançado de carro, embora o acesso seja por uma estrada estreita e íngreme.

A vista de Miradouro Lombo dos Milhos

Miradouro do Castelo Branco

Chegados ao pequeno castelo que dá o seu nome ao miradouro, temos a sensação de que parece estar zangado (note-se as duas pequenas janelas como olhos e a grande como boca) embora não compreendamos realmente porquê: as vistas 360º que temos do telhado do Miradouro do Castelo Branco são lindas. De um lado, o vale das Furnas e a lagoa e, do outro, Vila Franca do Campo e o seu ilhêu fotogénico.

Divertimo-nos tanto a brincar com as silhuetas das janelas interiores e as vistas exteriores do castelo que, quando saímos, esperávamos que o castelo tivesse mudado o seu rosto para um mais feliz, mas não tivemos sorte.

Para lá chegar, estacione o seu carro aqui e caminhe até ao castelo.

Miradouro do Salto do Cavalo

O nosso miradouro favorito nesta área da ilha, o incrível Miradouro do Salto do Cavalo, foi o único de que desfrutámos em solidão de todos os mencionados, mesmo em meados de Julho, o que nos faz suspeitar que é o miradouro menos conhecido nesta área.

Desfrutámos do nosso miradouro favorito nesta zona, Salto do Cavalo, sem mais ninguém

Perdemos a conta de quantos tons de verde diferentes identificámos na vista panorâmica oferecida por este miradouro. Está situado a uma altitude de mais de 700 m acima do nível do mar, no extremo norte da caldeira das Furnas, oferecendo uma vista sobre o vale da Povoação e as sete “lombas”, o vale das Furnas com a caldeira e a sua lagoa, estendendo a vista em direcção ao mar.

Aparentemente, este miradouro é muito procurado pelos entusiastas do parapente mas, quando lá fomos, não vimos ninguém. Além disso, a partir daqui há um trilho muito agradável que queremos fazer na nossa próxima visita: um percurso linear de 18 km que começa neste miradouro, passando pelo Pico da Vara (o ponto mais alto de São Miguel) e termina no mar. Mais informações sobre o percurso aqui.

Ribeira Quente e Praia do Fogo

Perto do vale das Furnas, vale a pena visitar Ribeira Quente, uma aldeia piscatória entre a serra e o mar. Mas o lugar mais interessante ali é a sua praia.

A bela baía da Praia do Fogo

Praia do Fogo é uma bela praia de areia preta em forma de baía banhada por um mar calmo e um bom bar onde se pode tomar uma bebida. A particularidade desta praia é que tem fumarolas submarinas (fontes hidrotermais) que tornam a água do mar mais quente, algo que, em teoria, é especialmente perceptível na maré baixa. A verdade é que não reparámos em nada e a água estava bastante fria. Se tiver mais sorte do que nós e descobrir que é verdade, diga-nos nos comentários!

Nós não consegimos sentir a água mais quente…

Na bonita e sinuosa estrada a caminho desta praia há uma cascata (a estrada começa em Furnas, por isso é boa ideia aproveitar e visitar este lugar no mesmo dia que visita Furnas). A cascata está situada entre os dois túneis por onde passa e para chegar a ela deverá de estacionar depois de sair dos túneis e caminhar ao longo da estrada (tenha cuidado, pode ser perigoso).

Norte e centro da ilha

Lagoa do Fogo

A Lagoa do Fogo é uma das maiores lagoas de São Miguel e, na nossa opinião, a mais bela de todo o arquipélago. Bem, não só na nossa opinião. Foi escolhida como uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Uma daquelas vistas que nos deixa sem fôlego, mesmo que depois se respire profundamente ar fresco.

Classificada desde 1974 como Reserva Natural, tem uma altitude de 575 metros e uma profundidade máxima de 30 metros. Está rodeada de densa vegetação endémica e situa-se na enorme caldeira do vulcão do Fogo – também conhecido como Vulcão Água de Pau – que entrou em erupção há 15.000 anos.

Pode-se admirar a magnificência da lagoa a partir de dois miradouros, o Miradouro Pico da Barrosa e o Miradouro da Lagoa do Fogo (850 metros acima do nível do mar). Ambos têm estacionamento gratuito (embora possam ficar lotados, especialmente o primeiro, que é pequeno).

A Lagoa do Fogo é a nossa lagoa favorita do arquipélago.

Se estiver à altura, há um trilho que desce até à lagoa com uma recompensa: um mergulho na praia da lagoa! O trilho (PRC02 SMI) é circular, com 11 km de comprimento e leva cerca de 4 horas (2 horas para lá e 2 horas no regresso) e é ideal para apreciar a flora endémica enquanto recupera energia para continuar a caminhar até chegar à bela Praia da Lagoa. Aqui pode ver a brochura oficial do trilho em português e inglês.

Caldeira Velha

Passeie por um jardim rico em plantas endémicas, respire fundo e acabe sob uma cascata de água quente, piscinas e fumarolas: bem-vindo à Caldeira Velha.

Bem, talvez não seja tão paradisíaco como parece porque estamos a esquecer o quão conhecida a Caldeira Velha se tornou, pelo que a probabilidade de a apreciar com muito poucas pessoas é escassa (ou inexistente) e que geralmente há filas para entrar mesmo antes da sua abertura. É tão bem conhecida e procurada que corremos o risco de dizer que é provavelmente um dos locais mais fotografados da ilha. A temperatura na piscina principal é de cerca de 25º e, nas outras três piscinas termais, a água atinge 37º e 39º. O ambiente é incrivelmente belo.

Felizmente, recentemente, permitiram a possibilidade de reservas online para evitar filas de espera (a partir de Agosto de 2021). Pode reservar o seu bilhete na Caldeira Velha aqui (se puder, faça-o com alguns dias de antecedência). A entrada custa 8 euros/pessoa e está aberta das 9:30h às 20:30h. Há um limite de 2 horas no interior e um limite de 250 pessoas ao mesmo tempo. Como em muitas outras atracções da ilha, se for residente, a entrada é gratuita.

Há um grande parque de estacionamento gratuito, no portão ao lado, sinalizado na estrada.

Como recomendamos em todos os banhos térmicos de Furnas, o ideal a fazer aqui é usar um fato de banho que não se importe de danificar porque este tipo de água normalmente causa danos irreparáveis nas peças de vestuário.

Salto do Cabrito (Cascata do Cabrito)

A cascata do Salto do Cabrito é obrigatória. Para lá chegar, é preciso percorrer uma estrada curta mas íngreme e depois, é claro, subir de volta. Pode-se descer de carro, embora a estrada seja tão íngreme que não a arriscamos com o carro alugado (é viável descer de carro, como vimos vários a fazê-lo e há uma área de estacionamento livre ao longo da estrada). Além disso, se o dia for chuvoso (ou ameaçador de chuva), pode ser mais complicado. Em alternativa, pode estacionar no topo e descer aquele trecho curto mas íngreme, que foi o que fizemos.

A cascata do Salto do Cabrito merece o passeio íngreme

À chegada, há uma bela cascata onde (se se atrever), se pode tomar um banho frio. É mesmo ao lado de uma central hidroelétrica, o que tira um pouco da magia.

Lagoa do Congro

A Lagoa do Congro é, na nossa opinião, uma das lagoas mais especiais da ilha por uma razão muito simples: só é acessível através de um caminho de cerca de 10-15 minutos de descida (e depois de subida) e o facto de não poder vê-la assim que estaciona o seu carro torna-a muito menos povoada do que as outras.

Uma das lagoas mais especiais da ilha e uma das únicas que desfrutámos em solidão.

Foi uma das poucas lagoas, juntamente com as do trilho da Serra Devassa, que desfrutámos sozinhos na ilha, em meados de Julho.

Dificuldade: Fácil. É um trilho com algum ganho de elevação (algumas subidas suaves), bem marcado e não escorregadio (pelo menos quando fomos, em Julho). Quando descemos havia uma família com crianças a subir, por isso é adequado para pessoas de todas as idades. O ideal seria usar sneakers/boot antes de descer, como em todos os trilhos

À chegada, a recompensa não é apenas visual mas também audível. A cratera de 3900 anos rodeada por uma floresta verde tão densa, acompanhada pela banda sonora de sapos e aves, faz desaparecer todos os problemas que possa ter tido antes de descer, pelo que pode simplesmente concentrar-se e desfrutar da paz deste lugar.

O trilho é fácil e vale a pena.

Para lá chegar, é preciso conduzir até este ponto no mapa onde se tem de virar para uma estrada não pavimentada. Estacionámos aqui (onde havia mais espaço para manobrar o carro) e percorremos uma curta distância para chegar ao início do trilho até à lagoa.

Vale a pena estacionar o carro um pouco mais longe do início do trilho para a Lagoa do Congro e desfrutar um pouco mais da natureza incrível de São Miguel.

Junto à Lagoa do Congro há outra lagoa aparentemente coberta de lírios de água (Lagoa dos Nenúfares). Não chegámos a ir para lá porque deixámos a Lagoa do Congro ao pôr-do-sol, mas se tivermos tempo e tivermos vontade de a investigar, devemos saber que está ao seu lado (em teoria há um trilho que liga ambos, mas de acordo com o que lemos, a outra lagoa é um pouco negligenciada e é possível que os trilhos não estejam em boas condições).

Lírio de água

Praia de Santa Bárbara

Bem-vindo à capital do surf de São Miguel par excellence (caso a estátua de um surfista na Ribeira Grande não o tenha deixado claro).

A capital do surf da ilha

Muito perto da cidade de Ribeira Grande, a praia de Santa Bárbara é bela, com uma enorme área arenosa, com cerca de 1 km de comprimento, sendo uma das mais longas da região. Para além de ser uma praia muito popular para o surf e bodyboard devido às suas ondas, é ideal para apreciar um gin tónico açoriano ao pôr-do-sol – Rocha Negra ou Baleia Gin – no bar com vista para o mar: Tuká Tulá.

Se quiser tratar-se e ficar na capital do surf, com a vantagem de não ter de conduzir depois de experimentar um dos melhores pores-do-sol da ilha, então não procure mais, reserve no Santa Barbara Eco-Beach Resort. Se estiver hesitante, as 30 villas, a piscina de água salgada com vista para a praia de Santa Barbara (e acesso directo à própria praia, claro), massagens, aulas de surf (claro!) e aulas de yoga ou cocktails e pratos do chef, acabarão por convencê-lo.

A piscina no Santa Barbara Eco-Beach Resort. Foto de Booking

Ribeira Grande e Arquipélago

Embora Ponta Delgada seja a escolha mais óbvia para ficar na ilha, devido à enorme oferta gastronómica e de alojamento e à sua localização – para aqueles que querem fugir do óbvio e, portanto, da superlotação turística e do que isso implica, pensamos que ficar na Ribeira Grande é uma excelente escolha. Ainda longe das multidões de pessoas atraídas pela fama da capital, em Ribeira Grande é fácil respirar a autenticidade açoriana entre belas ruas estreitas e poucas mas boas opções onde comer junto ao mar. Nas proximidades encontra-se a mítica Associação Agrícola onde se pode experimentar o famoso “Bife à Regional” e também é preciso experimentar o incrível atum no Botequim Açoriano ou na Quinta dos Sabores, ambos na cidade vizinha de Rabo de Peixe (a propósito, uma das cidades mais pobres de Portugal).

Encontre aqui alojamentos na Ribeira Grande

O Arquipélago – Centro de Arte Contemporânea – é o nosso museu favorito na ilha (nas três vezes em que visitámos a ilha, todas as três vezes nos perdemos nele). Era uma fábrica de álcool, mas desde 2015 é uma fábrica de cultura, fazendo com que aqueles de nós que passam por ela reflitam e nos aproximem das propostas dos artistas locais. Pode segui-los nas redes sociais para saber o que se passa quando visita a ilha.

Encontre aqui alojamentos na Ribeira Grande

Miradouro de Santa Iria

O Miradouro de Santa Iria, perto do Porto Formoso, oferece vistas incríveis da costa norte de São Miguel, onde o verde contrasta com o azul do mar do Atlântico. Tem alguns lugares de estacionamento gratuitos para que se possa chegar perfeitamente de carro, no caminho para a zona nordeste da ilha.

A costa norte da ilha a partir de Miradouro de Santa Iria

Chá Gorreana e Plantações de Chá do Porto Formoso

Sabia que os Açores escondem as únicas plantações de chá na Europa?

Devido à localização de São Miguel no meio do Atlântico, com o seu clima húmido e solo argiloso, abençoadas são as pessoas que tentaram cultivar chá (ou melhor, camélia sinensis, a planta) aqui pela primeira vez, porque com sucesso. Anos atrás a ilha tinha mais de uma dúzia de fábricas de chá em funcionamento, mas hoje restam apenas duas: a mais famosa, Fábrica Gorreana, e a do Porto Formoso, as duas últimas fábricas de chá na Europa.

Passear entre as únicas plantações de chá na Europa

A fábrica de chá Gorreana é a mais antiga da Europa (a funcionar desde 1883), a mais conhecida da ilha, a que atrai mais turistas e cuja marca de chá é a mais distinta dos Açores.

A fábrica de chá Gorreana é a mais antiga da Europa

É interessante visitar a fábrica, tanto para aprender sobre todo o processo do chá (desde a colheita, murcha da folha, enrolamento, secagem, classificação e embalagem), como para observar as máquinas originais utilizadas no processo, em pleno funcionamento. Algumas delas datam de 1883! Existem quatro variedades de chá para experimentar e, se desejar, para comprar. A visita é gratuita, todos os dias das 08:00h às 20:00h (nos fins de semana a partir das 09:00h). Se visitar a ilha entre Abril e Setembro terá sorte: é a época da colheita do chá e significa mais atividade na fábrica.

As plantações de chá são altamente fotogénicas.

O que realmente nos impressionou foi a beleza das plantações de chá Gorreana, onde os padrões ondulantes de verde contrastam com o azul do mar. As plantações estendem-se ao longo de 35 hectares (cerca de 30 toneladas de chá por ano) e o caminhar por elas é livre.

Pensamos que é uma obrigação caminhar através destas plantações. Pode parar aqui directamente com o carro e andar livremente.

O Fábrica de Porto Formoso é mais recente e algo curioso sobre esta fábrica (que também é gratuita, tanto caminhando pelas plantações com vista para o mar como visitando a própria fábrica) são os trajes típicos dos apanhadores de chá que são utilizados na recriação anual, na Primavera, da colheita de estilo antigo. Se estiver frio, o chá é tomado no interior, quente, e se estiver quente no exterior, um chá gelado, com vista para as plantações e para a bela aldeia de Porto Formoso.

Gostámos muito do Porto Formoso e da sua Praia dos Moinhos. Quando chegámos, tivemos aquela sensação de sair da pista batida que tanto gostamos. Talvez porque éramos os únicos não locais a caminhar pelas ruas ou talvez devido aos olhares e sorrisos curiosos que recebemos, mas é verdade que nos deixou a vontade de explorar isto ainda mais.

Gatinho de São Miguel descansando na plantação de chá com vista para o Oceano Atlântico

Lagoa de São Brás

A Lagoa de São Brás é outra bela lagoa, menos conhecida e que provavelmente desfrutará em solidão, que poderá visitar no seu caminho pela zona nordeste de São Miguel. Uma curiosidade sobre esta lagoa é que ela é um dos pontos por onde passa o Sata Rallye Açores.

Nordeste e Povoação

Há muito tempo atrás, como lemos, o Nordeste da ilha de São Miguel foi chamado a décima ilha dos Açores devido à dificuldade (e ao tempo necessário) para lá chegar. Hoje em dia, as estradas não só tornam o Nordeste facilmente alcançável, como também está cada vez mais na rota turística de quem visita a ilha. De facto, se há alguns anos atrás levava tempo devido às estradas, hoje em dia é devido ao número de paragens que se fazem de poucos em poucos minutos nas belas e sinuosas estradas, pontilhadas de miradouros com vistas de cortar a respiração.

Vistas do miradouro da Ponta do Sossego, Nordeste

Embora seja verdade que em alguns dos pontos desta área já vemos muito mais carros com o autocolante de aluguer, ainda está longe das multidões de Furnas ou Sete Cidades.

Poço Azul e Salto da Farinha

Na paróquia de “Achadinha” existe uma piscina azul no meio de muito verde. Chama-se Poço Azul e o caminho curto mas (bastante) íngreme e bonito para lá chegar vale a pena.

O caminho curto, íngreme e incrível para o Poço Azul

Infelizmente, quando fomos, em Julho, a cascata não tinha água mas a cor ainda era impressionante.

Não se deixem enganar pela fotografia, a água estava gelada!

O trilho liga ao Salto da Farinha, uma cascata que quando fomos (Julho) também não tinha água, por isso se tiver tempo pode visitar ambos na mesma caminhada no trilho mais longo: um trilho linear de 5 km (2h aprox.), o PR21SMI (aqui está a brochura de informação oficial em português e inglês).

Salto da Farinha

Não tivemos tempo de fazer tudo (e voltar depois como é linear) por isso só fizemos a parte que começa em Achadinha (exactamente neste ponto) que liga ao Poço Azul e volta, e visitámos o Salto da Farinha de carro depois disso.

Ribeira dos Caldeirões

O parque natural da Ribeira dos Caldeirões tem uma grande variedade de flora macaronésica (região que compreende os Açores, Madeira e Ilhas Selvagens, Canárias e Cabo Verde) e Laurisilva. Para além da impressionante cascata Aqui pode encontrar moinhos antigos, dois deles ainda em funcionamento.

Ribeira dos Caldeirões

Se gosta de adrenalina e está à procura de aventura, aqui mesmo, no Parque dos Caldeirões pode ir! canyoning, saltando em cascatas e fazendo o seu caminho pela flora endémica açoriana. Saiba mais sobre esta atividade e reserve aqui o seu lugar para o dia que quiser.

Miradouro Despe-te Que Suas

O miradouro com o nome mais curioso que passamos na ilha, “Despe-te que suas” significa literalmente, em português, “Despe-te ou vais suar”. O nome vem do esforço envolvido no passado para subir até aqui pelo penhasco onde se encontra, com um declive muito íngreme.

Vista do miradouro “Despe-te que Suas”.

Quando fomos, não suámos nem nos despimos, estava tanto frio e vento que sentimos que íamos voar para longe. No entanto, com outras condições meteorológicas, parece ser uma boa opção para observar o pôr-do-sol. A vista do miradouro é deslumbrante, e é possível ver toda a costa norte e há algumas mesas para piqueniques.

Miradouro Ponta do Arnel, Farol e Porto de Arnel

O farol da Ponta do Arnel é o farol mais antigo dos Açores, instalado em 1876. Ainda hoje funciona (embora eletrificado) e para o visitar é preciso descer uma estrada íngreme (35% de inclinação) e estreita que não recomendamos fazer de carro (pode mas carros menos potentes podem ter problemas a subir e se atravessar com outro veículo no caminho pode ser um drama, além disso, não há praticamente nenhum lugar de estacionamento por baixo). Descemos a pé, e embora seja um bom exercício, a menos que esteja muito interessado em descer até ao farol, pensamos que não vale a pena.

Descendo para o farol mais antigo dos Açores

Do topo, no Miradouro da Ponta do Arnel, terá vistas incríveis do farol e da zona circundante, e no caminho para baixo há mesmo uma cascata. Se decidir descer ao farol, poderá visitá-lo, mas apenas às quintas-feiras (das 14:00h às 17:00h no Verão, e das 13:30h às 16:30h no Inverno).

A cascata que vimos no caminho para o farol

Miradouro da Vista dos barcos

Continuando pelo lado leste da ilha em direcção ao sul, a próxima paragem é no Miradouro da Vista dos Barcos, a partir do qual teremos outra perspectiva do Farol de Arnel e do porto, também incrível a partir do topo da falésia.

Farol de Arnel de Miradouro Vista dos Barcos

Miradouro da Ponta do Sossego

Sossego, em português, significa tranquilidade e é isso que encontrará neste miradouro. Literalmente. O Miradouro da Ponta do Sossego tem um belo jardim cheio de flores, árvores e pássaros, muito colorido. Vê-se perfeitamente que se encontra na rota turística, pois tem um quiosque na própria entrada. Do miradouro temos uma bela vista sobre as falésias, cheias de flores, e tem também zonas de piquenique. Como todos os lugares desta costa, é um excelente local para observar o nascer do sol.

Ponta do Sossego ou um dos mais belos pontos turísticos da ilha

Miradouro Ponta da Madrugada

Continuando pela mesma estrada em direcção ao sul, paramos no miradouro seguinte: Miradouro da Ponta da Madrugada: também muito bem conservado e preparado, com zona de barbecue/picnic, ampla vista para o mar e para as falésias. Como o seu nome sugere (Madrugada significa nascer do sol), é considerado o melhor local para ver o nascer do sol em São Miguel.

Se for capaz de pôr o alarme suficientemente cedo, este é um dos melhores locais para desfrutar do nascer do sol.

Centro de Interpretação Priolo

Sabia que o priolo é uma das aves mais raras do mundo? Sim, esta pequena ave endémica açoriana que mede entre 15 e 17 cm e pesa cerca de 30 gr vive apenas na área entre Furnas e o Nordeste da ilha, só pode obter alimento da floresta Laurisilva e apenas 600 a 800 pares da espécie sobrevivem, o que significa que é atualmente considerada uma espécie criticamente em perigo de extinção, o passo antes da extinção.

Janela do Centro de Interpretação do Priolo

O Centro de Interpretação do Priolo está localizado numa antiga casa dos guardas-florestais, no meio da floresta e a visita é altamente recomendada. Durante a nossa visita tivemos a sorte de ser guiados por Luis Pacheco. Adorámos a visita. Aprendemos sobre o Priolo, as suas características morfológicas, ciclo de vida, alimentação, habitats, ameaças mas acima de tudo achámos o centro muito interessante porque conta um pouco da história dos próprios Açores, através da história do Priolo. Desde o século XV quando Gaspar Frutuoso chegou às ilhas, passando por aqueles tempos em que a principal atividade da ilha era a exportação de laranjas para o Reino Unido e como o priolo era considerado uma praga porque comia as folhas das laranjeiras (até era permitido o pagamento de impostos com cadáveres do pássaro). Depois passamos pelo plano de reflorestação de São Miguel no século XX (era necessária mais madeira para casas, lenha, etc.) e pela importante tese de doutoramento do Dr. Jaime Ramos sobre o Priolo (1990), a partir da qual o conhecimento da ave mudou graças à SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), ao projeto “Life Priolo” (2003) e à criação deste centro em 2007. Já o convencemos?

Centro de Interpretação do Priolo

Praia do Lombo Gordo

A Praia do Lombo Gordo é uma das poucas praias nesta zona da ilha, o Nordeste. As marés mudam a praia todos os anos, aumentando ou diminuindo a quantidade de areia e, portanto, o espaço para deixar a sua toalha. O ambiente é muito bonito, pois a praia é formada por areia preta que contrasta fortemente com o azul do oceano Atlântico e o verde das falésias.

A estrada de acesso é bastante íngreme e de acordo com o que lemos, é melhor deixar o carro no topo e caminhar até ao fim.

Miradouro Agua Retorta

Continuando a conduzir, a estrada e já alcançando o sul, encontramos este miradouro com vista para a aldeia de Água Retorta e arredores, anunciada como a “aldeia mais pitoresca dos Açores”. Como se pode ver, a aldeia está situada numa falésia, rodeada de verde e com vista para o Atlântico, por isso quem não gostaria de lá viver?

Salto do Prego

Um dos mais belos trilhos da ilha é o Salto do Prego e Sanguinho (PRC09 SMI, brochura de informação oficial em inglês e português). É um trilho circular de 4,5 km que começa no Faial da Terra, passa junto à impressionante cascata Salto do Prego para arrefecer (a água está gelada) – pode fazer um desvio para outra cascata chamada Salto do Cagarrão – e no final do trilho passa por Sanguinho uma aldeia rural lindamente restaurada onde é possível passar a noite.

Salto do Prego cascata, a estrela de um trilho biodiverso

Demorámos cerca de 2 horas a completar o trilho, incluindo um mergulho na cascata gelada. É um trilho muito biodiverso, passámos por diferentes tipos de vegetação e até conhecemos algumas galinhas!

No dia em que lá fomos estava muito calor e o trilho pela floresta era muito húmido, por isso traga muita água, um chapéu, protector solar e calçado apropriado.

Miradouro Pico dos Bodes

Se quiser uma vista panorâmica de 360º de toda a costa ocidental, do Faial da terra até Vila Franca do Campo, suba até ao último andar deste edifício de madeira e desfrute da incrível vista do Miradouro Pico dos Bodes.

Embora há anos atrás fosse difícil de alcançar e chegar-se lá de carro, agora a estrada está fixa e boa, por isso pode chegar ao miradouro com o seu carro alugado.

Nas proximidades, seguindo a mesma estrada, pode também parar para apreciar as vistas de outro miradouro, o Miradouro do Pôr-do-sol.

Povoação e praia de Povoação

A aldeia de Povoação deve o seu nome ao facto de ter sido a primeira zona da ilha a ser povoada, onde desembarcaram os primeiros colonos no século XV. A Ermida de Sta. Bárbara, que se diz ser a mais antiga da ilha (e com uma boa vista para o mar) e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário destacam-se entre o seu património.

Povoação tem também uma bela praia de areia preta bordejada por um penhasco verde. Mesmo ao seu lado tem também uma piscina municipal artificial com água do mar.

Pico da Vara e Planalto dos Graminhais

O Pico da Vara é o ponto mais alto da ilha de São Miguel, com 1103 metros de altitude. Acessível a pé, através de um trilho circular classificado como difícil (o PR7SMI, aqui está a brochura oficial), de 7 km (3h aproximadamente). No momento de escrever este guia, para fazer o percurso é obrigatório preencher este formulário e obter autorização. Se tiver sorte, poderá ver o pássaro endémico de que falámos acima, o Priolo.

Nesta zona existe também o Planalto dos Graminhais (o trilho actualmente não passa por ele, embora ofereça vistas sobre o planalto), que é uma das paisagens mais antigas de São Miguel. O Planalto dos Graminhais é caracterizado pelas suas “turfeiras” (ecossistema húmido, mais informações aqui), bem como pela floresta Laurissilva. Em teoria é possível visitar esta zona de carro, através de uma estrada de terra (estrada da Tronqueira, mais informações aqui).

Ponta Delgada e Sul da Ilha

O que ver em Ponta Delgada

A capital da ilha é uma excelente base para se deslocar e conhecer os seus recantos devido à sua localização estratégica no meio de São Miguel e à oferta gastronómica e cultural que tem.

Praça da Câmara Municipal de Ponta Delgada

Embora não seja a nossa cidade açoriana favorita (preferimos muito mais a Horta, no Faial, ou Angra do Heroísmo, na Terceira) porque nos parece uma cidade não centrada no ser humano (os carros são os protagonistas da cidade, onde as calçadas não são suficientemente largas para caminhar e explorar), o seu belo centro histórico, os fantásticos restaurantes e as vistas do Atlântico fazem-nos querer explorá-la melhor, mesmo depois de um dia cheio de exploração/caminhada.

Em Ponta Delgada recomendamos ficar nos excelentes quartos do Hotel do Colegio (a partir de 55 euros/noite), no apartamento do Ladeira Loft (a partir de 80 euros/noite) ou nos belos Armazéns Cogumbreiro (90 euros/noite), todos no centro da cidade. Encontre alojamento em Ponta Delgada aqui ou veja mais opções na secção Onde ficar em Ponta Delgada.

Aqui está uma lista de tudo o pode visitar em Ponta Delgada em um ou dois dias:

  • Visite os Portões da cidade, um dos lugares mais importantes de Ponta Delgada, este conjunto de três arcos foi construído no século XVIII e é uma das imagens promocionais da cidade. Na praça onde se encontram, realizam-se diferentes eventos, tais como as festividades do Espírito Santo ou decorações de Natal.
  • Torre Sineira: também construída no século XVIII, pode ser visitada desde há alguns anos atrás e pode subir para admirar as vistas panorâmicas da cidade, gratuitamente. Nas proximidades pode também passar pela Câmara Municipal, a praça em frente é bastante fotogénica.
  • Aprenda sobre a história e natureza dos Açores no Museu Carlos Machado (aberto das 10:00h às 17:30h, fecha às segundas-feiras).
  • Subir para ver a vista de Ponta Delgada a partir do L’Hermitage de Mãe de Deus
  • Mercado da Graça e Rei Dos Queijos: algo que gostamos sempre de fazer se possível, é visitar os mercados locais, e quando ficamos num apartamento aproveitamos a oportunidade para comprar frutas e legumes locais, pelo que o Mercado da Graça em Ponta Delgada foi o nosso principal ponto de compras. Se visitar a ilha no Verão, pode tentar comprar Meloa (melão cantaloupe) que vem da ilha vizinha de Santa Maria, ananases (que são cultivados em estufas perto de Ponta Delgada com um método único no mundo) ou queijos e manteigas de todas as ilhas do Rei dos Queijos, dentro do próprio mercado (se puder, experimente a manteiga “Rainha do Pico”, da ilha do Pico, ou a da ilha das Flores, embora esta última nem sempre esteja disponível). Também têm pão (não se pode deixar os Açores sem experimentar o Bolo Lêvedo) e outros produtos locais. Outra opção semelhante é o Principe dos Queijos.
  • Portas do Mar: esta área com restaurantes, estacionamento, lojas, etc., foi recentemente construída como ponto de paragem para navios de cruzeiro. Não é a nossa área favorita, mas se procura uma área com muitos restaurantes e um lugar para caminhar em frente ao mar, este, é o seu lugar.
Portas do Mar, Ponta Delgada
  • Jardim Botânico José do Canto: um jardim botânico com espécies diferentes de todo o mundo, espécies endémicas, uma igreja e uma cascata. O jardim foi iniciado pelo seu proprietário, José do Canto, no século XIX e pode ser visitado desde 2014 (4 euros/pessoa), das 09:00h às 19:00h no Verão (Abril a Setembro) e das 09:00h às 17:00h no Inverno (Outubro a Março).
  • Passeio ao longo do mar entre Forno de Cal e Forte de São Bras (isto pode ser feito de bicicleta com a aplicação Atlantic Bikes ).
A passear com o mar de companhia
  • Rosto de Cão: se visitar esta zona para almoçar/jantar num dos seus restaurantes (O Galego, Cais 20…) não hesite em visitar o “Ilhéu do Rosto de Cão”, assim chamado porque o ilhéu (que na realidade não é um ilhéu porque está ligado ao continente) é dito que se assemelha a um cão.
Vê aí um cão? Para nós, mais como o de um tubarão…
  • Observação de Baleias: Uma das actividades que não pode faltar em São Miguel é a observação de cetáceos (golfinhos e baleias) no seu habitat, no meio do Oceano Atlântico. O mais importante é certificar-se de que vai com uma empresa que respeita as regras de sustentabilidade e protecção animal (distância segura do barco aos cetáceos, etc.). Fiz esta actividade em São Miguel na primeira vez que visitei a ilha em 2013, onde tive a sorte de ver aquele gigante suave, uma baleia azul, com mais de 20 metros, passar pacificamente pelo nosso barco. Este ano, na ilha do Pico, tivemos novamente a sorte de ver 3 baleias “sardinheiras“, a terceira maior baleia do mundo, e vários golfinhos (falar-vos-emos mais sobre isso no guia do Pico). Os Açores são um paraíso para a observação de baleias, portanto, reserve uma manhã na sua viagem para esta actividade.
Observar baleias e golfinhos no seu habitat é uma das experiências mais incríveis que tivemos nos Açores.

Reserve aqui a sua visita de observação de baleias

Em Ponta Delgada existe uma enorme variedade de alojamentos mas se quiser algo especial, destacamos o hotel Senhora da Rosa: 33 quartos com terraço numa propriedade do século XVIII rodeada de vegetação e, sobretudo, ananases! Aqui pode dar um mergulho na piscina aquecida da estufa do ananás – com todo o estímulo para os sentidos que isso implica – e vários trilhos onde pode passear após um relaxante banho ao ar livre.

Para mais informação sobre o que ver e fazer em Ponta delgada, entre aqui no nosso post específico sobre a capital.

Relva

A caminho do oeste da ilha (Sete Cidades/Mosteiros), passará por Relva, onde poderá fazer algumas paragens nos seus miradouros ou, se se atrever, tomar um belo caminho ao longo do mar. Os miradouros são o Miradouro Fonte da Roca (onde começa o trilho abaixo) e o Miradouro do Caminho Novo (antiga zona de “miradouro” para observação de baleias). Pode ser um bom local para apreciar o pôr-do-sol.

O percurso é o PCR20SMI (brochura oficial), um percurso linear (ida e volta) de 5,5 km (3:00h) no qual se visitará uma “fajã detritica” (as “fajãs” formadas pelo desmoronamento de parte do penhasco), descendo até atingir o nível do mar e com a possibilidade de dar um mergulho se o tempo e as correntes o permitirem. Outra curiosidade deste trilho é que pode almoçar/jantar (essencial reservar antes de ir) no Jardim da Lapsa, uma casa/exploração que tem um belo terraço virado para o mar, onde os proprietários preparam jantares privados, para apreciar, por exemplo, o pôr-do-sol (mais informações aqui).

São Miguel e os Ananases: Ananases A Arruda e a Herdade do Ananás

O ananás é um dos símbolos da ilha (de facto o método de cultivo em estufas em São Miguel é único no mundo, em estufas de vidro, tentando reproduzir as condições climáticas de onde o fruto veio originalmente, América do Sul) e está presente em muitas das atividades que se podem fazer na ilha.

Na Quinta Augusto Arruda, também conhecida como Ananases A Arruda as estufas de vidro podem atingir 38ºC aquecidas pelo sol, condições ideais para o cultivo dos deliciosos e doces “ananases” açorianos. A entrada é gratuita e para além de visitar as estufas, o melhor a fazer é experimentar os chutneys e a mostarda de ananás e os diferentes licores da loja (garantimos-lhe que provavelmente voltará para casa com um).

Aqui, até o “bolo rei” é feito com ananás! É conhecido como “malamanhado” e é uma adaptação do típico pão-de-ló de Natal com um recheio feito com doce de ananás e creme de ovos. Ouvimos também falar de um flan de ananás com queijo, uma famosa sobremesa no restaurante Anfiteatro.

Na Herdade do Ananás a proposta é diferente. Aqui pode desfrutar de uma massagem ayurvédica entre plantações de ananás (com o correspondente cheiro delicioso, claro). Ideia para uma surpresa romântica: a massagem pode ser desfrutada por duas pessoas.

Na herdade do século XVIII do hotel Senhora da Rosa Tradition & Nature poderá relaxar entre plantações de ananás, pois existe um jacuzzi dentro da estufa.

E, finalmente, no Mulher do Capote em Ribeira Grande, pode provar um gin de ananás. O Goshawk Açores Gin é um gin destilado com licor de ananás que nós, como apreciadores de gin, estamos ansiosos por experimentar.

O jacuzzi entre as plantações de ananás no hotel Senhora da Rosa (foto do site oficial do alojamento). Reserve aqui a sua estadia

Gin Library

E se é um fã de gin como nós, então isto é do seu interesse porque aqui, em São Miguel, muito perto de Ponta Delgada, encontrará a maior colecção de gins do mundo, ou como diz Ali, o seu criador, a maior “biblioteca” de gin.

Depois de viverem vários anos em Hong Kong, o casal britânico formado por Ali e Caroline, que se tinha apaixonado pelos Açores anos antes, na sua lua-de-mel, decidiu que criariam aqui um projecto. E assim foi: Solar Branco, o projecto onde nasceu a “Gin Library“, é um alojamento local com seis unidades independentes, um bar e um pomar onde nascem muitas das especiarias e botânicos utilizados para criar o espectacular gin e tónicos que se saboreia no seu terraço.

Ali disse-nos que tem 480 garrafas de gin. Não as contámos mas acreditámos nele, especialmente depois de vermos o profissionalismo com que preparou o nosso gin Baleia, a sua mais recente criação, feita em colaboração com Rocha Negra, da qual falou com orgulho.

Provar o Baleia (ou qualquer outro gin na “biblioteca”) no terraço custa 15 euros, desfrutar da Masterclass (historia do gin, truques para um G&T perfeito e até a criação do seu próprio G&T com os ingredientes da sua escolha) com 3 gin e tónicos incluídos, custa 40 euros. Mas cuidado! se trouxerem uma garrafa (cheia) que não tenham na sua “biblioteca” especial, recebem a Masterclass de graça. Está disposto a isso?

Praia das Milicias e Praia do Pópulo

A Praia das Milicias e a Praia do Pópulo são as duas praias mais próximas à capital, Ponta Delgada, e são ambas muito visitadas pelos habitantes locais, devido à sua facilidade de acesso, qualidade da água e serviços. Visitámos a praia das Milicias em meados de Julho e ficámos agradavelmente surpreendidos.

Praia das Milícias

Lagoa e piscinas naturais

Outra opção para refrescar no oceano Atlântico perto de Ponta Delgada é em Lagoa e nas suas piscinas naturais. Existem duas áreas principais: o“Complexo Municipal de Piscinas” (que tem piscinas naturais, uma piscina artificial, piscinas para crianças e todo o tipo de serviços) e a “Zona Balnear do Cruzeiro (Poças de Atalhada)” (mais selvagem, sem vigilância, com piscinas naturais de água cristalina).

Enquanto estiver aqui, não perca a oportunidade de visitar o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (tenha cuidado, só está aberto à tarde das 14:30h às 17:30h), onde poderá aprender mais sobre a atividade sísmica/vulcanológica nesta área do oceano Atlântico.

Por aqui há um verdadeiro retiro onde se pode passar a noite: Sul Villas & Spa. O conceito é único mas o preço também o é. Se quiser surpreender o seu parceiro numa escapadela romântica ou a sua família numa das mais belas piscinas da ilha com uma vista espectacular sobre o Atlântico, dê uma vista de olhos às Sul Villas.

Caloura

Para algumas pessoas é a mais bela piscina natural da ilha e isso já aguçou a nossa curiosidade, embora tenha sido realmente a comida que nos trouxe até aqui. Várias pessoas recomendaram-nos o Bar Caloura e o seu terraço sobre o mar para comer peixe bom e fresco, por isso fomos lá.

Outra atração aqui é o seu bom clima. De facto, o seu nome “Caloura” vem de “Calor” (Quente) devido ao microclima desta área (que, por coincidência ou não, tem o metro quadrado mais caro da ilha).

Os barcos de pescadores pintados à mão – com nomes religiosos a pedir sorte no mar – completam o quadro nesta bela baía.

Se estiver calor, vá a Caloura. Banho de sol, um mergulho no mar e um peixe fresco (comprado todas as manhãs aos pescadores) no Bar Caloura. Um dia de férias perfeito em São Miguel.

Na zona, não pode faltar a Praia Baixa D’Areia (também conhecida como Praia da Caloura), uma pequena enseada com águas transparentes, e os miradouros do Pisao e Monte Santo.

Miradouro Monte Santo

Agua D’alto

Outra praia que vale a pena visitar é a Praia da Pedreira, com águas calmas e transparentes (ficámos com o desejo porque estava nublada e começou a chover quando visitámos esta praia). Para lá chegar é preciso descer a pé a partir deste ponto, estacionando o carro perto, onde se possa.

Outro plano que recomendamos na zona é ir à Cervejaria A Lagoinha, onde se pode experimentar a cerveja artesanal local na cervejaria. Quando fomos, estava cheia de gente local, que encomendava a cerveja dentro e a levava para fora, na pequena praça em frente à igreja.

Saúde!

Antes ou depois (achamos que é melhor antes) de provar a(s) cerveja(s) pode fazer um percurso curto e fácil chamado “Quatro Fábricas de Luz(PR39 SMI, aqui está a brochura de informação oficial em português/inglês), aqui mesmo em Água d’Alto. Recentemente aberta ao público, passa pelas ruínas de antigas fábricas que, durante o final do século XIX e início do século XX, começaram a produzir electricidade a partir de fontes renováveis. É um trilho linear de 2 km que começa no Parque Escutista dos Lagos e tem uma recompensa no final: a“Cascata do Segredo” e uma piscina em Trinta Reis. Mais informações sobre o trilho aqui.

Vila Franca do Campo e Ilhéu de Vila Franca

No meio da costa sul da ilha situa-se o mais antigo município de São Miguel e, capital da ilha até 1522: Vila Franca do Campo. Esta bonita cidade de ruas estreitas que conduzem ao mar foi inicialmente associada à cultura do açúcar, mais tarde com laranjas e mais recentemente com ananases. Vila Franca do Campo é uma terra com os braços abertos para o mar e de quase qualquer ponto da mesma, podemos ver o ilhéu que fica a cerca de 500 metros da costa, Ilhéu de Vila Franca ou, como também é conhecido, o “anel da princesa”, devido à sua forma.

Vila Franca do Campo e Ilhéu de Vila Franca

O ilhéu – Ilhéu de Vila Franca – é um antigo vulcão submerso onde a sua cratera inundada forma um círculo quase perfeito, com uma pequena abertura para o mar.

Como visitar o Ilhéu de Vila Franca?

É possível chegar ao ilhéu e de facto é um dos planos que recomendamos em São Miguel se visitar a ilha durante o Verão, uma vez que as embarcações que fazem a travessia entre o porto de Vila Franca do Campo e o ilhéu só funcionam durante esta época (de 15/06 a 14/10).

O bilhete de barco de ida e volta custa 8 euros/pessoa e a frequência é de hora a hora. Como o ilhéu é uma reserva natural, a capacidade máxima é de 400 pessoas por dia (200 pessoas simultaneamente no ilhéu) por isso, se quiser garantir o seu lugar, não vá demasiado tarde.

Banhos nas águas do ilhéu de Vila Franca com Vila Franca do Campo como pano de fundo.

Apenas os barcos oficiais podem desembarcar no ilhéu (verá que há muitos outros barcos/viagens que apenas a circundam) e pode comprar bilhetes online (embora quando lá fomos em Julho de 2021 o website estivesse em manutenção) ou pessoalmente na cabine que eles têm no porto. O passeio de barco demora apenas 10 minutos.

À chegada, encontrará águas limpas, mais quentes que o habitual, e uma biodiversidade incrível: traga um snorkel e um kit de máscara e não se arrependerá. Também recomendamos que faça algumas caminhadas para contemplar as vistas do ilhéu de cima, com o cartão postal de Vila Franca do Campo ao fundo.

Ilhéu de Vila Franca, um grande plano no Verão

No regresso a Vila Franca do Campo, as Queijadas do Morgado são uma paragem obrigatória, especialmente para quem tem um dente doce. Também conhecido como as Queijadas de Vila Franca do Campo, nesta pastelaria é possível provar este pequeno doce conventual que foi aparentemente criado pelas freiras do Convento de Santo André e agora encanta aqueles de nós que por aqui passam.

Uma não foi suficiente…

Outras opções para conhecer melhor a ilha:

Depois de nos deliciarmos com as “queijadas”, conduzimos até à Ermida de Nossa Senhora da Paz e ao seu miradouro, de onde se podem obter vistas espantosas de Vila Franca e do ilhéu. A lenda conta que alguns pastores que trabalhavam na zona tiveram de se abrigar numa caverna onde encontraram uma estátua da virgem. Levaram-na para a igreja, e no dia seguinte ela reapareceu na gruta, e assim sucessivamente durante vários dias, até compreenderem que uma igreja tinha de ser construída naquele local, daí a sua localização.

Os melhores trilhos para caminhadas em São Miguel

Uma das melhores formas de conhecer os Açores é através de trilhos. Assim, nesta viagem de dois meses pelas nove ilhas do arquipélago açoriano, prometemos a nós próprios fazer pelo menos um trilho por ilha e em São Miguel não faltam opções.

Recomendamos que consulte o site oficial dos trilhos dos Açores, onde poderá encontrar todos os trilhos oficiais e informações práticas (geralmente actualizadas) sobre eles. Aqui pode ver todos os trilhos oficiais de São Miguel.

Algumas estradas e caminhos de São Miguel no Verão parecem vestidos para um casamento. Os Açores são uma celebração constante da natureza.

Aqui estão alguns dos que achamos mais bonitos:

  • Serra Devassa (PRC05 SMI): trilho circular fácil que começa no parque de estacionamento da Lagoa do Canário e passa por vários lagos menos visitados. 4,9km, cerca de 2h. Mais informações / brochura oficial
  • Praia de Lagoa do Fogo (PRC02 SMI): trilho circular que o leva até à praia da Lagoa do Fogo. 11km, cerca de 4h. Mais informações / brochura oficial
  • Padrão das Alminhas – Poço Azul – Salto da Farinha (PR21 SMI): trilho linear da Achadinha passando pelo fotogénico Poço Azul e Salto da Farinha. 4,9km, cerca de 2h. Mais informações / brochura oficial.
  • Salto do Prego – Sanguinho (PRC09 SMI): trilho circular que passa pela bela cascata do Salto do Prego, onde se pode tomar um banho refrescante, e pela aldeia recuperada como projecto de turismo rural, Sanguinho. 4,5 km, cerca de 2h. Mais informações / brochura oficial
  • Quatro fábricas da Luz (PR39 SMI): trilho linear passando por fábricas que representam a industrialização de São Miguel com a produção e distribuição de energia eléctrica renovável. 2,1km, 1h30. Mais informações / brochura oficial.
Trilho pela Serra Devassa

Sempre que decidir que vai fazer um trilho o ideal é descarregar previamente a rota do site oficial dos trilhos dos Açores (clique em Downloads->GPS), etc.

Onde mergulhar em São Miguel

Nos Açores, as surpresas são tantas ou mais debaixo de água. O incrível e diverso mundo subaquático açoriano é acompanhado por um incrível fundo azul com excelente visibilidade e uma temperatura muito agradável considerando que estamos a mergulhar neste lado do mundo. Se tem um certificado de mergulho não vai querer perder esta experiência.

Embora não tenha mergulhado São Miguel (fi-lo no Pico, Terceira e Santa Maria), foi-nos dito que os melhores locais de mergulho aqui são os seguintes:

  • Naufrágio da Segunda Guerra Mundial: o Parque Arqueológico Dori Shipwreck, um Navio da Liberdade da II Guerra Mundial que repousa no fundo arenoso.
  • A reserva do ilhéu de Vila Franca do Campo
  • Arcos de Caloura

Mais informação sobre onde mergulhar em São Miguel aqui

Embora não tenhamos conhecido nenhum centro na ilha, ouvimos falar muito bem do Sub Centro de Mergulho dos Açores, onde além de mergulharem também fazem passeios de barco e snorkeling.

Se já possui a certificação oficial de mergulho, aqui pode reservar a sua exploração marinha de São Miguel de 1 ou 2 mergulhos.

Se ainda não tentou mergulhar mas gostaria de tentar, porque não fazê-lo nos Açores? Aqui tem mais informações sobre o baptismo de mergulho em São Miguel onde tentará mergulhar na Reserva Natural do ilhéu de Vila Franca do Campo.

Se quiser desfrutar da biodiversidade aquática do ilhéu sem uma garrafa no meio, alugue aqui o seu passeio de snorkel com equipamento incluído.

Arraias na Ilha de Santa Maria

Onde ficar em São Miguel: melhores zonas

Embora Ponta Delgada não seja a nossa cidade favorita, está muito bem localizada e estrategicamente ligada para que possa ser uma excelente base para explorar a ilha. A outra opção sugerida é Ribeira Grande também bem localizada e com boas ligações.

Tenha em mente que São Miguel é a ilha mais populosa e extensa dos Açores, e para ir de Ponta Delgada a cada um dos extremos (Mosteiros a oeste, Nordeste a leste), demora entre 45 min e 1h de carro. Se em vez do centro da ilha ficar num extremo da ilha, visitar o extremo oposto demorará algumas horas de carro.

Onde ficar em Ponta Delgada

Ficámos no Ladeira Loft (a partir de 60 euros/noite), um apartamento de um quarto muito espaçoso no centro de Ponta Delgada (muito perto do mercado da Graça) e com vista para o Atlântico.

Eu a beber vinho ao fim do dia com a vista do nosso terraço no Ladeira Loft.

Com preços mais acessíveis, o Nook Hostel (a partir de 40 euros/noite), no centro histórico, tem apartamentos com 2 quartos, quartos privados e dormitórios. Também entre as opções mais baratas encontra-se o Holy Cow (a partir de 50 euros/noite), um albergue com quartos com casas de banho privadas e dormitórios.

O Hotel do Colegio ( 55 euros/noite), um belo hotel num edifício do século XIX, com piscina, no centro de Ponta Delgada, foi o hotel onde a minha mãe, a minha irmã e eu ficámos a primeira vez que visitámos a ilha e adorámos.

O Hotel do Colegio está localizado no coração de Ponta Delgada, perto dos melhores restaurantes e bares da cidade.

Os nossos amigos Catarina e Ricardo visitaram recentemente São Miguel e adoraram ficar em Casa da Graça (quartos a partir de 70 euros/noite), um hotel gerido pela encantadora Vânia e Sergio que o fazem sentir-se em casa em Ponta Delgada, para além dos grandes quartos (e pequenos-almoços):

Reserve aqui o seu quarto na Casa da Graça. Foto da Reserva.

Se quiser tratar-se com um gin tónico num jacuzzi com vista para o mar sem partir o banco, então quer ficar no Garoupas Inn (a partir de 75 euros/noite):

Um jacuzzi no terraço: Garoupas Inn, foto por Booking

O Armazéns Cogumbreiro foi o maior estabelecimento comercial da ilha, num edifício de 1913, renovado, no centro, com quartos espaçosos e luminosos a partir de 90 euros/noite.

Quarto em Armazéns Cogumbreiro, foto de Booking.

Se quiser algo mais sofisticado, o Hotel Azor (130 euros/noite) tem quartos incríveis com vista para o Atlântico.

Ver mais alojamentos em Ponta Delgada aqui

Onde ficar na Ribeira Grande

Fora de Ponta Delgada, a outra opção que lhe recomendamos que fique na Ribeira Grande.

Aqui pode tratar de si e ficar em frente ao mar na capital do surf (com a opção, claro, de ter aulas de surf) no Santa Barbara Eco-Beach Resort (120 euros/noite):

Santa Barbara Eco-Beach Resort, foto por Booking

Se quiser uma opção mais barata nesta área, dê uma vista de olhos à Vila Mitós (uma villa para duas pessoas por 33 euros/noite) ou à Casa Central, uma casa que pode desfrutar, para 2 pessoas (a 55 euros/noite)ou para 6 pessoas (a 75 euros/noite).

Mitós Vila, uma excelente e económica opção na Ribeira Grande

O Pico do Refugio é uma propriedade do século XVII que já foi um forte das milícias, uma casa de artistas e até uma fábrica de chá. Hoje, é um dos lugares mais elegantes para ficar nesta zona da ilha: apartamentos e lofts a partir de 76 euros/noite num cenário de sonho.

Uma das melhores opções para ficar na Ribeira Grande: Pico do Refugio. Foto de Reserva. Reservar aqui

Encontre mais alojamentos na Ribeira Grande aqui

Onde ficar em São Miguel: experiências diferentes e especiais

Para experiências diferentes/especiais na ilha, onde se poderia passar algumas noites ou surpreender alguém, recomendamos estas:

Dormir em frente à Lagoa das Setes Cidades no Sete Cidades Lake Cabin-Casa da Lagoa, uma villa de 165m2 recém-estreada com vistas espectaculares (340€/noite para 4 ou 6 pessoas):

Dormir num moinho e acordar com vista para o Oceano Atlântico: no Moinho da Bibi (mínimo três noites a 100 euros/noite) ou no Moinho das Feteiras (mínimo duas noites a 180 euros/noite):

Moinho das Feteiras, foto por Booking

Dormir entre plantações de ananás no Hotel Senhora da Rosa Tradition & Nature (120 euros/noite):

Jacuzzi no meio da estufa, com o cheiro de ananás na Senhora da Rosa (foto do site oficial do alojamento). Reserve aqui

Dormir numa das zonas mais bonitas da ilha, perto dos Mosteiros, para ter esta cama perto de um dos melhores pores-do-sol que pode desfrutar em São Miguel, na Villa Varzea (99 euros/noite):

Quarto na Villa Várzea, reserve aqui

Dormir em Sul Villas & Spa (180 euros/noite), conhecido por alguns viajantes como o Éden da Ilha de São Miguel. Aqui, as vistas panorâmicas do Atlântico são privilegiadas tanto das villas como da piscina exterior de água salgada:

Sul Villas & Spa: um Eden em São Miguel. Foto por Reserva

Se viajar com 4 ou 5 pessoas, a melhor opção para ficar na ilha é a bela Casa Rosa. Casa Cor-de-Rosa (a partir de 200 euros/noite para 5 pessoas). Em baixo estão os quartos, em cima a enorme cozinha e sala de estar, bem-vindos ao turismo rural contemporâneo:

Dormir numa das nove suites mais exclusivas da ilha no White Exclusive Suites & Villas, localizado numa baía de rocha vulcânica e vestígios de arquitectura açoriana antiga (a partir de 320 euros/noite):

Consegue imaginar desfrutar de um pôr-do-sol aqui? Um dos lugares mais incríveis para surpreender alguém. Faça aquiuma reserva

Ou dormir no coração do Terra Nostra Park e aceder à piscina de água quente a qualquer hora do dia e da noite, ficando no Terra Nostra Garden Hotel (110 euros/noite):

Quarto do Hotel Terra Nostra Garden:

Restaurantes que recomendamos em São Miguel

A gastronomia é um dos pontos fortes dos Açores, e existe uma grande variedade de restaurantes e opções gastronómicas, desde as mais tradicionais refeições locais à comida de fusão. Eis algumas recomendações de restaurantes que nos agradaram em diferentes zonas da ilha (embora a maioria se situe em Ponta Delgada, a capital, e na Ribeira Grande).

Restaurantes em Ponta Delgada

  • Tasquinha Vieira: Aconselhável para uma ocasião especial dado que os preços são mais puxadotes mas adorámos. É um restaurante com opções gastronómicas de fusão com ingredientes locais e inspiração internacional (têm uma opção de menu de degustação de 30 euros/pessoa que ficámos com vontade de experimentar). O arroz que provámos foi espectacular. Pagámos 56 euros por 2 pratos principais, uma garrafa de vinho e uma sobremesa.
  • A Tasca: Uma excelente opção pela relação qualidade-preço das refeições e, por esse motivo, altamente requisitado. No entanto, não aceitam reservas pelo que é preciso esperar na fila (no Verão a fila é normalmente longa). Na nossa opinião não deixe de fazer planos em redor da ilha para fazer fila para este restaurante, existem outras opções. Se decidir experimentar, tem de deixar o seu nome e ficar por perto já que lhe chamam pelo nome quando houver uma mesa disponível para si (nós bebemos uma cerveja enquanto esperávamos na casa ao lado, Canto do Aljube).
  • Õtaka: restaurante fusão Nikkei. Têm vários menus de degustação (a partir de 30 euros/pessoa) ou pode pedir a la carte. É um pouco caro mas vale a pena se estiver à procura de uma opção diferente (na nossa última semana dos nossos dois meses nos Açores, procurávamos algo assim).
  • Alcides: um dos mais lendários restaurantes tradicionais de Ponta Delgada, onde se pode provar o famoso “bife à regional”. Reservar é imprescindível. Pagámos 50 euros por duas pessoas, com uma entrada, dois pratos principais, uma garrafa de vinho, uma sobremesa e cafés em 2015
  • Cais 20: também um lugar mítico em Ponta Delgada porque está aberto até às tantas, ideal para um petisco fora de horas.
  • O Galego: compete com a Alcides e a Associação Agricola pelo melhor “bife à regional” em São Miguel mas, na nossa opinião, é o melhor. Pagámos 42 euros por uma entrada, dois pratos principais, duas cervejas e dois cafés.
  • Rotas da Ilha Verde (vegetariano): não conseguimos experimentá-lo mas é um dos poucos restaurantes vegetarianos da ilha e várias pessoas recomendaram-nos.
  • Ta Gente: Recomendado para petiscos. Embora os preços sejam um pouco caros, adorámos jantar na esplanada.
  • Forneria São Dinis: Muito boas pizzas em forno a lenha. Pagámos 42 euros por uma entrada, duas pizzas, uma garrafa de vinho e água.
  • Anfiteatro: no coração das Portas do Mar em Ponta Delgada, aqui pode saborear pratos tradicionais com toques contemporâneos preparados por estudantes em formação.
  • Suplexio: Se tem desejos de hambúrgueres, não procure mais. Aqui encontrará hambúrgueres artesanais e, o melhor de tudo, um bar com cerveja artesanal portuguesa.
  • Para comprar queijo: Rei dos Queijos ou Príncipe dos Queijos. Ambos também vendem por vezes manteiga de Flores (uma das melhores que tentámos) e manteiga “Rainha do Pico”.
  • Bar Raíz: para uma bebida com música ao vivo. Às sextas-feiras e sábados, a partir das 22 horas costuma haver concertos de blues, jazz, rock, folclore ou sons africanos.

Restaurantes na Ribeira Grande / Rabo de Peixe

  • Associação Agrícola: Outra opção mítica para experimentar o famoso “bife à regional”. Pagámos 42 euros por uma entrada, dois pratos principais, uma garrafa de vinho e dois cafés.
  • Botequim Açoriano: Excelente restaurante onde comemos o melhor bife de atum dos nossos dois meses nos Açores. Excelente serviço. Pagámos 48 euros por uma entrada, dois pratos principais, uma garrafa de vinho, duas sobremesas e dois cafés.
  • Tuká Tulá: uma boa escolha para jantar com vista para o pôr-do-sol, junto ao mar. Pagámos 55 euros por uma entrada, dois pratos principais, dois gin&tonics, uma garrafa de vinho, uma sobremesa e dois cafés.
  • Restaurante O Silva: Não fomos lá, mas várias pessoas locais recomendaram-no para experimentar o “Arroz de Cherne”.

Restaurantes nas Furnas

  • Chalet da tia Mercês: projecto local sustentável com produtos das 9 ilhas. No primeiro fim-de-semana de cada mês servem um delicioso brunch (nós experimentámos o brunch açoriano, “uma viagem pelos Açores”, com produtos de todas as ilhas: manteigas das Flores e Pico, queijos do Faial/São Jorge, ovos com “erva patinha” das Flores, etc.), nos restantes fins-de-semana também é possível reservar o brunch com, pelo menos, 48h de antecedência. Também têm outros pratos cozinhados na caldeira (tais como o famoso cozido de furnas), e pratos de arroz e afins. O casal responsável por este projecto é muito simpático.
  • Tonys: uma das opções recomendadas para provar o famoso cozido à portuguesa com cheiro (e sabor) a enxofre, feito lentamente durante várias horas graças à atividade vulcânica. Normalmente está bastante cheio.
  • Caldeiras e Vulcões: também servem o famoso cozido, com a opção de cozido vegan.
  • Vale das Furnas: Outra opção para cozido com excelente relação qualidade/preço, foi-nos recomendado pela nossa amiga açoriana Iolanda.

Restaurantes em outras zonas de São Miguel (Mosteiros, Caloura, Vila Franca…)

  • Pizzaria Fantasia (Mosteiros): boas pizzas de forno a lenha e tiramisú. As reservas e a pontualidade são essenciais ou arriscam-se a ficar sem mesa.
  • Bar Caloura (Caloura): excelente restaurante acima do mar para comer peixe muito fresco e dar um mergulho nas piscinas naturais da Caloura antes ou depois do almoço.
  • Queijadas de Vila Franca (Vila Franca do Campo): para provar as famosas “queijadas”, uma delícia!

Um imprescindível açoriano: Experimente uma Kima de maracujá (e verá como depois vai querer pelo menos uma por dia). Poderíamos dizer que esta bebida refrescante açoriana é o refrigerante mais famoso dos Açores e que sentimos imensa falta. É fabricada por Melo Abreu (o nome não lhe deve ser estranho devido à sua cerveja especial), uma fábrica em Ponta Delgada cuja história remonta a 1892.

Importante: Evite improvisos e reserve com antecedência os restaurantes na ilha. Parece incrível que no Randomtrip, cujo lema é o improviso, estejamos a dar-lhe esta dica mas na ilha de São Miguel (e nos Açores em geral) é imprescindível fazê-lo, sobretudo na época alta, devido à elevada procura e não tanta oferta.

Roteiros de viagem por São Miguel para 3, 5 e 7 dias (uma semana)

Como terá visto, se tiver lido todo o nosso guia, São Miguel tem muitos lugares incríveis para visitar, por isso, para ver tudo, necessitará de pelo menos uma semana completa.

Como nem sempre temos tanto tempo para desfrutar da ilha, deixamos-lhe várias sugestões de roteiros para desfrutar da ilha durante 3, 5 e 7 dias.

O que visitar em São Miguel em 2-3 dias (um fim-de-semana)

Um fim-de-semana é muito pouco tempo para São Miguel, por isso se este é o seu caso, recomendamos que escolha: ou fica numa zona ou assume que vai passar algum tempo na estrada e visita várias zonas de uma forma mais leve (nesse caso, recomendamos que se levante cedo!). Aqui está um roteiro de 2 dias e meio para visitar as zonas mais especiais de São Miguel (na nossa opinião)

Roteiro de 3 dias em São Miguel: Sete Cidades e Águas Termais

  • Dia 1: Chegada a São Miguel ao meio-dia e check-in no alojamento em Ponta Delgada. Visita à Lagoa do Fogo e seus miradouros, termas na Caldeira Velha e Salto do Cabrito. Jantar em Ponta Delgada. Os dias 2 e 3 são intercambiáveis sabendo que o dia das Furnas não requer bom tempo mas o dia das Sete Cidades requer.
  • Dia 2: Sete Cidades e Mosteiros. Começar no miradouro da Vista do Rei (em frente às ruínas do Hotel Monte Palace), continuar até Lagoa do Canário e Grota do Inferno (possibilidade de fazer o trilho da Serra Devassa), descer até Sete Cidades parando nos miradouros. Almoço no trilho ou em Sete Cidades. Continuar para os Mosteiros, visitando a Ponta de Ferraria com a sua água quente do mar, o miradouro da Ponta do Escalvado, e fazer praia/piscinas naturais no Mosteiro, onde também se pode apreciar o pôr-do-sol. Regresso a Ponta Delgada para jantar.
  • Dia 3: Furnas. Visitar Terra Nostra, Lagoa das Furnas, aldeia das Furnas e comer cozido. À tarde, ir aos diferentes miradouros, passar pela Praia do Fogo na Ribeira Quente e regressar às Furnas para Poça Dona Beija à noite.

O que visitar em São Miguel em 4-5 dias

4 ou 5 dias é o mínimo para visitar São Miguel e ter uma boa ideia da ilha, embora se conseguir uma semana, é melhor para ver tudo com mais calma e desfrutar e relaxar nas suas águas e zonas termais. Aqui está um roteiro de 5 dias.

Roteiro de 5 dias em São Miguel:

  • Dia 1: Chegada a São Miguel ao meio-dia e check-in no alojamento em Ponta Delgada. Visita à Lagoa do Fogo e seus miradouros, termas na Caldeira Velha e Salto do Cabrito. Jantar em Ponta Delgada. Os dias 2 e 3 são intercambiáveis sabendo que o dia das Furnas não requer bom tempo mas o dia das Sete Cidades requer.
  • Dia 2: Sete Cidades e Mosteiros. Começar no miradouro da Vista do Rei (em frente às ruínas do Hotel Monte Palace), continuar até Lagoa do Canário e Grota do Inferno (possibilidade de fazer o trilho da Serra Devassa), descer até Sete Cidades parando nos miradouros. Almoço no trilho ou em Sete Cidades. Continuar para os Mosteiros, visitando a Ponta de Ferraria com a sua água quente do mar, o miradouro da Ponta do Escalvado, e fazer praia / piscinas naturais no Mosteiro, onde também se pode apreciar o pôr-do-sol. Regresso a Ponta Delgada para jantar.
  • Dia 3: Furnas. Visitar Terra Nostra, Lagoa das Furnas, aldeia das Furnas e comer cozido. À tarde, ir aos diferentes miradouros, passar pela Praia do Fogo na Ribeira Quente e regressar às Furnas para Poça Dona Beija à noite. Regresso a Ponta Delgada para o jantar
  • Dia 4: Ponta Delgada e arredores. Visitar a cidade (portas da cidade, passeio, plantações de ananás, museu do Machado…), almoçar e à tarde ir para uma das zonas de praia/piscinas naturais (Milicias, Lagoa, Caloura, …) ou para as plantações de chá no norte.
  • Dia 5: Nordeste e Povoação. Visitar os diferentes miradouros (Ponta do Arnel, Ponta do Sossego, Ponta da Madrugada), o centro ambiental do Priolo, etc. Almoço no Nordeste ou Povoação e à tarde caminhada pelo trilho do Salto do Prego.

O que visitar em São Miguel numa semana (7 dias)

Com uma semana pode viajar um pouco mais devagar (ou fazê-lo a um bom ritmo para visitar muitos mais lugares), e para nós este é o número ideal de dias para visitar São Miguel.

Roteiro de uma semana em São Miguel:

  • Dia 1: Chegada a São Miguel ao meio-dia e check-in no alojamento em Ponta Delgada. Visita à Lagoa do Fogo e seus miradouros, termas na Caldeira Velha e Salto do Cabrito. Jantar em Ponta Delgada. Os dias 2 e 3 são intercambiáveis sabendo que o dia das Furnas não requer bom tempo mas o dia das Sete Cidades requer.
  • Dia 2: Sete Cidades e Mosteiros. Começar no miradouro da Vista do Rei (em frente às ruínas do Hotel Monte Palace), continuar até Lagoa do Canário e Grota do Inferno (possibilidade de fazer o trilho da Serra Devassa), descer até Sete Cidades parando nos miradouros. Almoço no trilho ou em Sete Cidades. Continuar para os Mosteiros, visitando a Ponta de Ferraria com a sua água quente do mar, o miradouro da Ponta do Escalvado, e fazer praia/piscinas naturais no Mosteiro, onde também se pode apreciar o pôr-do-sol. Regresso a Ponta Delgada para jantar.
  • Dia 3: Furnas. Visitar Terra Nostra, Lagoa das Furnas, aldeia das Furnas e comer cozido. À tarde, ir aos diferentes miradouros, passar pela Praia do Fogo na Ribeira Quente e regressar às Furnas para Poça Dona Beija à noite. Regresso a Ponta Delgada para o jantar
  • Dia 4: Ponta Delgada e arredores. Visitar a cidade (portas da cidade, passeio, plantações de ananás, museu do Machado…), almoçar e à tarde ir a uma das zonas de praia/piscinas naturais (Milicias, Lagoa, Caloura, …).
  • Dia 5: Nordeste e Povoação. Visitar os diferentes miradouros (Ponta do Arnel, Ponta do Sossego, Ponta da Madrugada), o centro ambiental do Priolo, etc. Almoço no Nordeste ou Povoação e à tarde caminhada pelo trilho do Salto do Prego.
  • Dia 6: Vila Franca do Campo. Pela manhã visita ao ilhéu de Vila Franca, regresso para o almoço, e à tarde Lagoa do Congro e Lagoa de São Brás.
  • Dia 7: Pela manhã, no trilho do Poço Azul/Salto da Farinha, almoçar na Ribeira Grande e à tarde visitar o centro de arte contemporânea Arquipélago. Ver o pôr-do-sol em Santa Bárbara e jantar no Tuká Tulá.

Transporte: alugar um carro em São Miguel

Como em todas as ilhas dos Açores, em São Miguel consideramos essencial alugar um carro para poder desfrutar ao máximo da ilha, aproveitar ao máximo o tempo para visitar todos os lugares recomendados neste guia ao seu próprio ritmo.

Nós alugamos o carro na Autatlantis, tanto em São Miguel como no resto das ilhas, e correu tudo perfeição: a atenção à chegada foi rápida e eficaz, o carro (um Citroen C3) era novinho em folha e não tivemos qualquer problema. Praticamente todas as empresas incluem uma franquia no seguro, e a Autatlantis é uma das que tem a franquia mais baixa (700 euros, contra 1300-1500 euros de outras empresas).

Os preços dos carros de aluguer em São Miguel raramente descem abaixo dos 25 euros por dia e, especialmente no Verão, recomendamos que faça a reserva com bastante antecedência para evitar ficar sem veículos ou que os poucos disponíveis atinjam preços elevados (durante o Verão de 2021 atingiram os 100 euros por dia e conhecemos várias pessoas que não conseguiram alugar um carro porque o deixaram para a última da hora).

Estacionamento em Ponta Delgada: embora de um modo geral nos Açores não tenha de se preocupar muito com estacionamento, Ponta Delgada é a excepção porque se ficar no centro pode não haver estacionamento gratuito disponível. Esteja bem informado quando reservar o seu alojamento, para saber se tem estacionamento gratuito e/ou se tem parques de estacionamento públicos gratuitos nas proximidades.

Outra opção, se não houver carros de aluguer disponíveis ou se tiver um orçamento baixo, é alugar uma scooter, embora sinceramente não a recomendemos devido às longas distâncias a percorrer em São Miguel e ao clima instável nos Açores.

Existe também a opção de circular em São Miguel por transportes públicos: existem 3 empresas de autocarros que ligam alguns dos principais pontos da ilha, pode consultar os horários aqui. As ligações e frequências são bastante limitadas, mas se estiver a viajar com um orçamento baixo pode ser uma opção válida para visitar alguns dos principais pontos da ilha de São Miguel.

Quanto custa uma viagem a São Miguel?

Como sempre, dar um orçamento genérico é muito difícil, pois depende muito do seu estilo de viajar. O que podemos fazer é dar-lhe uma orientação de preços que pode utilizar para calcular o seu próprio orçamento:

  • Voos: Pode encontrar voos por 50 euros (ida e volta de Lisboa) para Ponta Delgada mas depende da antecedência com que reserva e das suas datas (no Verão é mais difícil encontrar preços baratos).
  • Aluguer de automóveis: a partir de 25/30 euros por dia o carro mais barato (dependendo da empresa e do número de dias). No Verão, os preços sobem e pode ser difícil encontrar um carro a curto prazo.
  • Alojamento: a partir de 50 euros/noite para um quarto duplo com casa de banho privativa ou um apartamento com cozinha, localizado centralmente.
  • Refeições em restaurante: entre 10 e 25 euros por pessoa por almoço/jantar num restaurante

No total, como orientação, uma viagem de uma semana a São Miguel com um carro alugado pode custar entre 500 e 750 euros por pessoa (com as opções mais baratas de carro, alojamento e restaurantes).

Apps úteis para viajar por São Miguel

Recomendamos algumas aplicações que serão úteis ter no seu telemóvel na sua viagem a São Miguel:

  • SpotAzores (Android / iOS / Web): aqui pode ver todas as webcams existentes em diferentes pontos das ilhas para ver como está o tempo. Como o tempo é muito variável e pode estar a chover numa zona da ilha e o sol brilhar noutra, esta aplicação é a forma mais rápida de garantir e evitar viagens desnecessárias. Nota: A câmara da Lagoa do Fogo está localizada num ponto bastante alto, pelo que mesmo que a câmara mostre nublado, é possível que o miradouro possa ter uma vista da lagoa. Fomos alertados para este facto pelos nossos amigos Ricardo e Catarina, que recentemente viajaram pela ilha.
  • Windy (Android / iOS / Web): aplicação essencial nas nossas viagens, ainda mais nos Açores. Permite-lhe ver previsões de chuva, nuvens, vento, etc. para o ajudar a planear os seus dias com base no tempo (pois há lugares que perdem muito dependendo do tempo). Obviamente, as previsões não são 100% fiáveis. Também mostra as webcams disponíveis.
  • Google Maps (Android / iOS): Para além de ser o nosso GPS nos carros que alugamos, é a app que usamos para guardar/classificar todos os lugares que queremos ir/já fomos. É possível ver as opiniões de outras pessoas sobre os lugares, fotografias, menus de restaurantes, números de telefone para os contactar, etc.
  • Maps.me (Android / iOS): aplicação semelhante ao Google Maps mas que funciona offline (embora o Google Maps também possa funcionar offline) e em muitos casos tem informação que o Google Maps não tem, especialmente trilhos. Útil sempre que vai fazer um trilho, para se orientar, descarregar a rota do site oficial dos trilhos dos Açores (clique em Downloads->GPS), etc.

Dicas para desfrutar de São Miguel

  • Nas actividades de observação de baleias, respeitar o comportamento indicado pelo centro e desconfiar se o centro não incluir medidas como: proibição de nadar com golfinhos; velocidade reduzida e constante do barco e distância mínima de 50 metros do animal; evitar a presença de vários barcos num raio de 150 metros em redor do grupo de cetáceos e não permanecer mais de 10 minutos com o mesmo animal.
  • Nunca tente tocar ou alimentar um animal -não seja cúmplice de maus tratos a animais!
  • Não comprar artesanato feito de animais marinhos ou extraído do mar (por exemplo, dentes de golfinhos, conchas de tartarugas, mandíbulas de tubarão, marfim de cachalote, …). O comércio do marfim, atualmente o único produto valioso do cachalote, continua a ser um argumento para os caçadores. Comprar artesanato local feito de materiais alternativos, tais como madeira, pedra ou marfim vegetal.
  • Respeite as outras pessoas e a ilha: não ponha a sua música alto na praia (se quiser ouvir música, use auscultadores), não deixe lixo, não atire pontas de cigarro, etc. Deixe a praia melhor do que a encontrou (se encontrar plástico, apanhe-o e deposite no lixo, não custa nada).
  • Em algumas piscinas naturais, o banho é perigoso devido a fortes correntes. Não facilite acidentes…
  • Viajar sempre com seguro de viagem: despesas médicas, roubos ou até problemas com o seu voo podem significar muito dinheiro numa viagem, por isso o ideal é fazer um seguro de viagem. Utilizamos sempre a IATI e recomendamo-la. Também tem cobertura nas despesas derivadas de Covid-19.Se adquirir o seu seguro através deste link, tem um desconto de 5%.
Olá baleia!

Checklist: o que levar na mochila/ mala de viagem para São Miguel

Aqui está uma lista de imprescindíveis que não se pode esquecer de levar consigo na sua viagem à ilha de São Miguel

  • Protetor solar reef friendly , ou seja, livre de químicos nocivos para os corais, livre de oxibenzonas, e não testado em animais, como este ou este.
  • Kit de snorkel (máscara e tubo de mergulho) para desfrutar das piscinas naturais açorianas ao máximo. Aqui tem um kit por menos de 20 euros.
  • Sandálias para a agua como estes da Cressi (transparentes, confortáveis e que secam rapidamente) ou estes, se preferir outro material que se adapte melhor ao pé. Tenha em conta que nos Açores, no geral, não encontrará tantas praias de areia mas sim várias piscinas naturais de rocha vulcânica ou, na sua maioria, praias de pedras/calhaus e vai adorar ter uns destes para entrar na agua.
  • Boné, o sol é muito forte
  • Óculos de sol
  • Botas de trekking porque a melhor forma de conhecer os Açores é através de trilhos. Nós temos estas da marca Columbia.
  • Uma garrafa de água reutilizável como uma destas para levar sempre água consigo e evitar usar e comprar mais plástico de utilização única.
  • Uma manga para proteger o pescoço como um destes, ideal para andar sempre consigo caso faça vento.
  • T-shirt de licra de manga comprida com proteção UV que usamos para nos proteger da água fria ou do sol quando fazemos snorkeling, como estas.
  • Saco impermeável, para manter os seus dispositivos eletrónicos seguros no barco até ao ilhéu de Vila Franca ou nas praias. Este, por exemplo, custa 12 euros.
  • Toalha de microfibra porque ocupa pouco e pode ser usada tanto na praia/piscina natural como para se secar depois do banho. Se não tiver uma, pode comprar as típicas do Decathlon ou estas na Amazon
  • Máquina Fotográfica para registar e guardar as aventuras açorianas. Levamos connosco uma Sony A5100 e a  GoPro para captar imagens subaquáticas.
  • Power Bank: com tantas fotografias gastará muita bateria, por isso é sempre útil ter uma power bank sempre à mão. Nós viajamos com estes 2 (Xiaomi e Anker), que nos permitem carregar os nossos smartphones, câmara fotográfica e GoPro.
  • Kit de primeiros socorros: o kit de primeiros socorros que levamos na mochila inclui sempre um medicamento contra os enjoos (como a biodramina, para prevenir os enjoos em viagens de barco), antibióticos, antidiarreicos (e um probiótico para recuperar mais rapidamente possível), anti-histamínicos, analgésicos e antipiréticos. E, claro, o nosso seguro de viagem (através deste link, tem um desconto de 5%).

Sou da ilha das línguas de fogo. Com elas aprendi a metrificar o espírito. O indizível”.

Natália Correia (1923-1993), escritora, poeta, ensaísta, tradutora, jornalista, conferencista, uma das vozes mais importantes da literatura portuguesa da segunda metade do século XX. Nasceu em São Miguel em 1923.


Um agradecimento especial a Iolanda Costa, uma florentina que conhecemos na Terceira e que escolheu São Miguel para viver. Sem as suas dicas não teríamos conseguido usufruir de recantos tão especiais da ilha pois muitos deles passam despercebidos a quem está de passagem. Obrigada por fazer a nossa viagem muito mais especial, Iolanda!


Obrigada, São Miguel. Embora em alguns dos teus recantos o turismo já tenha pisado em demasia, continuas a surpreender mesmo aqueles que, como nós, te visitam pela terceira vez. E certamente não será a última. Até breve!

Disclaimer: A Autatlantis ajudou-nos a explorar a ilha de São Miguel com um dos seus veículos, mas todas as opiniões e informações expressas neste post são nossas.

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