Roteiro do que visitar no Japão em 12 dias: 2 semanas entre cultura, gastronomia e insólitos japoneses

A nossa viagem ao Japão foi muito especial e soube a pouco. Apenas 12 dias pelo curioso país nipónico, muito bem aproveitados, com dois amigos muito queridos com quem passámos várias aventuras juntos.

Se tu também tens poucos dias para explorar o país, este roteiro é para ti. Como te explicamos no post, 12 dias dá para muito: cultura, gastronomia e muitas aventuras insólitas e freakalhadas japonesas. Temos a certeza que ficarás cheia/o de vontade de incluir o Japão nas tuas próximas viagens.

A melhor forma de te moveres pelo Japão é de comboio, aliás, uma viagem no famoso comboio-bala Shinkansen é uma autêntica aventura por si só.  Se comprares o JR Pass através deste link sai-te ao mesmo preço e nós recebemos uma pequena comissão que nos ajuda e motiva para continuar a escrever artigos úteis como este :)

El Kinkakuji, o Pabellón Dorado, en Kioto.

O impressionante Kinkakuji (ou Pavilhão Dourado) em Kioto.

Mapa com o nosso roteiro de 12 dias pelo Japão

O nosso itinerário foi o seguinte (por ordem):

Tóquio -> Osaka -> Nara -> Kioto -> Hiroshima -> Miyajima -> Tóquio

O que é o Japan Rail Pass?

O Japan Rail Pass (JR Pass) é um bilhete multiuso com desconto, válido para viajantes em todos os comboios domésticos da rede ferroviária no Japão, incluindo os comboios-bala Shinkansen e Narita Express. Podes escolher entre distintos períodos de validade: de 7, 14 ou 21 dias consecutivos, dependendo de quantos dias estarás no país. Por exemplo, nós ficámos quase uma semana só em Tóquio (que tem taaanto para oferecer, uns dias no início e outros no fim) e decidimos comprar o JRPass de 7 dias para nos movermos pelo país nos restantes dias.

É muito fácil:  encomendas o teu Passe JR online aquí, recebes um talão/ordem de troca em tua casa (muito bonito aliás, como toda a estética japonesa) ou no teu hotel no Japão (como preferires, nós recebemos em casa, em Madrid) e, ao chegares a terras nipónicas, trocas num balcão de uma estação pelo Passe JR final. Qualquer estrangeiro com visto de turista pode aproveitar as vantagens do Japan Rail Pass (acaba por ficar bastante mais económico fazer este passe do que estar a comprar as viagens por separado).

Como te dissemos anteriormente, se comprares o JR Pass através deste link sai-te ao mesmo preço e nós recebemos uma pequena comissão que motiva a continuar a dar truques aos viajantes neste blog. :)

 Roteiro de cidades visitadas por dia

  • Dia 1: Chegada a Tóquio à noite. Dormimos em Tóquio.
  • Dia 2: Turismo em Tóquio. Dormimos em Tóquio.
  • Dia 3: Mais turismo em Tóquio. Dormimos em Tóquio.
  • Dia 4: Primeiro dia do nosso Japan Rail Pass de uma semana (7 dias). Vamos de comboio bala, o Shinkansen, de Tóquio a Osaka (duração do trajeto: 2h30). Turismo em Osaka. Dormimos em Osaka.
  • Dia 5: Vamos de comboio desde Osaka a Nara (duração do trajeto: 1hora. Não era um Shinkansen, era como um comboio urbano, também válido com o JR Pass). Turismo por Nara todo o dia e de regresso a Osaka. Dormimos em Osaka.
  • Dia 6:  Vamos de comboio desde Osaka a Kioto (duração do trajeto: 15 minutos de Shinkansen). Turismo por Kioto. Dormimos em Kioto.
  • Dia 7: Turismo por Kioto. Dormimos em Kioto.
  • Dia 8: Vamos de Shinkansen, de Kioto a Hiroshima, mudando de comboio em Kobe. (duração do trajeto Kioto-Kobe: 30 minutos. Duração do trajeto Kobe-Hiroshima: 1h20) Turismo por Hiroshima. Dormimos em Hiroshima.
  • Dia 9: Turismo durante a  manhã em Hiroshima. Ao meio dia vamos até ao porto de Hiroshima (depois de uma pequena viagem de comboio) e apanhamos o barco até à ilha de Itsukushima (também conhecida como Miyajima). Desfrutamos de Miyajima e de um pôr-do-sol mágico e voltamos a Hiroshima. Dormimos em Hiroshima.
  • Dia 10: Último dia do nosso Japan Rail Pass de uma semana. Regressamos a Tóquio desde Hiroshima (duração do trajeto: 4h)
  • Dia 11: Neste último dia de turismo contemplamos a possibilidade de fazer uma excursão perto de Tóquio como Hakone ou Nikko (e pagar o trajeto já que o nosso JRPass já se tinha acabado) mas decidimos desfrutar da cidade que tanto adoramos. Turismo e noite por Tóquio. Dormimos em Tóquio.
  • Dia 12: Comboio até ao aeroporto para nos despedirmos dos nossos amigos e do país :(
Un rincón del parque Ueno, en Tokio.

Um canto do parque Ueno, em Tóquio.

Lista detalhada de sítios visitados por dia

Quando fomos ao Japão, de 29 de abril a 10 de maio de 2017, coincidimos com a chamada “Golden Week”, algo assim como a Páscoa japonesa, uma semana em que coincidem muitos feriados juntos, sendo um período de férias bastante importante no país já que as pessoas aproveitam para fazer turismo interno e visitar os seus familiares.

Se puderes evitar viajar nesta altura, aconselhamos-te vivamente para evitar os sítios mais turísticos a trasbordar de gente. Nós tivemos que nos organizar para estar em Tóquio e Osaka nos feriados e evitar viajar no comboio bala nesses dias, o famoso Shinkansen, porque fica cheio (algo que não é comum acontecer). Em qualquer caso, podemos dizer que não tivemos quaisquer problemas. Inclusive numa das épocas mais atribuladas, é um país extremamente organizado e seguro.

A tudo isto há que acrescentar que o “Japan Rail Pass” (o pass para viajar de comboio pelo país com duração de dias) não é propriamente barato (ainda é bastante dinheiro!) e queríamos fazer o possível para que todas as viagens coincidissem em 7 dias para comprar o JR Pass de uma semana e não duas semanas (seria o dobro do dinheiro).

Inês esperando al famoso tren bala, el Shinkansen.

Inês à espera do famoso comboio bala, o Shinkansen, na estação de Hiroshima.

Dia 1: Tóquio

Chegada a Tóquio à noite e encontro com os nossos amigos Romain (aka Darlin) e George (aka Gyorgy) na estação onde se encontrava a nossa casinha para esses dias: Nakano. Yeah! Que saudades tínhamos…

Nakano surpreendeu-nos agradavelmente já que não tínhamos lido muito sobre o bairro e não é propriamente um bairro turístico. Pois acontece que para além de estar bem conectado aos pontos mais turísticos, foi do mais bonito que vimos para passear pelas ruas à noite na cidade quando procuras algo para jantar (a comida japonesa é incrível!), beber (uns quantos sake) ou acabar a noite num dos famosos karaoke. Ruas estreitas iluminadas de lanternas de papel, cheias de pequenos restaurantes sem menu em inglês. Soa ou não soa bem? :)

Una de las callejuelas de nuestro primer barrio en Tokio, Nakano.

Uma das ruelas do nosso primeiro bairro em Tóquio, Nakano.

Como era tarde, petiscamos algo em casa (a desfrutar dos presentes que nos trouxeram, que incluíam presunto, queijo manchego, vinho albarinho, vinho tinto e gin – iguarias que não provávamos há 8 meses de aventura asiática – lê mais aqui) e experimentamos a nossa primeira sanita japonesa com jato!

Opções para dormir em Nakano:

Dia 2: Tóquio

Acordamos e apresentamo-nos à capital onde os planos não se esgotam. Chegamos ao parque Yoyogi e o seu templo Meiji Jingu. O Yoyogi, com os seus 54 hectares, é nada mais nada menos que o pulmão da cidade. Que refúgio de paz no meio da capital…

La entrada noreste al parque Yoyogi, con el imponente Torii de madera dando la bienvenida.

A entrada noreste para o parque Yoyogi, com o imponente Torii de madeira a dar as boas vindas.

Pareja en el Meiji Jingu.

Casal no templo Meiji Jingu.

El templo Meiji Jingu con sus deseos escritos en madera. Un deseo estadounidense que nos gustó mucho y otro en portugués que nos gustó todavía más. :)

O templo Meiji Jingu com os desejos dos visitantes escritos em tábuas de madeira, fora, numa árvore. Um desejo americano que gostamos muito e outro em português que ainda gostamos mais. :)

Barriles de sake en parque yoyogi.

Barris de sake no parque Yoyogi.

Continuamos e vamos ao famoso cruzamento de Shibuya onde tínhamos que trocar os nossos JR Pass e decidir dias de trajetos na estação homónima. Normalmente não é preciso reservar os trajetos do Shinkansen com antecedência, mas por ser Golden Week recomendaram-nos que o fizéssemos (e ainda bem, havia trajetos já esgotados para determinadas horas…).

Aqui o time lapse que gravamos da janela do Starbucks de Shibuya. Ready, Set, GOOOOOOO!

En Shibuya, que fluya… #japan #japon #lovejapan #japanlife #cooljapan #lifeinjapan #shibuya #crosswalk #randomtrip #randomyear #itsrandombitch

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Inês en el cruce de Shibuya

Inês no cruzamento de Shibuya

Fomos até ao Metropolitan Government Building para ver as vistas da cidade com o pôr-do-sol GRÁTIS mas encontrámo-lo fechado (acabámos por ir no último dia da viagem). Como tal, demos um passeio por esta zona de edifícios modernos e encontramos um “parque” com joaninhas para descansar um pouco. :)

Un parque entre rascacielos.

A descansar à sombra da selva urbana.

Inês, Gyorgy y las mariquitas.

Inês, Gyorgy e as joaninhas.

Voltamos ao bairro, Nakano. Experimentamos o nosso primeiro (e último) Oden, o nosso primeiro Sake e o nosso primeiro Karaoke!

El Oden consiste en varias verduras, plantas, brotes y algas cocidas (aunque a veces lleve también el chikuwa , un surimi de pescado y huevo). Los principales ingredientes son el daikon y el konnyaku cocidos en caldo de konbu y dashi (o incluso en la rica sopa miso) y muchas veces con un toque de mostaza.

O Oden consiste em vários vegetais, plantas, brotos e algas cozidas (embora por vezes leve também o chikuwa, um surimi de peixe e ovo). Os ingredientes principais são o daikon e konnyaku cozidos em caldo de konbu e dashi (ou também na deliciosa sopa miso) e muitas vezes com um toque de mostarda. Está saboroso mas não é dos nossos pratos japoneses favoritos.

Sake :) Las botellas de Sake son más grandes de lo normal, sí. Además el sake se sirve con un platillo debajo del vaso para que cuando el vaso se llena, se desborde el liquido y se quede en el platillo. Supuestamente vas llenando en sake del platillo mientras el vaso se vacía pero esta parte no la tenemos claro.

Sake :) As garrafas de Sake são maiores do que o normal, sim. Além do mais, o sake serve-se com um prato por baixo do copo para que quando o copo esteja cheio, o líquido transborde e fique no prato. Supostamente vais enchendo o prato de sake enquanto o copo se esvazia, embora não tenhamos bem a certeza desta parte..

El primer karaoke, en Nakano. Aquí todavía no sabíamos de la existencia de karaokes CON DISFRACES incluidos en el precio, pero no tardaríamos nada en descubrirlo ;)

O primeiro karaoke, em Nakano. Ainda não sabíamos da existência de karaokes COM MÁSCARAS E DISFARCES incluídos no preço, mesmo à Lost in Translation. Demoramos pouco tempo a descobri-los, foi logo no dia seguinte. Recomedamos-vos mais esse ;)

Dia 3: Tóquio

O terceiro dia no Japão começou a pisar terras mexicanas. Sim, leste bem. Fomos conhecer a embaixada do México onde trabalha um amigo do George para irmos comer todos juntos depois. E belo sítio que o Emilio nos levou! Obrigada! Um sushi como nunca tínhamos experimentado antes:

Pues sí, este bol delicioso tiene la base de arroz cocido (el mismo del sushi más habitual ) y las algas en vez de estar en hoja cubriéndolo como en los maki, se encuentran por encima... En este en especial, le daban el toque cubos de salmón, atún y aguacate con una salsa y semillas riquísimas.

Esta taça deliciosa tem como base arroz cozido (o mesmo do sushi mais comum) e as algas em vez de estarem em folha a cubri-lo como nos maki, encontram-se por cima… Neste em especial, davam-lhe o toque de cubos de salmão, atum e abacate com um molho e sementes deliciosas.

Fizemos a digestão no famoso parque Ueno, o maior parque urbano de Tóquio. Dentro do parque perdes-te pelos seus jardins, templos, museus, um lago e até um zoológico (a este último não fomos, não gostamos de zoos).

Parque Ueno

Parque Ueno

Pagoda del Templo Kaneiji, Parque Ueno.

Pagode do Templo Kaneiji, Parque Ueno.

Romain e Inês pasando por Santuario Toshogu en el Parque Ueno. Sí, había llovido hace nada.

Romain e Inês a passar pelo Santuário Toshogu no Parque Ueno. Sim, tinha chovido mesmo à pouco.

Puertas torii del Templo Gojo-Tenjin, Parque Ueno.

Portas torii do Templo Gojo-Tenjin, Parque Ueno.

Chris y George, en las puertas torii del Templo Gojo-Tenjin, Parque Ueno.

Chris e George, nas portas torii do Templo Gojo-Tenjin, Parque Ueno.

Rincón del Templo Templo Gojo-Tenjin, Parque Ueno.

Canto do Templo Gojo-Tenjin, Parque Ueno.

Templo, parque Ueno.

Templo, parque Ueno.

Depois do passeio pelo lindíssimo parque Ueno, passamos por Akihabara, onde depois de nos perdermos pelas suas ruas, descobrimos um karaoke com disfarces incluídos no preço. Além disso, apercebemo-nos que ir ao karaoke à tarde é muito mais barato que à noite!

Na cadeia de karaokes Big Echo até às 19h pagas 100 yen por pessoa (0,80€ aprox.) para meia hora, mais bebidas. Todos os karaokes que fomos tens que pedir uma bebida, independentemente do tempo que estiveres lá.

O qual nos ficou por 2900 yen para quatro pessoas com bebida (23€ aprox.). Por outras palavras, 5€ por pessoa para meia hora de karaoke com sake (ou o que quiseres beber) e disfarces incluídos.

Se vais depois das 19h, pagas 500 yen por pessoa (4€ aprox.) para meia hora, mais bebidas. Por outras palavras, um total de 40€ (10€ por pessoa), o dobro do que ir à tarde.

Karaoke, Sake y un intento de Cosplay. Tres imprescindibles para vivir la capital japonesa como se merece. Un oso galego, un pingüino francés, un intento de sailor moon lusa y un intento de power ranger mexicano lo han dado todo. Y con vistas.

Karaoke, Sake e uma tentativa de Cosplay. Três essenciais para viver a capital japonesa como  merece. Um urso galego, um pinguim francês, uma tentativa de sailor moon lusa e uma tentativa de power ranger mexicano, a cantar muito alto com vistas para as luzes de néon de Akihabara.

Calle de Akihabara

Rua de Akihabara

Akihabara

Akihabara pela noite.

Akihabara

Akihabara, uma rapariga e uma coruja que duvidamos que esteja muito contente ali :(

Terminamos de jantar um ramen no nosso bairro, Nakano. Fizemo-lo num destes pequenos restaurantes muito típicos em terras japonesas nos quais jantas ao balcão, em frente à cozinha fumegante. O único senão: tens que escolher o que vais comer e comprar o ticket previamente na máquina que se encontra fora do restaurante, uma máquinazita pouco intuitiva e com todos os botões em japonês! No final descobrimos o truque com a ajuda do google e ao prestar atenção aos caracteres. ;)

Las caras de Inês y Romain delante de la maquina delatan lo complicadas que eran jajaja Y más con hambre. Pero, ¡lo conseguimos!

As caras da Inês e do Romain na primeira foto diante a máquina expressam o quão complicadas eram hahaha…e mais com fome. Mas lá conseguimos!

Dia 4: Tóquio e Osaka

Antes de apanhar o comboio bala para Osaka, demos um passeio pelo lindíssimo Chiyoda Park, que está perto da estação de Tokyo Station, no coração da cidade.

O parque Chiyoda é muito importante já que aí se encontra a residência oficial do imperador e a sua família, entre bosques e jardins. Como curiosidade: o público general só pode visitá-lo 2 vezes por ano: a 2 de janeiro e a 23 de dezembro (aniversário do imperador). Originalmente, Tóquio começou a crescer em volta deste palácio.

El parque Chyoda

Depois de uma visita mais rápida do que gostaríamos pelo parque Chyoda, compramos umas sushi box deliciosas na Tokyo Station antes de apanhar o comboio bala para comer pelo caminho até Osaka (duração do trajeto de comboio: 2h30)

Sushi box en el Shinkansen, de camino a Osaka.

Sushi box no Shinkansen, a caminho de Osaka. As caixinhas são tão bonitas que dá pena deitá-las fora…

Chegamos a Osaka pela tarde. Enquanto deixamos as bagagens na casa Airbnb que alugamos, vamos ao famoso e lindíssimo Castelo de Osaka. Este castelo, considerado um dos três mais importantes do país construídos em alto, foi muito importante no processo de unificação do Japão no século XVI.

El castillo de Osaka

O castelo de Osaka

Nosotrxs frente al castillo de OsakaNós em frente ao castelo de Osaka

Perdemo-nos pelos jardins do castelo e desfrutamos das vistas do skyline de Osaka.

 

Para ter uma visão de Osaka desde o alto da cidade, vamos ao melhor sítio para o fazer e desfrutar do entardecer: o Umeda Sky Building.

Este edfício interessante de 173 metros de altura consiste em duas torres iguais de 40 pisos conectadas com pontes e uma escada rolante flutuante que cruza o átrio central. É dos edifícios mais emblemáticos da cidade, muito interessante arquitetónicamente e foi desenhado por Hiroshi Hara.

Umeda Sky Building

Umeda Sky Building, à direita.

Subiendo al Umeda Sky Building

A subir o Umeda Sky Building

Umeda Sky Building

Umeda Sky Building

Vistas de Osaka por la noche, desde el Umeda Sky Building.

Vistas de Osaka pela noite, desde o Umeda Sky Building.

Jantamos no bairro de Osaka por excelência com uma vasta oferta de restaurantes, postos de comida de rua e as famosas luzes de néon: Dotonbori.

Calle de Dotonbori, de noche.

Rua de Dotonbori, à noite.

Dotonbori, de noche.

Dotonbori, à noite.

¡El Okonomiyaki! Sí, tiene nombre raruno y viene básicamente de que "okonomi" significa "lo que quieras" y "yaki" "a la parrilla". Así que consiste en una especie de tortilla con noodles o tiras de col con una gran variedad de ingredientes: verduras, carne, marisco... Cocinado a la plancha (a la vista en nuestro caso) con salsa okonomiyaki y mayonesa por encima. Un plato muy típico de Osaka aunque también nos han dicho que era típico de Hiroshima.

O Okonomiyaki! Sim, tem um nome esquisito e vem basicamente de “okonomi” que significa “o que quiseres” e “yaki” “na grelha”. Consiste numa espécie de omelete de noodles ou tiras de repolho com uma grande variedade de ingredientes: vegetais, carne, marisco… Cozinhado na chapa (como no nosso caso) com molho okonomiyaki e maionese por cima. Um prato muito típico de Osaka embora também nos tenham dito que era típico de Hiroshima. Em qualquer caso é delicioso e não duvidem em experimentá-lo se vierem para estas terras.

Un tentempié ideal como aperitivo o para degustar entre horas: ¡el Takoyaki ! "Tako" es pulpo, y "yaki" es "a la parrilla". El plato consiste en unas bolitas de agua, harina de trigo, y pulpo, que se cocinan en una plancha de hierro con huecos semicirculares (como podéis apreciar en la foto) y se sirven con salsa worcester, o salsa Perrins de toda la vida, recién hechos. Son típicos de la región de Kansai, y nosotros los probamos aquí, en Osaka.

Um lanche ideal como aperitivo ou para degustar entre horas: o Takoyaki ! “Tako” é polvo e “yaki” é “na grelha”. O prato consiste em algumas bolitas de água, farinha de trigo e polvo, que são cozinhados numa chapa de ferro com buracos semicirculares (como podem apreciar na foto) e servidos com molho worcester, feitos na hora. São típicos da região de Kansai e nós provámo-los aqui, em Osaka.

Este neón del runner (un corredor de toda la vida) de la marca alimenticia Glico es un icono de Osaka. Pues como el Tío Pepe en Madrid. Neones de marcas que se entrañan de tal forma en la ciudad que son ya parte del mobiliario urbano. El cartel original de Glico lleva desde 1935 en Osaka y es el más fotografiado entre turistas y locales. Como curiosidad, el Tio Pepe madrileño tiene casi la misma edad ya que lleva iluminando la Puerta del Sol desde 1936.

Este néon do runner (um corredor de toda a vida) da marca alimentar Glico é um ícone de Osaka. Como o Tío Pepe em Madrid. As luzes de néon de algumas marcas são admirados de tal forma na cidade que já fazem parte do mobiliário urbano. O cartaz original da Glico existe desde 1935 em Osaka e é o mais fotografado entre os turistas e os locais. Como curiosidade, o Tio Pepe madrilenho tem quase a mesma idade já que vem a iluminar a Porta do Sol desde 1936.

Maquinas con bolitas llenas de frikadas desde 0,50€ a 2€. Por supuesto probamos un par a ver qué frikada nos tocaba.

Máquinas com bolinhas cheias de brinquedos desde 0,50€ a 2€. Claro que tiramos um par para ver que brinquedos nos calhavam. Calharam-nos uns marcadores de copos muito engraçados, mesmo à japonesa.

Inês y Romain dándolo todo en una de las maquinas de juego de las muchas que te encuentras por las ciudades japonesas.

Inês e Romain numa das máquinas de jogos das muitas que encontras pelas cidades japonesas. O Romain ganhou… ;)

Opções para dormir em Dotonbori, Osaka (além da Airbnb):

Dia 5: Nara

Pela manhã vamos de comboio até Nara. Perdemo-nos pelo verde Nara Park e arredores: veados por todas as partes, o famoso templo Todai-ji (o maior edifício de madeira do Mundo); Nandaimon Gate, Nigatsu-Do e Kofuku-ji.

El famoso templo Todai-ji, sin apenas gente jajajaja (os repetimos: era Golden Week)O famoso templo Todai-ji em Nara (Voltamos a dizer: estava tudo cheio, era Golden Week). Ficamos especialmente impressionados com os enormes guardiões de madeira que se encontram à entrada.

Esta niña ya tiene iluminación garantizada para su próxima vida. Sí, es lo que tiene conseguir pasar por el agujero del gran pilar de madera del salón principal del Gran Buda de #Nara (y hacer la enorme cola que hay hasta ahí). Nosotrxs de momento nos contentamos con la gratificación de visitar semejante belleza en el mayor edificio de madera del Mundo.

Esta menina já tem iluminação garantida para a sua próxima vida. Sim, é o que se tem depois de conseguir passar pelo buraco do grande pilar de madeira do salão principal do Templo do Grande Buda Todai-ji de Nara  (e ficar na enorme fila que há até lá). Nós ficamos felizes com a gratificação de visitar tamanha beleza no maior edifício de madeira do Mundo.

Farollilos en Kasuga Taisha, en Nara. Ante semejante belleza, ¡claro que teníamos el chichi para farolillos! jajaja

Lanternas em Kasuga Taisha, em Nara.

Lxs Darlin paseando siempre con estilo por en Kasuga Taisha, en Nara.

Os Darlin a passear sempre com estilo por Kasuga Taisha, em Nara.

Ciervo: "George, ¿me vas a dar una galletita o no?" George: "Sí, clarooo!"

Veado: “George, vais dar-me um biscoito ou não?” George: “Sim, clarooo!”

Ficamos em Nara até ao anoitecer e voltamos para Osaka, onde compramos Takoyaki, Gyozas e outras delícias para jantar na nossa casa típica japonesa.

Payaseando y descansando en el atardecer, Nara.A ver as paisagens e a descansar ao final do dia, Nara

Atardecer en Nara

Entardecer em Nara

Ciervos y turistas que quieren ser una más, dándoles las famosas galletitas de arroz que hay a la venta.

Veados e turistas a dar as famosas bolachitas de arroz que há à venda aos veados

Se quiserem dormir em Nara (embora possas ir durante o dia e dormir em Osaka como nós):

  • Quarto privado para 2 na Guesthouse: Family Inn Nara (desde 70€/noite)
  • Um luxo em Ryokan: Tsubakiso (desde 195€/noite)

Dia 6: Kioto

Vamos de Osaka até Kioto de Shinkansen, o trajeto dura aproximadamente 15 minutos, estão muito perto ambas as cidades.

Deixamos as coisas no nosso Airbnb (a casa mais bela em que ficamos estes dias) e vamos a Fushimi Inari, o famoso parque com os Torii.

Os torii delimitam a fronteira entre o profano e o sagrado e foram doados por particulares, famílias ou empresas. Inari, a montanha na qual se encontra o santuário e também a divindade do arroz e o sake, é conhecida como a patroa dos negócios. É por ele que as pessoas rendem culto doando estas belas construções, quando lhes correm bem os negócios ou com a esperança de que assim seja. Se quiserem doar um com o vosso nome (a verdade é que não sabemos se deixam a não japoneses), os preços variam entre 4000€ e 10000€…

A pesar de las hordas de turistas (agravadas por la Golden Week), y de empezar el recorrido hacia la colina, a través de los miles de torii, en medio de una marea de gente, avanzando un poco y con un poco de paciencia pudimos salvar alguna foto como esta.

Apesar da quantidade de turistas (agravadas pela Golden Week), com um pouco de paciência podemos salvar uma foto como esta.

Lo bueno de las hordas de turistas de la Golden Week es que se mueven siempre por el camino marcado. En cuanto te sales 100 metros, te encuentras remansos de paz como este.

O bom da quantidade de turistas da Golden Week é que se deslocam sempre pelo caminho marcado. Enquanto sais 100 metros, encontras refúgios de paz como este.

Inês, George y Romain, celebrando un rápido momento sin nadie más en Fushimi Inarri jajaja

Inês, George e Romain, a celebrar um rápido momento sem ninguém em Fushimi Inarri hahaha

Comemos algo rápido e daí vamos a Kiyomizu Dera para ver os impressionantes templos.

Turistas vestidas con su kimono. Es my común ver a turistas paseando por Kioto con kimono ya que se pueden alquilar por día.

Turistas vestidas com o seu kimono. É muito comum ver turistas a passear por Kioto de kimono já que se podem alugar por dia.

El templo Taisanji entre el verde, kioto.

O templo Taisanji entre o verde, Kioto.

El templo Taisanji de cerca, Kioto.

O templo Taisanji de perto, Kioto.

Payaseando por Kiyomizu Dera, con el templo Taisanji de fondo.

A passear por Kiyomizu Dera, com o templo Taisanji de fundo.

Selfie de Inês con chicas Ki-monas (¡Qué monas! con el Kimono)

Selfie da Inês com meninas com os seus Kimonos alugados para passear

Cementerio en Kiyomizu Dera, Kioto.

Cemitério em Kiyomizu Dera, Kioto.

Inês en Shinto Shrine

Inês no Shinto Shrine

Depois do passeio pelos templos, ficamos com fome (um estado constante em terras japonesas, é dos países onde melhor comemos) e lanchamos umas gyozas e cerveja ao entardecer mesmo no Shinto Shrine. Por aí encontram-se uma data de postos de comida de rua onde petiscar algo. 

Isto das gyozas e das cervejas de aperitivo converteu-se numa rotina para nós. E o que até nos salvou a vida, ou melhor o estômago, em terras japonesas foram as chamadas “convenience stores”. Haverá sempre um ‘7 Eleven’, ‘Family Mart’ ou, o nosso favorito – o ‘Lawson’ – por perto para aquela fomeca entre horas ou fora de horas sem arruinares o orçamento. Muito recomendável para comprar a comida/jantar para o comboio (bastante mais económico que as sushi box) ou para aquele dia cheio em que te apercebes que quando vais jantar, já está tudo fechado…

Nestes locais encontras autênticas delícias como: uns triângulos de arroz com vários recheios chamados Onigiri (o de atum, salmão ou camarão são viciantes), um sushi que nada tem a invejar a alguns restaurantes portugueses e o nosso prato estrela: as GYOZAS! Estão deliciosas, especialmente as da ‘Lawson’.  Além do mais, as comidas das “convenience stores” aquecem-te. Assim, se queres um lanche de baixo preço, este é o lugar. Nós já tínhamos a nossa rotina de lata de asahi ou sapporo e umas gyoza de aperitivo antes de jantar.

Cervezas y Gyozas (compradas en el Lawson, una de las tiendas de conveniencia), nuestra rutina infalible diaria, en Shinto Shrine, al atardecer.

Cervejas e Gyozas (compradas na Lawson, uma das lojas de conveniência próximas), a nossa rotina diária infalível, no Shinto Shrine, ao entardecer.

Asustadxs con un ruido que no sabíamos que era en el Shinto Shrine, Kioto.

Assustados com um ruído que não sabíamos que vinha do Shinto Shrine, Kioto.

Depois, vamos ao bairro de Gion e jantamos o melhor Ramen das nossas vidas. Sim, sem exageros. Como a foto vos vai abrir o apetite, revelamos o segredo: chama-se Ramen Muraji e está na zona de Gion (Kioto). Mas, por favor, não contem o segredo a muita gente. ;)

Os podemos garantizar que este fue EL MEJOR QUE HEMOS PROBADO EN NUESTRAS VIDAS. Los noodles hechos a mano, una sopa exquisita, ingredientes frescos y el entorno en una callejuela iluminada por farolillos, sin apenas gente, en la mágica Kioto. Además, nos recibió la encantadora dueña del local, que ya iba a cerrar pero nos hicieron un hueco en la barra, frente a la humeante cocina.

Podemos garantir-vos que este foi O MELHOR QUE PROVAMOS NAS NOSSAS VIDAS. Os noodles feitos à mão, uma sopa requintada, ingredientes frescos e o ambiente numa viela iluminada por lanternas, quase sem pessoas, na mágica Kioto. Além do mais, a maravilhosa dona do local recebeu-nos, que já ia a fechar mas arranjaram-nos um espaço no balcão, em frente à cozinha fumegante.

Passeamos um pouco pelo bairro de Gion e ocorre o inesperado (embora desejássemos que acontecesse, na verdade): conseguimos ver duas Geishas na rua. Com o quão difícil que é! Passou por nós no nosso passeio noturno por esta viela de Gion, em Kioto.

A sua chegada foi anunciada por um tilintar. Acreditamos que vinha dos belos “kanzashi” que adornavam o seu cabelo e chocavam com a brisa, com o vento e com​ o anonimato. Mas também pode ter sido dos pequenos sinos que chocavam no centro das suas altas sandálias de madeira que contrastavam com as meias brancas. Era uma maiko, uma aprendiz de geisha. A sua passagem colorida e fugaz de uns segundos deu-nos conversas, risadas e histórias de várias horas.

La vimos esa noche. Sí. Corría des-pa-ci-to con pasos cortos casi imperceptibles en sus altas sandalias de madera que lucía con calcetines blancos. Pasó por nosotrxs en nuestro paseo nocturno por una callejuela de #kyoto. Su llegada fue anunciada por un tintineo. Creímos que provenía de los bellos "kanzashi" que adornaban su pelo y chocaban con la prisa, con el viento y con​ el anonimato. Pero probablemente fuera del cascabel en el centro de sus altas sandalias de madera que lucía con calcetines blancos. Parece ser que este ostentoso cascabel (entre otros detalles) anuncia también que es una maiko, una aprendiz de geisha. La vimos esta noche. Su paso colorido y fugaz de unos segundos nos regaló charlas, risas y historias de varias horas.

Vimo-la essa noite. Caminhava com passos curtos nas suas altas sandálias de madeira que brilhavam com meias brancas.

Terminamos a noite no nosso maravilhoso Airbnb con um bocadinho de sake, claaaaaro.

Dándolo todo en nuestra bella casa típica en Kioto.A dar tudo na nossa bela casa típica em Kioto.

Opções para dormir em Kyoto (além da Airbnb):

Dia 7: Kioto

Decidimos alugar bicicletas para um dia de turismo por Kioto. Um erro! Acreditávamos que eram distâncias relativamente curtas mas acabaram por ser mais de 25 KM por costas impossíveis em alguns momentos e com o calor sufocante incluido. A maioria das atrações turísticas em Kioto têm parque de bicicletas gratuitos, o único problema é que por vezes não são tão fáceis de encontrar hahaha

Inês y Chris en bici por Kioto.

Inês e Chris de bicicleta por Kioto.

Vamos primeiro à famosa Togetsukyo Bridge e o Arashiyama Bamboo Grove, o famoso bosque de bambu, onde comemos com cerveja algumas coisas que compramos pelo caminho.

Arashiyama Bamboo Grove

Arashiyama Bamboo Grove

De seguida, vamos ver o templo que mais nos impressionou na viagem: o Kinkakuji, ou Pavilhão Dourado.  É um templo zen cujas paredes exteriores estão cobertas com folha de ouro. Espetacular! Visita obrigatória! Não nos surpreende que tenha recebido o prémio de Património da Humanidade da Unesco em 1994 e Monumento histórico da antiga Kioto.

El Kinkakuji, o Pabellón Dorado, en Kioto.

O Kinkakuji, ou Pavilhão Dourado, com todo o seu esplendor.

Flipando con el Kinkakuji, o Pabellón Dorado, en Kioto.

Surpreendidos com o Kinkakuji, ou Pavilhão Dourado, em Kioto.

Seguimos rumo, com a bicicleta, ao Nanzenji Temple, um templo budista Zen da escola Rinzai e os seus jardins. Embora os jardins já estivessem fechados quando chegamos, dizem que são impressionantes como tal,  se tiverem a oportunidade, não os percam.

La belleza escénica japonesa nos hizo regalos como este constantemente: el impresionante templo budista Zen de la escuela Rinzai, en Kioto.

A beleza estética japonesa trouxe-nos presentes como este constantemente: o impressionante templo budista Zen da escola Rinzai y uma mulher de Kimono, em Kioto.

Tonteando (si es que se nos da muy bien jajaja) por los alrededores del templo budista Zen de la escuela Rinzai, en Kioto.

A fazer palhaçadas (somos muito bons nisso hahaha) pelos arredores do templo budista Zen da escola Rinzai, em Kioto.

Voltamos ao centro de Kioto para entregar as bicicletas que tínhamos alugado e acabamos por partilhar umas cervejas e sake com uns amigos japoneses num bar típico perto da Kyoto Tower. Depois, o corpo pediu-nos Sashimi para o jantar :)

Buscando donde tomar una cervecita cerca de la Kioto Tower, encontramos este stand bar: una barra, menú en japonés y muchos farolillos hechos a mano amarillentos del humo del tabaco que te asalta nada más entrar. Éramos lxs únicxs guiris e Inês la única mujer del lugar. Mientras nos acomodábamos en la barra ante miradas curiosas y pedimos cuatro cervezas, el señor a nuestra derecha nos pregunta en inglés (¡en inglés! Pero si no hemos encontrado a casi nadie que habla inglés!) si ya hemos probado la delicia nacional, el Sake. Al contestarle que algo hemos probado jajaja y nos ha gustado mucho nos invita a cuatro. Así, tal cual. A uno con trago amargo en vez de dulce, como prefiere. Las miradas curiosas dieron lugar a varios sakes, muchas risas y algunas palabras en español (que recordaba de su novieta colombiana) y en portugués (que recordaba que su novieta brasileña). El inglés de este rompecorazones internacional, iba empeorando con la cantidad de sakes. Igual que a nosotrxs. Y sin embargo nos entendíamos cada vez mejor.

Ao procurar onde tomar uma cerveja perto da Kioto Tower, encontramos este “stand bar”: um balcão, menu em japonês e muitas lanternas feitas à mão, um pouco amarelas do fumo do tabaco que te ataca mal entras. Éramos os únicos estrangeiros e a Inês a única mulher do lugar. Enquanto nos acomodávamos no balcão diante olhares curiosos, pedimos quatro cervejas. O senhor à nossa direita pergunta-nos em inglês (em inglês! Sim, não tínhamos encontrado quase ninguém que falava inglês!) se já tínhamos experimentado a delícia nacional, o Sake. Ao responder-lhe que já tínhamos experimentado um pouco e que gostamos muito, ele convida-nos aos quatro. Assim, tal e qual. Era um sake mais amargo e não tão doce, como ele prefere. Os olhares curiosos deram lugar a vários sakes, muitas gargalhadas e algumas palavras em espanhol (que ele se lembrava da sua ex-namorada colombiana) e em português (que se lembrava da sua ex-namorada brasileira). O inglês deste quebra-corações internacional ia piorando com a quantidade de sakes e, no entanto, entendiamo-nos cada vez melhor.

Nuestro sashimi, tan deseado después de unos cuantos sake. ;)

O nosso sashimi, tão desejado depois de uns quantos sake. ;)

Dia 8: Hiroshima

Dia de ir no comboio bala até Hiroshima (fazendo uma transferência em Kobe). Mal chegamos  deixamos as mochilas no Airbnb que alugamos, muito bem localizado, mesmo em frente ao Parque da Paz da cidade. Hiroshima tem elétricos, como em Lisboa!

Primeira paragem: um passeio pelo lindíssimo jardim zen de Shukkei-en. Perdemo-nos um par de horas por aqui, nos seus recantos, a ver os saltos dos peixes no lago (alguns davam saltos de vários metros), a ouvir os pássaros que habitam no jardim, um pouco de yoga (para o George) e até uma sestinha (para a Inês).

Puente en el bellísimo jardín Shukkei-en, Hiroshima.

Ponte no lindíssimo jardim Shukkei-en, Hiroshima.

El jardín Shukkei-en, HiroshimaO jardim Shukkei-en, Hiroshima

George haciendo yoga en el jardín, Inês contemplando... ;)George a fazer yoga no jardim, a Inês a aprender, ainda algo ensonada depois da sesta que fez… ;)

Depois do relaxamento no jardim, vamos ao Castelo de Hiroshima, construído no delta do rio Otagawa. Este castelo, com umas vistas bonitas da cidade no seu último piso, foi originalmente construído em 1590 contudo, como toda a cidade, foi destruído pela bomba atómica de 1945. O castelo que hoje conhecemos foi construído pouco mais de 10 anos depois do terrível acontecimento, em 1958 e é onde se encontra o museu da cidade antes da bomba atómica. Também dispõem de disfarces grátis, e claro, como não gostamos nada de nos mascarar…

El Castillo de HiroshimaO Castelo de Hiroshima, entre o verde.

Cambiando el cuento: Samuraisito guarda la katana para ti solito

Inês e Chris a divertirem-se dentro do castelo de Hiroshima

Em direção ao Parque da Paz, a nossa próxima paragem, vimos muita gente a entrar num recinto: era o Oktoberfest de Hiroshima. Embora tivesse muita pinta, as cervejas eram caríssimas então demos uma volta e voltamos ao plano inicial.

Músicos en el Oktoberfest de Hiroshima

Músicos no Oktoberfest de Hiroshima

Chegamos ao Parque da Paz, um parque onde a memória histórica da cidade está presente a cada passo que dás.

A 6 de Agosto de 1945 às 8h15 da manhã caiu a bomba atómica dos EUA contra Hiroshima matando mais de 140.000 pessoas. Três dias depois, outra bomba em Nagasaki, matando mais de 70.000.

O epicentro da bomba foi a 160m de um edifício, então o Salão para a promoção industrial: o único edifício que se manteve em pé na cidade e cuja cúpula nos lembra esta barbaridade causada pelo ser humano, para que não aconteça outra vez e para forçar os estados a eliminá-las de uma vez por todas. A opinião pública dividiu-se na altura, uma parte não queria a memória da barbaridade na cidade, a outra parte considerava importante. Finalmente se optou pela segunda opção.

El edificio emblemático de la cuidad: el único que se mantuvo de pie después de la catástrofe de la bomba atómica, cuyo epicentro fue tan solo a 160 metros de aquí.

O edifício emblemático da cidade: o único que se manteve de pé depois da catástrofe da bomba atómica, cujo epicentro foi a apenas 160 metros daqui.

Sabemos, lamentavelmente, que a eliminação das bombas atómicas está longe de acontecer e, de facto, no museu que se encontra muito perto, também no Parque de la Paz da cidade, podemos comprovar a quantidade de bombas existentes no arsenal de cada país atualmente.

No mesmo Parque encontra-se o Cenotáfio para as vítimas em forma de arco onde se vislumbra essa mesma cúpula do edifício e uma chama. Dizem que esta chama não se apagará até que se eliminem todas as bombas atómicas existentes no mundo. O fogo continua vivo até aos dias de hoje. Desejamos que se apague em breve com o sopro da paz.

El Cenotafio para las víctimas en forma de arco donde se vislumbra esa misma cúpula y una llama. Dicen que esta llama no se apagará hasta que se eliminen todas las bombas atómicas existentes en el mundo.

O Cenotáfio para as vítimas em forma de arco onde se vislumbra essa mesma cúpula e a chama.

El edificio emblemático de la cuidad: el único que se mantuvo de pie después de la catástrofe de la bomba atómica, cuyo epicentro fue tan solo a 160 metros de aquí.

O edifício emblemático nas margens do rio, em Hiroshima.

Opções para dormir em Hiroshima (além da Airbnb):

Dia 9: Hiroshima e Miyajima

Como no dia anterior não tivemos tempo para visitar o Museu Memorial da Paz, fizemo-lo pela manhã. A visita completa ao museu é obrigatória, mas muito dura. Até nos escapou uma ou outra lágrima, especialmente com os testemunhos dos poucos sobreviventes.

El Museo de la Paz, Hiroshima.

O Museu Memorial da Paz, Hiroshima.

Ao meio dia, depois de uma viagem no comboio urbano, chegamos ao porto e vamos de barco à ilha de Itsukushima (também conhecida como Miyajima). Ao chegar, passeamos pela ilha e vimos como as hordas de turistas partem da ilha às 17:00 e tudo começa a fechar (exceto um par de restaurantes para quem fique a dormir por lá). Aliás, se puderem ficar a dormir lá, façam-no! Nós ficámos com pena de não ter contemplado mais um dia para explorar Miyajima (as vistas de cima são incríveis) e desfrutar de um maravilhoso ryonkan…

Desfrutamos de um pôr-do-sol espetacular com vistas para o famoso Torii sobre a água, em Miyajima, a ilha sagrada (onde, por certo, nos disseram que não é permitido morrer. Está proibido suicidar-se aqui)…

Contemplar o pôr do sol na ilha de Miyajima foi das experiências mais mágicas que vivemos juntos estes dias pelo Japão.

Inês, en Miyajima, cuando la marea empezaba a llenarse.

Inês, em Miyajima, quando a maré começou a encher.

Contemplar la despedida del sol en la isla de #miyajima ha sido de las experiencias más mágicas que vivimos juntxs estos días por #japón. ⛩ Además, no nos acompañaba mucha gente al atardecer ya que pocas personas se quedan por la isla después de las 17h y pico, hora en que cierran todos los comercios de la isla (excepto un par de restaurantes para quién se quede a dormir por allí). Más que de gente, tuvimos la compañía de varios ciervos que pasaban por allí a ver que se cocía y nos olisqueaban las mochilas a ver si teníamos algo comestible dentro... Tuvimos también la compañía de algún que otro cuervo (están por todas partes en Japón), como este que muy amablemente decidió posturear para nuestra foto antes de descansar encima del Torii. ⛩

Poucas pessoas ficam pela ilha depois das 17h e pico, hora em que todas as lojas da ilha fecham. Tivemos sobretudo a companhia de vários veados que passavam por ali para ver que se passava e cheiravam-nos as mochilas para ver se tínhamos algo comestível dentro… Tivemos também a companhia de um ou outro corvo (estão por todo o lado no Japão), como este que muito amavelmente decidiu posar para a nossa foto antes de descansar em cima do Torii.

Se queres ficar a dormir em Miyajima:

Dia 10: Regresso a Tóquio

Viemos de Hiroshima a Tóquio de comboio bala (outra vez mudando em Kobe). Tivemos sorte que o dia se encontrava razoavelmente claro e nos permitiu vislumbrar o monte Fuji desde o comboio Shinkansen!

El monte Fuji desde el Shinkansen (el tren bala), de regreso a Tokio.O monte Fuji do Shinkansen (o comboio bala), de regresso a Tóquio.

Deixamos as coisas no nosso Airbnb (desta vez alojamo-nos no bairro de Asakusa), esperamos na margem pelo nosso barco e fazemos o trajeto de barco desde Asakusa até Daimon.

Sandwich Titanic a orillas del río, en Tokio.

Sandwich Titanic nas margens do rio, em Tóquio.

Tokio y su luna, en el trayecto en barco desde Asakusa hasta Daimon.

Tóquio e a sua lua, no trajeto de barco desde Asakusa até Daimon.

Escaparate hiper realista de comida en un restaurante en el barrio de Daimon, Tokio.

Vitrine hiper-realista de comida num restaurante no bairro de Daimon onde jantamos, em Tóquio. No Japão é muito comum ver vitrines assim para exemplificar que comida há nesse restaurante. Está tão bem feito que parece mesmo comida a sério!

Dia 11: Tóquio

Consideramos aproveitar este último dia para fazer uma excursão perto de Tóquio como Hakone (podes ver o monte Fuji), Nikko (natureza em estado puro) o Kawaguchiko (também para admirar o Fuji desde o Pagode de Chureito nos seus arredores) mas finalmente decidimos aproveitar mais o Tóquio que nos tinha prendido no início da viagem.

Visitamos o famoso templo de Senso-Ji e comemos num dos típicos restaurantes de buffet de sushi (com um balcão rolante de pratinhos).

El famoso templo Senso-Ji de la capital, como podéis ver, estábamos prácticamente solos... o no! jajajaja

O famoso templo Senso-Ji da capital, como podem ver, estavamos praticamente sozinhos… ou não! hahahaha

Posteriormente visitamos outra vez o Chiyoda Park, tínhamos ficado com vontade de mais e voltamos a subir ao Metropolitan Government Building: desta vez aconseguimos ver as vistas da cidade desde ali. Grátis. ;)

Lxs 4, en Chyoda.

Os 4, em Chyoda.

Depois disto fomos à zona de Shinjuku jantar num Teppanyaki muito bom e fazer o nosso último Karaoke com disfarces para nos despedirmos do Japão. Desta vez foi hora e meia bem passada com muito sake e luzes de néon.

Último karaoke en Shinjuku, también en la cadena Big Echo.

Último karaoke em Shinjuku, também na cadeia Big Echo.

Dia 12: Regresso

Com muita pena, vamos de comboio até ao aeroporto para deixar este maravilhoso país. Romain e George voltam para Espanha e a nós esperava outro maravilhoso país: Coreia do Sul!

Tonteando en Miyajima.

A fazer palhaçadas em Miyajima.


Então, já estás convencida/o de incluir o Japão como destino em alguma das próximas viagens? Vês como 12 dias, bem aproveitados, dá para muito?

ARIGATO, Japão! Voltaremos, não perdes pela demora ;)

A planear uma viagem? Nós ajudamos!

2 comentários sobre “Roteiro do que visitar no Japão em 12 dias: 2 semanas entre cultura, gastronomia e insólitos japoneses

  1. Ju

    Vou estar no Japão apenas 8 dias, regressamos ao 9.º dia logo de manha. E estou muito indecisa sobre o que fazer nesses 8 dias, concentrar-me apenas em Tóquio, Monte Fuji, Yokohama ou aventurar-me até kyoto…

    1. Inês e Christian Autor do artigo

      Olá Ju! Percebemos perfeitamente… O Japão é um país enorme e com muito para oferecer. Com os dias limitados, há que escolher… É uma questão de gostos mas nós com 8 dias faríamos Tóquio, Kioto, Osaka e Nara. Pode basear-se no nosso roteiro (retirando Hiroshima e Miyajima e com menos dias em Tóquio). Um abraço e boa viagem!

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